quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Isto é como ir às putas, Martin!

Se lesses o CR não te espantavas, Martin. Há meses alvitrei a hipótese de a Grécia  mudar de parceiros. E devias lembrar-te que  não há muito tempo- ainda antes de rebentar a crise na Ucrânia- Putin se ofereceu para pagar a dívida da Grécia, mediante algumas condições.
A vida é assim mesmo, pá! Não percebo a razão do teu espanto. Quando ias  às putas, como fazias se não saísses de lá satisfeito? Procuravas outra, não era?
Em sentido figurado, é o que o Tsipras está a fazer. Se a Merkel for esquiva e não o deixar satisfeito, ele bate com a porta  e vai ao Putin.
Imagina só a alegria do Putin se vir  Tsipras a bater-lhe à porta! Ele conhece bem  os voluptuosos  atributos geo-estratégicos da Grécia. O Tsipras, por sua vez, sabe como pode fazer render esses atributos. É que ele tem lá em casa uns milhões de famintos a quem tem de dar de comer.  Essa é a sua primeira prioridade. Não se comporta como um coelho selvagem que se está marimbando e se os filhos tiverem fome deixa-os  morrer,  para agradar à namorada.
É essa a diferença entre um Homem e um bicho. Não te ensinaram isso na escola, Martin?

E se a Alemanha saísse do euro?

A hipótese foi levantada por João Ferreira do Amaral e parece-me ter alguma lógica.
Argumenta o economista, que, no caso de o Syriza conseguir algumas das suas pretensões, a Alemanha pode cansar-se e sair do euro, arrastando consigo alguns países do norte da Europa.
Vale a pena lembrar que a Alemanha nunca foi grande entusiasta da moeda única e só aceitou aderir, quando viu que poderia obter alguns benefícios.
Como  um  puto que não gosta de jogar Monopólio, mas se deixa convencer, perante a insistência dos amigos, Merkel acabou por se  entusiasmar, quando constatou que ganhava sempre.
Até que um dia perde um jogo e começa a irritar-se.
Quando está preste a perder o segundo, abandona o jogo e vai para casa amuado.
Depois de ter perdido o braço de ferro com o BCE e ver o Syriza ganhar as eleições na Grécia, Merkel vai enfrentar dois desafios que não pode perder : as eleições em Espanha e em Inglaterra. Se sofrer um revés e a hegemonia que sonha ter na Europa for posta em causa, é muito provável que abandone o jogo definitivamente.
Normalmente, estes meninos birrentos acabam por ter uma vida difícil quando chegam à idade adulta. Talvez seja o que vai acontecer à Alemanha. O problema é que, pelo caminho, vai fazer muitas vítimas e o jogo pode acabar mal.

Perguntem ao gajo !

Maior surpresa do que a candidatura de Figo à presidência da FIFA, é ver a surpresa dos   órgãos de comunicação social tugas.
A Paula Teixeira da Cruz devia ter-lhe telefonado imediatamente para saber como se evitam fugas de informação e aplicar o método para evitar fugas ao segredo de justiça.