terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A inversão de papéis numa Europa podre

Assinalam-se hoje 70 anos da libertação dos prisioneiros de Auschwitz. Estarão presentes muitos lideres europeus mas Putin, o presidente da Rússia cujo exército foi responsável pela libertação, não foi convidado. Ou seja : os carcereiros vão comemorar com os prisioneiros sobreviventes, mas quem os libertou não estará presente.  
Setenta anos depois os líderes europeus decidiram inverter os papéis, transformando os algozes em libertadores e o libertador em mau da fita, sem direito a ficar na fotografia. 
Uma Europa neste estado não augura nada de bom... Os selvagens que a lideram  são autistas sem memória, sem vergonha e sem respeito pelos cidadãos europeus.  Como diz Esther Mucznick, em muitas cabecinhas permanece o mesmo pensamento dos nazis. Eu acrescentaria que muitas dessas cabecinhas são lideres europeus.  
Entretanto, logo à noite, deve valer a pena ver o documentário "A noite cairá". É na RTP 1, às 23h30m. 

Qual é o espanto?

Está toda a gente muito admirada porque o Syriza se aliou com um partido de direita. Com o exagero do costume, alguns jornalistas e comentadores apressaram-se dizer que a Grécia vai ser governada por uma coligação entre um partido de esquerda radical, com outro de direita radical. Diria que são opiniões radicais. Mas adiante... 
O que eu não percebo é a razão de tanto espanto. Basta olhar para a nossa História recente e encontramos uma aliança espúria entre o Bloco de Esquerda e o CDS para derrubar um governo socialista e muitos dos comentadores e jornalistas que hoje se espantam com a aliança grega, estiveram na fila da frente a aplaudir a decisão.
Há uma grande diferença? Pois há. Por cá tivemos uma coligação negativa que prejudicou os portugueses. Na Grécia, mesmo que a aliança  dê mau resultado e não passe de um grande susto, vai obrigar a senhora Merkel e as instâncias europeias a rever as suas posições sobre a austeridade, com influência positiva no modus vivendi dos gregos.

Entretanto, em Portugal

Enquanto andavamos todos distraídos com as eleições gregas, a PT foi vendida aos franceses da Altice. 
Depois de ter sido privatizada, aquela que era uma das mais emblemáticas empresas portuguesas começou a cair a pique e, após Passos Coelho ter alienado a golden share, entrou em roda livre.
Ficou provado que os gestores privados são muito melhores do que os públicos e o liberalismo de Coelho e comandita é uma forma expedita de vender um país a grupos com interesses obscuros, sem que os governantes sejam responsabilizados por isso.
A privatização da PT deixa antever o destino, a breve prazo, de empresas como a TAP, os CTT ou a EDP.
Bem pode limpar as patas à parede, o coelho da Al(t)ice no País das Maravilhas.

Não acredito!

Ele era lá capaz de fazer uma coisa dessas! Portas mete girl no banco