sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Bibó Porto (34): Já pensou dormir num mercado?

Se não pensou, tem agora essa oportunidade.
Em pleno mercado do Bom Sucesso ( de visita imprescindível para quem aprecia os mercados da Ribeira ou de Campo de Ourique)




Abriu o Hotel da Música




Pode apenas tomar um copo no Bar Pavarotti  e apreciar o lounge


Mas se quiser dormir num hotel com design diferente, pode escolher o andar 
 temático ( Soul, Fado, Pop e Música Clássica) e, quando entrar no quarto, talvez até tenha na parede os acordes da sua canção preferida.



Localizado na Boavista, a poucos metros da Casa da Música, o Hotel da Música proporciona uma experiência diferente.  Perto de uma estação de metro, em 7 minutos está na Baixa para entrar na "movida" dos Clérigos.
Tem bons restaurantes nas imediações, um centro comercial arejado e está a poucos minutos de automóvel do coração da Foz.

Cambalachos à grega




É um vale tudo para que o Syriza não vença as eleições na Grécia.
Mais de cem mil jovens  que fizeram 18 anos em 2014 estão impedidos de votar no próximo domingo, porque o governo recusou-se a fazer a actualização dos cadernos elitorais.
Juncker, Lagarde e Merkel têm feito ameaças mais ou menos veladas aso gregos, "avisando-os" que a vitória do Syriza pode obrigar a Grécia a sair do euro.
Ontem, quando o BCE anunciou que ia por as rotativas a funcionar para injectar dinheiro na economia , pensei que a data fora escolhida para dar apenas um sinal aos gregos, mas hoje percebi que Draghi também não se escusou a "molhar a sopa" ao anunciar  que, pelo menos até Julho, não haverá compra de dívida grega.
Se nada disto resultar, não me espantará  se no domingo houver um cambalacho à moda dos tempos do Botas, com mortos a votar na Nova Democracia.
Este desespero tem uma vantagem. Qualquer grego ( e europeu) inteligente perceberá que há realmente alternativa à política de austeridade e que a vitória do Syriza é a única possibilidade de mudar os caminhos da Europa.
Lá para o Outono, se as sondagens continuarem a colocar o PODEMOS como o partido mais votado em Espanha, assistiremos a um remake do que se está a passar agora em relação à Grécia e que obviamente influenciará as eleições em Portugal.
A Europa pretende  impedir a todo o custo a alteração do panorama partidário dos interesses instalados. Mas é uma questão de tempo. A mudança pode ser adiada, mas não tardará até que uma onda de indignação e revolta varra os protagonistas desta  selvajaria liberal. 

Uma denúncia grave



Ontem, na TVI, Manuela Ferreira Leite  acusou  Maria Luís Albuquerque  de colocar entraves à admissão de 200 novos médicos ( um processo que se arrasta há quase um ano) mas ser  célere a contratar funcionários para as Finanças. Segundo a comentadora da TVI, o processo de admissão de 1000 novos funcionários para o ministério decorreu em escassos dias.
A ser verdade a actuação de Marilú é de uma extrema gravidade. Não só porque confirma que o governo está mais preocupado em cobrar impostos, do que em salvar vidas, mas também porque demonstra que a ministra das finanças está a utilizar o cargo em benefício do ministério onde era funcionária, antes de ser nomeada ministra. Como já se percebera quando anunciou a criação de uma careira especial para 300 funcionários das Finanças.
Se Marilú é assim tão expedita no favorecimento do seu ministério, imagine-se como será quando se trata de favorecer empresas. As mentiras da ministra sobre as swaps, na comissão de inquérito da AR ajudam a perceber muita coisa. 


A canção da Primavera

Mário Draghi prometeu pôr as rotativas a funcionar e lá para a Primavera, vai ser injectado dinheiro na economia
Aventurados aqueles que acreditam que depois da austeridade que conduziu ao empobrecimento e à miséria virá o Eden  e com as medidas anunciadas pelo BCE  florirá um país próspero, moderno e mais justo  onde a riqueza será repartida com mais equidade.
É bom nunca esquecer que a única flor que floriu na apregoada Primavera Árabe, foi um monstro chamado ISIS.
Por cá talvez floresçam, pujantes, mais algumas Tecnoformas. e ONG paralelas, para satisfazer clientelas partidárias. 
A crise não se ultrapassa apenas com dinheiro. Embora seja importante, pouco mudará enquanto a Europa não adoptar um modelo social mais justo e solidário.