quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Leituras

Je suis Passos Coelho -  O Jumento

Je ne suis pas Charlie- 365 Forte

Que mil câmaras de filmar floresçam - Ladrões de Bicicletas

Crise de identidade - Dois dedos de conversa

Quando uma capa de jornal diz tudo sobre quem o faz


O Correio da Manha foi o único jornal generalista português que não manifestou  solidariedade com o Charlie Hebdo.
Essa atitude já seria suficiente para explicar o tipo de jornalismo que se pratica naquele pasquim adorado pelos tugas. 
O CM , no entanto,  foi mais longe e mostrou aos seus leitores que  grassa uma grave doença entre os jornalistas que por ali vomitam ódio e vingança, em vez de se limitarem a fazer jornalismo.
Reparem nas chamadas de capa. 
Nem sequer referem o Charlie Hebdo. O maior destaque vai para o "amigo de Sócrates" ( o ex- pm é, para quem faz o CM,  uma obsessão de adolescentes a caminho da delinquência)  e no topo da página um sublinhado para a doença de Laura Passos Coelho.
Esta gente devia deitar-se no divã de um psiquiatra, porque sofre de doença incurável do foro psiquiátrico. 
Não é por acaso que a sua mais epidermicamente insuportável repórter/jornalista se chama Laranjo  e tem nome próprio de personagem de telenovela(Tânia). Uma combinação explosiva.

Eles falam, falam...

Eu sei que era hora de trabalho mas mesmo assim esperava mais do que as 200 ou 300 pessoas. Muito frio, não é?  Já em tempos dizia o Ricardo Araújo Pereira: Eles falam, falam, mas não fazem nada!
Pois é. Tuga é mesmo assim. Dá uma esmolazita ou compra uma lata de salsichas para o Banco Alimentar e fica aliviado. Solidariedade com outros povos? Só se for no Verão, a uma hora jeitosa, a ideia for gira e o motivo for Timor. Mas aquilo nada teve a ver  com a solidariedade tuga, não nos iludamos. 
O tuga é bom mas é a por bandeiras nas janelas para apoiar a selecção. Ou para pendurar Pais Natal nas janelas na época natalícia.  Nada de ajuntamentos que isso é coisa de comunas e de quem não tem nada que fazer. 
Mas há uma excepção. Se for para protestar contra os comunas, o tuga lá vai com a família toda, mais o cão, o gato e a merenda do piquenique.

Praça do Município

(A) Tração Fatal



Vai ser discutida hoje, na AR, uma petição apresentada em 2033 pelo Forum Cidadania LX que pretende a preservação da calçada portuguesa, como ex-libris de Lisboa.
Eu gosto imenso da calçada portuguesa, mas a falta de pessoal especializado no assentamento e a descuidada manutenção do pavimento tornam-na um martírio para quem anda a pé, especialmente em dias de chuva. 
 Lombas e afundamentos, que se transformam em lagoas por onde é impossível transitar, agravam ainda mais os riscos de queda  dos transeuntes. 
Quando as pedras estão muito polidas por força da constante passagem de veículos , a calçada portuguesa transforma-se num ardil que provoca inúmeras quedas, mesmo com tempo seco.
Por isso, sugeri aos autores da petição que incluissem um ponto  prevendo a proibição do trânsito automóvel e de mercadorias nas ruas onde exista calçada portuguesa. 
Não tendo sido incluído esse ponto continuaremos a assistir a quedas, idas para o hospital e cenas como esta que em nada contribuem para  a atracção turística da calçada portuguesa. 
Bem pelo contrário.

Não se esqueçam de apagar as luzes

O PEGIDA, movimento xenófobo e anti islamista alemão, tem promovido nas últimas semanas manifestações  em várias cidades alemãs que contam com uma adesão crescente. Na segunda-feira, em Dresden (ex- RDA), reuniram 18 mil pessoas.
Numa reação de protesto contra a islamofobia, várias cidades alemãs decidiram apagar as luzes de edifícios públicos.
A condenação da comunidade muçulmana aos actos de barbárie praticados por criminosos em nome do Islão tem sido exemplar. Depois do que aconteceu hoje em Paris as luzes até podem continuar a apagar-se todas as noites, mas palpita-me que o número de manifestantes na próxima segunda feira na Alemanha irá aumentar.