quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

O que eu desejava mesmo para 2016?

O cobrador de impostos

Tenho ouvido e lido muitas críticas a Paulo Macedo, acusando-o da morte de um jovem no Hospital de S. José. Alguns já lhe chamaram criminoso  e assassino. Penso que Paulo Macedo está a ser injustiçado. O assassino não é ele, mas sim quem escolheu um  contabilista, cobrador de impostos, para ministro da saúde, dando-lhe como única missão poupar dinheiro. Paulo Macedo limitou-se a cumprir os objetivos...
Mas se têm dúvidas, sugiro-vos que façam a seguinte experiência:
Deixem o vosso cão na cozinha, sozinho com uma peça de carne e digam-lhe:
- Piloto, porta-te bem! A carne não é para ti, é para o nosso jantar, por isso, nada de afiares o dente, ouviste?
Quando regressarem, vejam se o Piloto não se comportou como Paulo Macedo em relação ao SNS. E de quem é a culpa? Do Piloto ou de quem o deixou sozinho na cozinha, com um belo naco de carne?

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Passos Coelho foi vítima da injustiça tuga!


 Passos Coelho afinal tinha razão, mas ninguém lhe ligou nenhuma. Tadito... é um incompreendido!

Publicidade enganosa

Os bancos andaram anos a prometer crédito barato, as pessoas acreditaram, endividaram-se como se não houvesse amanhã e agora descobriram que afinal o crédito barato lhes está a sair muito caro.
Mas o meu problema não é os bancos terem andado durante anos a fazer publicidade enganosa... o meu problema é ter de pagar créditos que nunca pedi, com taxas de juro exorbitantes, aplicadas por agiotas que nunca serão condenados pelas trafulhices que fizeram.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

A inutilidade nacional do ano





Os candidatos eram muitos ( Para que servia, por exemplo, NunoCrato? Ou os deputados do CDS o e do PSD que passaram o ano a abanar a cabeça para dizerem amen aos seus amados líderes?) mas a minha escolha vai para o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa.
Não há memória de um inútil tão bem pago como ele, mas temos de levar em consideração que Carlos Costa aceitou servir de bobo, para proteger Maria Luís Albuquerque e Passos Coelho que o destrataram para proveito próprio.
Os rasteirinhos costumam ficar na fotografia no lugar dos lambe botas. Carlos Costa ocupou o lugar com gosto.

Figura Nacional do Ano

É verdade que António Costa teve o mérito de negociar com PCP e BE para conseguir um acordo entre os partidos de esquerda que permitisse correr com os talibãs, mas não me parece justo considera-lo, individualmente, como figura do ano.
Se é verdade que cabe a António Costa o mérito de ter acabado com o mito do arco da governação, também é certo que sem a concordância de Catarina Martins e Jerónimo de Sousa, nunca teria havido acordo. E, especialmente Jerónimo, deve ter tido um trabalho hercúleo para convencer alguns dos dinossauros do comité central que, viabilizar um governo do PS, era a única solução para expulsar a direita do poder, defender os interesses dos trabalhadores e, já agora, lavar um pouco a face da argolada que o POCP cometeu em 2011, quando deu de bandeja o governo a Passos Coelho.
Assim, escolho este trio como Figura Nacional do Ano

Acontecimento nacional do ano

A expulsão dos talibãs

Depois de quatro anos e meio de terror, o governo de talibãs foi finalmente deposto, mas dificilmente os portugueses esquecerão as vicissitudes a que foram sujeitos por aquele grupo de fanáticos que assaltou o poder.
Eles mataram, saquearam, delapidaram o património e roubaram os pobres para dar aos ricos
 Tudo fizeram invocando o nome da santa troika, com a cumplicidade do cobrador de impostos Hannibal e o aplauso de um tiranete paraplégico.
Mas atenção! Os talibãs foram expulsos mas deixaram o país armadilhado, por isso, só poderemos respirar de alívio quando for desmontada a última mina que os terroristas colocaram no terreno. Até lá, ainda teremos de lamentar mortos e feridos. Seja em hospitais, seja no assalto a bancos, ou em empresas oferecidas pelos talibãs a amigos, à revelia de todas as leis em vigor quer em Portugal, quer no espaço comunitário.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Estrelinha que te guie (1)

Paulo Portas abandona liderança do CDS.
Palpita-me que o espera um grande tacho na Europa.

Com as tias na pastelaria ( nas vésperas de Natal)

- Ai fiiilhaaa está um trânsito insuportável!Demorei mais de uma hora pa cá chegar...
- Tá cheia de razão, q'riiida. P'ece que toda a gente  decidiu tirar o carro da garagem nestes dias ( cof, cof, cof!)
- Se ao menos soubessem conduzir... Nunca vi tanto acidente como nestes dois dias. Só no Eixo Norte Sul havia três. Quem tem um Natal em grande são os bate chapas, já viu?
- Ah poizé! Ó q'riiida, mas cumé qu'eles hão-de saber conduzir se  as cartas de condução lhes saem no bolo rei?
- Eu se 'tivesse no governo sabia bem como acabava com isto. Gasolina a cinco euros o litro e 'tava o assunto arrumado! 
- Com os comunistas no governo, qualquer dia temos mas é a gasolina à borla, p'ra nossa desgraça.
(Ouve-se o empregado chamar: senha 78. As tias avançam todas lampeiras)
- Quero dois Panettone de café e chocolate, um de marron glacé e outro de mirtilho.
- Não levas bolo rei, q'rida?
- Ah, é verdade, já me esquecia de levar um p´ra criadagem. Eles gostam. Ponha aí um bolo rei grandinho, faz favor. 
- Lá em casa os miúdos também adoram bolo rei e não gostam de Panettone, imagine...
- Às vezes fico surpreendida com os gostos dos miúdos. O Henrique diz qu'eles gostam é de imitar os avós.
- Pois, às tantas o Henrique tem razão.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Hoje há palhaços


Como estamos em plena época natalícia e não vos quero maçar com política, venho apenas informar que por aqui ainda mantenho a tradição de no dia 26 de dezembro ir ao circo para ver os palhaços.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Quando o último Natal era sempre o melhor...


Este Natal a imaginação anda muito por baixo e não consegui melhor inspiração do que esta para vos desejar um Feliz Natal.
Façam o favor de ser felizes!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

O regresso do Centrão?

Estiveram muito bem o PCP e o BE ao votarem contra o orçamento retificativo. Mais do que defenderem os interesses dos contribuintes foram coerentes   e isso é o que mais prezo num partido.
Já muito mal esteve o CDS. Mantendo a prática de se aliar à esquerda para fingir que nunca esteve no governo e não tem quaisquer responsabiidades na queda do BANIF, votou contra, alegando ter dúvidas quanto à solução do governo PS que, por acaso não difere da assumidamente defendida pelo PSD, seu ex parceiro de governo. Nada de espantar, num partido dirigido por um vigarista que nunca soube na vida o que é honrar a palavra.
O PSD - apesar de se ter abstido, viabilizando assim a aprovação do orçamento retificativo- foi também hipócrita e mal agradecido, pois o BANIF foi uma bela negociata para o PSD Madeira. Isto para já não falar da forma vergonhosa como o seu governo varreu o problema para debaixo do tapete.
O PS foi o único partido que votou a favor. Não consegui ainda perceber é o que terá ganho com isso. Deve ser problema meu. Habitualmente, a época natalícia tolda-me o raciocínio.
E já agora, como sou fã do Cavaco, aproveito para lembrar que o putativo PR garantiu que a admissão na CPLP do sr. Obiang, presidente nada ideológico de uma República das Bananas, iria permitir grandes investimentos daquele país no BANIF,
Lembro isto, apesar de Cavaco não ter direito a voto na AR. Lembro porque sim...

Sabe o que é pragmatismo, senhor Presidente?

As trafulhices do sistema bancário já custaram aos portugueses 12 mil milhões de euros- revelou ontem o Tribunal de Contas.
Nesse mesmo dia, aquele senhor de fato azul que gosta de falar para as câmaras com a boca cheia e tem a mania que é Presidente da República, disse que os governos ideológicos são um disparate e, mais cedo ou mais tarde, caem na realidade. Aconselha por isso os governos a serem  pragmáticos.
Um conselho deste jaez dado por Cavaco Silva tem que se lhe diga e, traduzido por miúdos, significa o seguinte:
Um tipo vai à Figueira da Foz para derrubar um governo do bloco central, alegando que só foi fazer rodagem ao carro, e chega a primeiro ministro. Leva então para o governo um grupo de trafulhas que depois de se banquetearem à mesa do orçamento, criam um banco e pagam o favor ao tipo que lhes arranjou lugar no governo, com umas acções macacas que geram lucros estratoféricos em tempo recorde. Anos mais tarde esse mesmo banco vai à falência, os trafulhas pavoneiam-se impunes e os contribuintes pagam o pato. Ou seja, as acções do Cavaco que geraram lucros desmesurados.
Entretanto o ex-pm  candidata-se a PR, garantindo que um outro banqueiro  financie a sua campanha e, uma vez chegado a Belém, para distrair os tugas das trafulhices dos amigos,começa a inventar histórias de escutas e a invectivar o povo a sair à rua para protestar contra as medidas de um governo de que o PR não gosta.
Depois de conseguir derrubar o governo e colocar lá um tipo do seu partido, apoia todas as medidas de austeridade, despreza o povo, apoia tudo quanto seja trafulhice, viola a Constituição e faz declarações e juras de amor eterno aos mercados. 
Só que um dia- azar do Cavaco- entra-lhe pelo palácio dentro um novo PM escolhido pelo povo de que ele não gosta e o homem que finge ser PR volta a avisar o povo que os governos ideológicos são uma tanga ( desde que não sejam da sua ideologia, obviamente...)  
Este é o seu pragmatismo, senhor, presidente. Permita, agora, que lhe diga qual é o meu pragmatismo:
Uma vez que o cidadão Aníbal Cavaco Silva, quando foi primeiro ministro, se rodeou de vigaristas e trafulhas, a quem deu lugares de ministros e secretários de estado, criando condições objectivas para que eles utilizassem os cargos para ganhar credibilidade;
Tendo em consideração que os cidadãos a quem conferiu tarefas governativas criaram um banco que faliu, gerando um grande  encargo para os portugueses;
Considerando que o cidadão Aníbal Cavaco Silva aceitou umas acções "oferecidas" pelo dono do BPN que geraram lucros incomuns em tempo recorde;
Considerando tudo o que atrás ficou escrito não se pode inferir que o cidadão ACS tenha sido trafulha mas, objectivamente, beneficiou de  vantagens proporcionadas por uns vigaristas que ele levou para o governo. 
E como eu sou ingénuo, mas não sou parvo, e acima de tudo sou pragmático, concluo dizendo que é uma pena a justiça em Portugal não ser igual para todos. Pelo contrário, persegue quem tem princípios (os " ideológicos") e faz vista grossa aos tipos que se sentem integrados no sistema. Face a isto, o meu pragmatismo obriga-me a só acreditar na honestidade do cidadão ACS, no dia em que a justiça cumprir o seu papel. 

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Os homens do Presidente





A tropa fandanga próxima de Cavaco Silva ( tão próxima que entre eles até há um ex-conselheiro de estado nomeado pelo fantasma de Boliqueime ) está em toda a parte. Desde que lhes cheire a dinheiro, obviamente. 
Pior do que isto, só mesmo o Jogo do Bicho, ou a Vermelhinha. Ora vejam. Ou recordem, porque é bom não os esquecer.

Os gameleiros





Ontem, entre elogios e salamaleques, Cavaco condecorou uns tipos da Madeira. Para quem tenha a memória curta, ou não saiba de todo, relembro com este video, quem é a trupe do PSD ( e também alguns Pê Esses) que anda sempre a comer da gamela, à custa dos contribuintes.
Foi por  causa deles que andamos a apertar o cinto em 2013.
Ora vejam lá...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Y Viva España?

O BANIF deu-me a volta à cabeça de tal maneira, que até me esquecia das eleições em Espanha
Os resultados prenunciam que "nuestros hermanos" estão metidos num molho de bróculos, pois não se vislumbra qualquer entendimento entre partidos à direita, ou à esquerda, para formar governo.
O mais provável é que, até final de  Janeiro, Filipe VI se veja obrigado a convocar novo acto eleitoral.
Como nota de destaque, gostaria de lembrar que apesar de o PP ter ganho, perdeu mais de um terço dos deputados e que o PSOE não conseguiu capitalizar o descontentamento dos espanhóis, muito por força do PODEMOS que surgiu como um furacão no panorama político espanhol, "roubando"   dezenas de milhares de votos ao PSOE.
Destaque, finalmente, para a elevada abstenção que me leva mais uma vez a interrogar-me: por que razão é que as pessoas desiludidas com a actuação de um partido no governo, preferem ficar em casa, a ir às urnas manifestar o seu descontentamento?

Entretanto num país à beira mar plantado...

Enquanto por cá os ex-governantes mafiosos, digo, pafiosos andaram a varrer a porcaria que fizeram no sistema financeiro para debaixo do tapete, com o intuito de se apresentarem a eleições esgrimindo o trunfo da "saída limpa" ( que se sabe agora ser uma limpeza com merda por todos os lados)  no sempre apelidado de corrupto  mundo do futebol Blatter, presidente da FIFA, e Platini, Presidente da UEFA, foram banidos do futebol durante oito anos, acusados de corrupção e tráfico de influências.
Por cá, os contribuintes que paguem as vigarices estroinices dos governantes, porque a Justiça, leia-se PGR, está-se nas tintas para os presidentes, ex- ministros e governadores que façam trafulhices e enganem os plebeus. A Justiça em Portugal tem costela monárquica e só se interessa por Marqueses...

Esqueletos no armário

Nunca fui tão ordinário nem histérico como Nuno Melo nos ataques a Vítor Constâncio, embora aqui mesmo tenha acusado o ex- governador do Banco de  Portugal de laxismo  no caso do BPN. 
Estava longe de imaginar que, anos depois de Vítor Constâncio ter sido substituído por Carlos Costa, estaria a escrever que " foi pior a emenda que o soneto".  Na verdade, o actual governado do BP tem-se comportado como uma marioneta nas mãos do governo, deixando-se manobrar pela loira do regime que andou dois anos a varrer para debaixo do tapete toda a m.... que foi fazendo à frente do ministério das finanças. ( Se a mulher for assim a limpar a casa, aquilo deve estar pior que uma estrebaria...).
Vem tudo isto a propósito da venda do BANIF ao Santander Totta, anunciada ontem ao final da noite. 
Já há muito se sabia que o BANIF era um problema que iria estourar a qualquer momento, mas só ontem foi tornado público que o anterior governo andou a encanar a perna à rã desde Março, iludindo a própria comissão europeia e ignorando os avisos do presidente do BANIF.
Estamos perante mais um caso em que um grupo de amigos do PSD, usam um banco para financiar um partido ( neste caso o PSDMadeira) à custa dos contribuintes que agora serão chamados a pagar as brincadeiras dos amigos de Cavaco e Passos.
Perante isto, Nuno Melo perdeu o pio e, em conluio com a patroa do CDS, meteu o rabinho entre as pernas e não comenta a situação.
Quanto a Carlos Costa, se tivesse vergonha, já se tinha demitido. Não só por se ter conluiado com o governo para esconder os esqueletos no armário, mas também pela sua disponibilidade para aumentar a opacidade de comportamentos e práticas da entidade reguladora, como aconteceu no caso da contratação de Sérgio Monteiro.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Há coisas fantásticas, não há?

O FC do Porto está a jogar mal, os adeptos não suportam Lopetegui ( o coro de assobios por não ter levado André Silva a jogo, quando os azuis e brancos venciam a Académica por 3-0 e até jogavam bem,  foram sintomáticos) mas a verdade é que os dragões vão entrar em 2016 na liderança da I Liga.
Na próxima jornada, já em 2016, teremos um Sporting- Porto e o mais normal é que os leões recuperem o primeiro lugar mas, até lá, Lopetegui pode passar um Natal tranquilo e dizer que é campeão de Inverno.
Continuo a dizer que o meu favorito para ganhar esta Liga é o Sporting. Não só pela tradição, mas também porque é a equipa que está a jogar melhor futebol em Portugal. Mas, mesmo que o  FC do Porto venha a ser o vencedor, Lopetegui pode ter a certeza que não terá vida fácil e os adeptos continuarão a exigir a sua saída e a sonhar com o regresso de André Vilas Boas.
Devo dizer que também torço para que na próxima época o FC do Porto volte a ser treinado por um indefectível portista. André Vilas Boas estará livre e até Vítor Pereira seria bem vindo.


Bibó Porto (57)



Já não é novidade para ninguém quando o Porto é escolhido como o melhor destino europeu, pelas mais conceituadas revistas de Turismo.Há dias, também os leitores do site Trip Advisor escolheram a cidade como o melhor destino emergente  europeu e o terceiro melhor do mundo.
Tanta distinção também se deve, certamente, aos videos que alguns turistas vão colocando nas redes sociais
Como é o caso deste, recentemente partilhado no You tube,  que hoje compartilho convosco. Depois de o ver quem não fica  ansioso por rumar ao Porto?

sábado, 19 de dezembro de 2015

Não, senhor primeiro ministro...

Não me pareceu nada boa ideia a sua declaração em Bruxelas sobre a possibilidade de o governo fazer reverter a venda da TAP, contra a vontade dos donos. É que embora considere vergonhoso o comportamento dos larápios que venderam a TAP à má fila, quando já não tinham sequer o direito moral de o fazerem, estou em crer que recuperar a TAP, custe o que custar, vai ser bastante oneroso para os contribuintes portugueses.
Se estivesse no seu lugar, daria muita atenção a este artigo do insuspeito Nicolau Santos, antes de partir para uma guerra judicial que muito provavelmente terá consequências funestas para o bolso dos contribuintes e em nada contribuirá para aumentar a confiança dos investidores.

Às vezes, o melhor é mesmo disfarçar...

A propósito desta notícia macabra, lembrei-me- para desanuviar- de uma estória que o HenriquAmigo me enviou há dias:

Chegado à Alemanha, um refugiado sírio encontra uma fada que lhe oferece a realização de três desejos.

"OK", diz o sírio que escapou de ser degolado pelo Estado Islâmico. "Desejo uma bonita casa..."

Plufft..., no mesmo momento uma bela mansão aparece na frente do flagelado. "É sua", diz a loura fada.

"Pô, mó legal, e para preencher a garagem, quero um daqueles carrões que só tem na Alemanha...!"

Plufft..., e um encorpado BMW da série 8 aparece estacionado dentro da garagem.

"Por Allah..., e agora o meu terceiro desejo: quero que você me transforme num alemão...!"

Plufft..., a casa e o carrão desaparecem.

"Ei fada, pelas barbas do profeta... cadê minha casa e o meu carrão, hein, hein?"


"Você agora é alemão, precisa trabalhar".

Pronto, está bem, eu sei que com coisas sérias não se brinca, mas depois de ler a notícia que abre este post, o melhor é mesmo fingir que não percebi a  sua gravidade e brincar com a situação.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Nunca regresses ao local onde já foste feliz?

Em 2004, o Chelsea era uma equipa mediana em Inglaterra e quase desconhecida na Europa. Em apenas um ano, Mourinho levou o clube ao título - que não conquistava há 50 anos- ganhou a Taça da Liga e projectou-o na Europa e só não foi finalista no ano seguinte, por causa de um clamoroso erro de arbitragem.
Além da notoriedade europeia que deu ao Chelsea, Mourinho foi o treinador que deu mais títulos ao clube londrino. Os adeptos adoram-no e, na primeira passagem pelo clube, os jogadores idolatravam-no. Um mau começo de época em 2007,- depois de nova conquista da Liga Inglesa -leva Abramovitch a despedi-lo em Setembro, perante a estupefacção dos adeptos. Vai para Itália, onde ganha tudo à frente do Inter,incluindo a Liga dos Campeões Europeus. 
Em 2013 regressa a Londres e o Chelsea volta a conquistar a Liga Inglesa no ano seguinte, mas é notório que não há entre Mourinho e os jogadores a mesma  empatia da primeira passagem por Inglaterra. 
A presente época começa mal mas, apesar dos maus resultados, os adeptos continuam a dispensar-lhe o maior carinho. Chega a ser arrepiante a manifestação de apoio dos adeptos antes de um jogo, após uma série de maus resultados. 
Alguns jogadores, porém, fazem-lhe a vida negra e manifestam no balneário o seu desagrado com os métodos de Mourinho. Há quem diga que o desentendimento do treinador português com a médica/massagista, Eva Carneiro, terá desencadeado uma reacção do balneário, privado de alguns favores prestados pela massagista. 
O certo é que os maus resultados sucederam-se e com o Chelsea apenas a um ponto da zona de despromoção, Abramovich não teve alternativa. Sem força para impor Mourinho aos jogadores, nem hipóteses de despedir algumas estrelas, optou por rescindir com o treinador que lhe deu momentos de glória.
São muitas as lições que se podem tirar desta situação, sendo a mais fácil argumentar que Mourinho está a ser vítima de uma injustiça. Não é assim tão linear. Mourinho foi vítima de um sistema que tão depressa glorifica, como crucifica, consoante os resultados, mas também de um balneário maioritariamente hostil.
Dizia ontem a um amigo que Mourinho regressará uma terceira vez a Londres e voltará a ser feliz. Ele respondia-me com a sabedoria popular:
"Nunca regresses ao local onde já foste feliz..."
Não vou por aí, mas gostava de saber a opinião dos meus caros leitores...

Alerta aos senhores deputados, a propósito de reposições...

O governo vai repor as pensões, reformas e salários roubados pela corja que vendeu este país a interesses estrangeiros e vai aliviar a maioria dos contribuintes de uma sobretaxa manhosa inventada pelo Gaspar. Até aqui, tudo bem.
Gostaria no entanto que o governo esclarecesse quando é que vai reduzir a contribuição dos servidores do estado para a ADSE que o anterior governo quase triplicou, num ignominioso saque aos funcionários públicos.
Lembro, a propósito, que o próprio governo de mafiosos pafiosos reconheceu que a receita foi um esbulho, tendo ultrapassado largamente as necessidades do sistema de saúde.
Já vai sendo hora de os senhores deputados colocarem este problema ao governo, até porque a reposição dos descontos para a ADSE em 1,25% ( agora é de 3,5%) representa, para muitos funcionários públicos, uma devolução de rendimentos superior ao que vão receber graças à diminuição da sobretaxa e a reposição de parte dos salários.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Ó p'ra eles tão indignados!

Se bem se lembram, a AR aprovou em 2014 um diploma que considera crime, punível com pena de prisão até seis meses, o abandono de animais de companhia.
Em 2005, um Regulamento Comunitário estabeleceu as regras de  transporte de animais vivos dentro do espaço comunitário, o qual entrou em vigor em Portugal em Janeiro de 2007, sendo aplicáveis sanções a quem infringir as normas legais, sujeitando os animais a maus tratos.
A AR está a discutir, por iniciativa de PSD e CDS, um diploma que criminaliza o abandono de idosos. O PS absteve-se, o PCP e o BE votaram contra.
A "vox populi" incendiou a blogosfera e as redes sociais, indignada. Parece impossível! Em Portugal é crime abandonar animais, mas a esquerda opõe-se a que seja crime abandonar os idosos.
Dito assim até soa bem, não é? Os cabrões dos comunistas e dos esquerdistas  são uns hipócritas e  matam os velhos com injecções atrás da orelha.  A direita,  que lhes roubou as pensões de reforma, mata-os à fome que é muito mais higiénico, não é verdade?
 "Bandalhos dos comunas!"- vociferou a doméstica D. Aguinalda quase apoplética aos microfones da CM TV.
Só neste país! - indignou-se o sr. Agapito Brás, funcionário público reformado de Carrazeda de Ansiães no programa Opinião Pública da SIC, nada incomodado com o corte da reforma.
O Tobias, que a meu lado assistia atentamente a este debate televisivo, meneou o focinho quando eu lhe perguntei a opinião e, metendo o rabo entre as pernas, escapuliu-se para o jardim, pondo ponto final na conversa.
Sozinho, diante da pantalha, desabafei:
" Cambada de ignorantes!". Sem mais delongas, abandonei o sofá e liguei o computador, para escrever este post e esclarecer os indignados.
Criminalizar o abandono de idosos é varrer o problema  para debaixo do tapete, seguindo o caminho mais fácil.
Neste momento, o mais importante é debater as questões do envelhecimento, de modo a conferir à última fase da vida da maioria da população, a dignidade que merece. 
Políticas de apoio ao envelhecimento activo, condições de funcionamento  e dignidade de vida nos lares de idosos, assistência na doença ou incentivos a familiares que cuidem de idosos, são apenas algumas das questões que urge discutir antes de avançar para a criminalização do abandono de idosos.
Ignorar que muitos idosos são abandonados nos hospitais porque as famílias não têm condições para lhes dar a assistência e prestar os cuidados necessários, é típico de uma certa direita que tem como lema de vida a cenoura e o chicote. Para essa gente que apresentou a proposta de criminalização do abandono dos idosos, os problemas resolvem-se enfiando-os num Lar onde alguém trate deles, a troco de um par de moedas. Se nenhum familiar os visitar, mas pagar a mensalidade ao Lar, está tudo bem. Neste caso, já não se fala de abandono.


Em tempo: Não só porque escrevi um Guia dos Direitos dos Idosos que me permitiu ter uma visão global dos problemas dos idosos, mas também porque recentemente fui vítima desta visão da direita, em relação à minha Mãe, um destes dias voltarei ao assunto para relatar um episódio que devia envergonhar quem apresentou a proposta.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Última Hora

Domingo à noite,enquanto fazia zapping à espera das notícias da meia noite, vi na TVI 24 uma notícia de última hora-a passar em rodapé enquanto uns senhores discutiam futebol- anunciando que o BANIF ia fechar.
De imediato imaginei o filme no dia seguinte: centenas de pessoas a correrem para os balcões do banco para levantarem as suas poupanças mas, pensei melhor e alvitrei que, se a notícia estava a ser dada, o mais provável é que o BANIF já não abrisse as portas na segunda-feira.
Entrementes zarpei para a RTP 3. Surpreso, constato que enquanto uns senhores também discutiam futebol, em rodapé passava uma notícia de última hora que desmentia a noticia de última hora da TVI.
Como optei por ver as notícias da RTP 3 ( entretanto na TVI continuava a discutir-se futebol) fui para a cama com algumas dúvidas  que só desfiz na manhã seguinte, quando a TVI assumiu ter errado e dado uma notícia sem a ter confirmado.
Como alvitrara na noite da véspera, à porta do BANIF havia dezenas de pessoas a quererem levantar as suas poupanças. 
São facilmente imagináveis e contabilizáveis os prejuízos que uma notícia falsa como a divulgada pela TVI provocaram ao banco. O mesmo não se pode dizer do prejuízo causado ao país ( ou seja, aos contribuintes) que dificilmente poderá ser avaliado.
O BANIF decidiu processar a TVI " por danos irreparáveis" o que é compreensível.
Alguns jornalistas saíram em defesa da TVI, alegando que enganos todos podemos ter.
Se é verdade que todos nos enganamos, também é verdade que um jornalista não pode cometer o erro de dar uma notícia destas, com tremendo impacto na vida de um banco e de milhares de depositantes, sem a ter confirmado. Ora, como a própria TVI reconheceu, a notícia foi para o ar em destaque, sem ter sido previamente confirmada, o que é um erro gravíssimo e impróprio de um jornalista decente.
Nunca alimentei corporativismos bacocos e também não será agora que o irei fazer. Espero, por isso, que a TVI seja condenada pela sua irresponsabilidade que só compreendo pela funçanguice de querer ser a primeira a dar uma notícia, sem ponderar as consequências. No entanto, mais do que isso, gostaria muito que o tribunal conseguisse apurar ( e seria importante para todos ficarmos mais esclarecidos sobre a promiscuidade entre jornalistas e certas fontes) quem foi a fonte que deu a notícia falsa. É que, ou muito me engano, ou esta fuga de informação não teve nada de inocente, mas sim outras motivações que era bom apurar.

Quem cala consente

A minha opinião em relação a Sócrates não mudou um milímetro.  Nunca fui fã do ex- pm, mas continuo sem saber se ele é culpado ou inocente. Como digo desde o princípio, há qualquer coisa na forma como este processo se tem desenrolado ( e não me refiro apenas às constantes fugas de informação que ninguém investiga, pura e simplesmente porque não quer) que cheira a esturro e já merecia uma resposta do MP há muito tempo. 
As entrevistas das duas últimas noites à TVI adensaram a minha desconfiança quanto à transparência deste processo.Além de ser inadmissível que a Justiça continue a obstruir o acesso da defesa ao processo, as acusações feitas por Sócrates ao Ministério Público são gravíssimas. A serem falsas, já deveriam ter sido desmentidas mas, até pela posição assumida pelo inspector tributário Paulo Silva em relação à  responsabilidade das fugas de informação para a comunicação social,fica a sensação de que há alguém com o rabo trilhado e por isso ninguém investiga a fonte das fugas de informação.
As acusações,repito, foram gravíssimas e Sócrates desmontou de forma demolidora algumas "provas" que têm vindo a público ( nomeadamente o favorecimento ao grupo Lena). Se não houver um desmentido formal do MP  começo a ter fortes razões para acreditar que Sócrates está a ser vítima de um processo tenebroso. É que quem cala consente e a Justiça não pode ficar sob suspeita de agir por vingança ou, quiçá, para satisfazer certas clientelas ou poderes. E muito menos pode dar-se ao livre arbítrio de acusar uma pessoa em praça pública, prendê-la e só formular a acusação quando lhe apetecer. Não é comportamento próprio da Justiça num estado democrático, mas sim numa república de justiceiros, onde os agentes da justiça agem com a maior impunidade, acobertados pela máxima embusteira do " à justiça o que é da justiça"
Pronto, está bem, eu sei que um sindicalista  veio a público prestar declarações à LUSA, mas teria sido melhor estar calado porque não tendo Ventinhas nada a ver com o processo apenas enterra mais o MP e avoluma suspeitas sobre a iniquidade e propósitos deste  processo que tem servido, essencialmente, para cobrir de ridículo a nossa Justiça

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Activos tóxicos

Vai sendo tempo de Pinto da Costa perceber que Lopetegui é, neste momento, um activo tóxico do qual o FC do Porto se deve descartar rapidamente.
O treinador basco não só não rentabiliza jovens jogadores da equipa B, como comete a proeza de desvalorizar jogadores como Imbula, Brahimi ou Tello e de alienar activos como Quaresma.
Acresce que ver este FC do Porto a jogar é uma seca! Quem se desloca ao estádio, só o faz por grande amor ao clube.
Em dois anos Lopetegui - apesar de ter plantéis de luxo- não consegue empolgar ninguém. Pior do que isso, falta-lhe a garra portista, pelo que não consegue transmitir aos jogadores a mística do clube. Jovens jogadores, como Ruben Neves, correm o risco de ser preteridos por amarem o clube.
Lopetegui pode ser uma pessoa muito estimável, mas não tem estofo para treinar os azuis e brancos. Ver a forma como organizou a equipa para defender o resultado nos últimos 15 minutos do jogo com o Nacional, foi deprimente. Lopetegui que me desculpe, mas queremos treinadores audazes e guerreiros, não queremos um treinador medroso e quase acobardado, perante um adversário muito inferior.
Deixe de ser teimoso, sr Pinto da Costa. Reconheça que errou ao contratar Lopetegui e arranje um treinador decente que nos devolva a alegria de festejar títulos na Av dos Aliados

O grande embuste

Quando se iniciou a Cimeira do Clima, em Paris, escrevi que o pior que nos podia acontecer era a COP 21 terminar com um acordo anunciado como um sucesso, apenas para enganar papalvos.
Infelizmente, foi isso mesmo que aconteceu. O Acordo de Paris é um enorme embuste que não vai alterar (quase) nada.
Como escrevia aqui no dia 30 de Novembro, um acordo que mantenha inalterável o mercado do carbono, será sempre coxo. Infelizmente, foi isso mesmo que aconteceu...
O facto de não ser vinculativo em matérias tão importantes como a utilização de combustíveis fósseis como fonte de energia, é apenas um exemplo do voluntarismo expectante que enforma todo o acordo. Mas há mais. Muito mais...Traçar metas, mas não estabelecer regras vinculativas que permitam atingi-las, é ficar dependente da vontade de cada país e sem mecanismos eficazes para detectar se os compromissos assumidos estão a ser cumpridos. Razões mais do que suficientes para considerar o Acordo de Paris, um retrocesso em relação ao Protocolo de Quioto.
 Não menos importante é o "falso" Acordo de Paris não só deixar no ar imensas dúvidas sobre os mecanismos de fiscalização ( diria que são mesmo inexistentes) como continuar a empurrar com a barriga a resolução de problemas fundamentais: o sistema produtivo, as fontes energéticas, os comportamentos ambientais, os padrões e hábitos de consumo são apenas algumas das questões centrais quando se debatem os problemas do clima, que não podem ficar à mercê da vontade de cada país.
Os cidadãos continuam a ser enganados e não há sinais que deixem de o ser a partir de 2020, quando o Acordo de Paris entrar em vigor.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Ainda há esperança?

Até ao momento, Cavaco Silva ainda não disse que o BANIF é um banco seguro, portanto os depositantes ainda podem ter alguma esperança. A não ser que... quando Cavaco exigiu a António Costa estabilidade do sistema financeiro, já soubesse a m.... que aí vem!
Pela minha parte não esqueço que Costa disse, após a primeira reunião pós eleitoral com a trupe do PSD/CDS, que o ainda governo PaF andava a esconder a situação real do país...

Aliviado? Olhe que não... Olhe que não!

Há uma semana França estava em choque com a vitória da FN nas eleições regionais francesas.Marine Le Pen festejava, Sarkozy recusava desistir em favor dos socialistas para derrotar a FN na segunda volta, o PSF entrava em transe e abdicava em favor dos Republicanos, nas regiões em que não tinha hipóteses de vencer.
Uma semana depois a FN não conseguiu vencer em nenhuma das 13 regiões, graças à aliança do PSF com os partidos de esquerda.
Apesar da vitória em 7 das 13 regiões, a estratégia de Sarkozy  penalizou os Republicanos, que há dois meses acreditavam numa vitória esmagadora.
O PSF, que desistiu nas regiões em que estava em terceiro lugar favorecendo os republicanos ( que não abdicaram de nenhuma região) conseguiu, apesar de tudo, vencer em  5 regiões. É certo que garantir a derrota da FN  custou-lhe estar ausente durante cinco anos nas regiões onde desistiu, mas isso  impediu a vitória da extrema-direita em, pelo menos, duas regiões. 
Mais uma vez, a ascensão da FN não passou de um susto, mas não há muitas boas razões para que nos sintamos aliviados. Importa lembrar que a FN triplicou o número de mandatos em  relação às eleições de 2010  e aumentou o número de votos da primeira para a segunda volta.
Seria bom, portanto, que os resultados de há uma semana não fossem rapidamente esquecidos, para que um dia os franceses não acordem perante a inevitabilidade de terem um governo de extrema-direita, porque os votantes nos partidos do sistema se abstiveram, ou porque a esquerda não soube unir-se contra a FN.
E, já agora, recorde-se que dentro de 18 meses teremos as presidenciais francesas, onde Marine Le Pen está bem posicionada nas intenções de voto.

domingo, 13 de dezembro de 2015

A Feira dos Capões


Por estes dias, a propósito do post Capados Mentais, uma leitora lembrou-me uma crónica que eu aqui escrevi em 2008, sobre um episódio familiar ocorrido durante a Feira dos Capões em Freamunde.
Constatei que vários leitores manifestaram curiosidade e interesse em ler a crónica. Como a Feira dos Capões  se realiza todos os anos no dia 13 de Dezembro, aproveito a data para recordar a história, que podem ler AQUI. Espero que gostem e se divirtam...
Aproveito também para agradecer à Janita ter disponibilizado de imediato o link.É bom ter leitoras/es atentas/os e colaborantes.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Somos todos finlandeses?

O governo finlandês onde pontifica como vice primeiro ministro o líder da extrema direita lá do sítio, vai dar mensalmente 800€ a cada finlandês, independentemente dos rendimentos de cada um.
Talvez me engane mas tenho a sensação que, dentro de algum tempo, alguém vai dizer aos finlandeses que estão a  viver acima das suas possibilidades. 

Jarras, jarrões e jarretas

Eu reconheço a importância da concertação social mas, é preciso dizê-lo, salvo raras excepções, a concertação social tem servido melhor os interesses dos patrões e  as políticas dos governos, do que os interesses dos trabalhadores. 
No consulado do coelho-portismo, apesar de Silva Peneda ter tentado dar dignidade ao órgão, isso foi bem notório, pois o governo nunca ligou às recomendações que de lá emanaram e que teriam evitado dissabores aos trabalhadores portugueses e alguns chumbos do Tribunal Constitucional. 
Se atentarmos à composição daquele órgão, percebe-se melhor porquê:
Os líderes da CAP são, normalmente, uns jarretas a quem caparam os neurónios que vêem a agricultura e  os trabalhadores agrícolas como antes do 25 de Abril.
A UGT, cuja representatividade no mundo laboral é muito questionável, foi ali metida para fazer fretes aos patrões,  fingindo que está a defender os interesses dos trabalhadores. É como aquele jarrão de família de que ninguém gosta, mas todos toleram porque é a peça preferida dos avós.
O sr Saraiva da CIP, embora muito mais civilizado que o seu antecessor, Pedro Ferraz da Costa, não consegue alterar a imagem dinossáurica do sector empresarial tuga, onde há muitos patrões, mas escasseiam os empresários. Assim que se fala de aumento do salário mínimo, o sr Saraiva serve de porta voz da  maioria e vem logo com a conversa do arrefecimento da economia.
Quanto à CGTP, desempenha o papel de jarra no centro da mesa. Fica bem na fotografia mas, logo que o fotógrafo vira costas, os restante parceiros apressam-se a retirá-la da mesa, para não atrapalhar a conversa.
 Diga-se, em abono da verdade, que a CGTP gosta de desempenhar este papel e até apresenta propostas irrealistas em que nem os seus dirigentes acreditam( como a de aumentar o salário mínimo para 600€ já em 2016) para poder continuar a ter o estatuto de elemento decorativo que abrilhanta as fotografias de família.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Qual é o interesse, Catarina?

Estalou mais uma guerra entre PSD e PS, por causa das nomeações para o Conselho de Estado. Ao fim de várias décadas, o arranjinho habitual do Centrão parece estar em causa, mas isso não é novidade. É algo a que nos começamos a habituar e com que nos devemos congratular, a bem da democracia.
Verdadeiramente inovador é  o BE querer um lugar no órgão de aconselhamento do PR. Para que raio serve ter assento num órgão que não reúne? E se o BE pensa que depois de Cavaco, o CE passará a ter mais peso, é melhor ir-se desenganando. Se Marcelo for o novo inquilino de Belém, até talvez o convoque muitas vezes, mas só para se entreter, porque as decisões continuarão a ser tomadas em articulação com o PSD, como nos últimos 10 anos.

Capados mentais

Eu não sei se este governo vai dar certo. Torço por isso mas, prever se vai durar quatro anos, ou apenas um, é mera futurologia. 
O que eu sei - e me entusiasma- é que a política voltou a ser empolgante e a mobilizar muita gente que andava  descrente. A AR recuperou a sua credibilidade e o governo deixou de ser representado por um grupo de fantoches treinados para dizer sim, porque os quatro partidos que o suportam mantêm a sua identidade e os seus deputados não se diluem nas ordens do chefe do governo.
Eu sei que um governo que diariamente é obrigado a procurar equilíbrios e consensos, não terá vida fácil, mas é bem mais estimulante ter um governo assim, do que um Paf onde um dos partidos se diluiu e perdeu a identidade, para defender os tachos de alguns.
O que eu sei - e me deixa feliz- é que depois de 53 meses governados por um grupo de depravados que todos os dias nos diziam que tínhamos de sofrer porque andámos a viver acima das nossas possibilidades e merecíamos ser castigados por isso, temos agora um governo que coloca as pessoas no centro das decisões.
Este governo não chama às pessoas piegas, não as convida a emigrar,  nem as trata como empecilhos e acima de tudo, não é sádico para  por as pessoas umas contra as outras.
Este governo é composto por gente empenhada em promover as condições de vida dos portugueses e não por um grupo de capados mentais que passou 53 meses a castigar o povo, movidos por ódios e vinganças geradas em traumas de infância
Havia gente honesta no anterior governo? Sem dúvida...mas esses não passavam de excepções e passaram quase despercebidos no meio da turba de fanáticos. 
Estamos a viver um dos períodos mais ricos da democracia portuguesa. Espero que ninguém a estrague e não surjam incompatibilidades insanáveis que dêem à direita oportunidade de vingança porque, se isso vier a acontecer, vamos ter tempos bem mais difíceis do que os últimos 53 meses.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

E se pensássemos um pouco sobre este assunto?






As fotos acima foram tiradas em Baltimore(EUA) Kent (Inglaterra) e S. Petersburgo (Rússia) mas podem ser obtidas em muitos outros locais do mundo. 
O que vemos nas fotos são automóveis novos, abandonados. Dentro de poucas semanas  muitos serão  destruídos porque os fabricantes não os conseguiram vender, por causa da crise global que se iniciou em 2007.
Uma parte significativa ficará simplesmente a apodrecer nestes depósitos ao ar livre, existentes um pouco por todo o mundo.
Razões óbvias impedem os fabricantes de baixar o preço para os tentar vender por isso, depois de destruídos estes carros darão origem a novos modelos, muitos dos quais irão ocupar o lugar dos que em breve serão destruídos.
Por que razão os fabricantes continuam a insistir em produzir novos modelos, se não os conseguem vender? - perguntarão alguns leitores.
A resposta é simples: se pararem a produção, as fábricas acabarão por fechar e milhões de trabalhadores irão para o desemprego. Não só no ramo automóvel, mas também em indústrias afins, como a do aço, por exemplo.
Assim, para evitar que a recessão se agrave, as fábricas continuam a produzir, mas são os consumidores e os trabalhadores que pagam o desperdício, quando adquirem um veículo novo.
Este modelo de produção  não é exclusivo da indústria automóvel. É universal e causa especial estranheza quando falamos da industria alimentar. Enquanto milhões de pessoas passam fome, milhares de toneladas de alimentos são destruídos todos os dias, para impedir a queda dos preços provocada pelo excesso de produção.
Um dia, este modelo de desenvolvimento insustentável terá de ser substituído por outro mais justo,menos poluidor, que combata o desperdício e seja mais equitativo.
Por muito estranho que possa parecer a alguns, este é um dos problemas que se vem discutindo há mais de duas décadas nas cimeiras do clima. Muito antes da  crise de 2007, este cenário era expectável e foi alvo de muitos alertas dos ambientalistas.
Só que é um problema insolúvel, enquanto os poderes políticos estiverem reféns dos grandes interesses económicos e financeiros, que impedem uma acção à escala global. 

Ena, tanta azia!

É muito divertido, por estes dias, ler a blogosfera  e a comunicação social de direita. Vai por lá uma azia porque os sindicatos suspenderam a greve do Metro, que nem todos os lotes de Alka Seltzer ou Eno de momento disponíveis no país conseguem acalmar.
Diria mesmo que, por estes dias, a direita é convicta apoiante dos grevistas.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Perguntar não ofende...



O deputado Morgado do PSD - novo ídolo da direita  trauliteira - será filho do deputado Morgado do truca- truca, celebrizado pela Natália Correia?

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Nada de confusões...

Depois de conhecidos os resultados das eleições na Venezuela, muitos órgãos de comunicação social "decretaram" o fim do "chavismo".
Lamento mais esta prova de ignorância da comunicação social tuga. Na verdade, o "chavismo" não terminou ontem, mas sim no dia em que Chavez morreu.  Foi ele que operou uma revolução social na Venezuela que tirou milhões de venezuelanos da miséria mas, infelizmente, não soube escolher um sucessor à altura e o "chavismo" morreu com ele. 
Nicolas Maduro nunca teve a simpatia nem a popularidade de Chavez porque nunca teve  carisma, nem conseguiu criar a necessária empatia com o povo. Reconhecendo isso, enveredou por um caminho antidemocrático que por vezes roçava a demência e tinha tiques ditatoriais.
Também não foi ontem, nas urnas, que a revolução bolivariana foi derrotada.  Foi quando o preço do petróleo caiu abruptamente e provocou o colapso da débil economia venezuelana e fez disparar a inflação para números inimagináveis.
Dizem ainda alguns órgãos de comunicação social que a democracia voltou ontem à Venezuela. Sobre isso não me pronuncio. Prefiro esperar para ver mas, num país com fome,  cuja economia está dependente do preço do petróleo, não me parece que a vitória da oposição seja garantia suficiente para o regresso da democracia. Maduro continuará presidente e já todos percebemos que é suficientemente louco para não respeitar as regras da democracia.

O ovo da serpente

A FN de Marine Le Pen ganhou a primeira volta das eleições regionais em França e pode ser a grande vencedora da segunda volta, no próximo domingo, se Republicanos e Socialistas- os partidos do sistema- não conjugarem esforços para derrotar a FN. 
Noticia o Le Monde que Sarkozy já manifestou a indisponibilidade de os Republicanos desistirem em favor do PSF, mas ainda não é conhecida a posição do partido de Hollande, o grande derrotado destas eleições. 
 Com pouco mais de 20% dos votos, o PSF foi castigado pelos eleitores franceses pela sua política errática, não conseguindo melhor do que o terceiro lugar. 
Uma vitória da FN em mais de duas regiões no próximo domingo, será apenas mais um aviso para a Europa. 
Preocupados apenas com os mercados e com o politicamente correcto, os lideres europeus têm contribuído de forma eficaz para a ascensão da extrema  direita que vai emergindo em vários países. Continuar a defender que na hora da verdade os eleitores acabam por votar nos partidos do sistema, para impedir a vitória da FN é uma enorme cegueira.
Marine Le Pen - apoiada financeiramente por um banco russo e aclamada por Putin- poderá ser apenas o primeiro caso de sucesso da extrema direita europeia e se a vitória do próximo domingo se estender a mais do que 5 das 13 regiões francesas, então há razão para começar a acreditar que em 2017 o Eliseu poderá vir a ser ocupado por Marine Le Pen com o efeito de contágio que poderá alastrar a outros países europeus.
Por outro lado, uma vitória de Le Pen dará mais força a Putin e alterará inevitavelmente a relação entre a Europa e a Rússia. 
Diga-se, em abono da verdade, que a vitória da FN vinha sendo anunciada há anos, não constituindo por isso uma surpresa. Surpreendente, é a indiferença dos líderes europeus face a uma ameaça que nem sequer foi velada, pois Marine Le Pen nunca escondeu ao que vinha  ...

Em tempo: talvez seja precipitado afirmar que os acontecimentos de Paris foram determinantes para a vitória de Le Pen. Na verdade, na capital francesa a FN teve uma votação inferior a 10%.As causas da vitória da extrema-direita a nível nacional radicam em causas muito mais profundas, que tentarei analisar num dos próximos dias.


domingo, 6 de dezembro de 2015

Post para desmemoriados

Para os mais esquecidos, relembro que o XXI governo constitucional, que acaba de iniciar funções, herda um dos países mais desiguais do mundo. Não só em termos salariais, mas também em desigualdade de género, de saúde e de acesso ao mundo digital- confirma a OCDE.

sábado, 5 de dezembro de 2015

Lição sem palavras

Este video já anda a rodar pela Internet há muito tempo, mas hoje apeteceu-me recordá-lo e partilhá-lo convosco.
Tenham um excelente FDS

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

O que é que o Montepio tem?

Eu sei que o Montepio é uma associação mutualista centenária muito prestigiada mas, mesmo assim, espantei-me quando soube que havia cinco listas concorrentes aos órgãos sociais daquela instituição.
Mas o meu espanto aumentou desmesuradamente quando soube que houve tentativas de falcatrua, manipulação de votos e outras irregularidades menores durante o acto eleitoral e que a PSP foi chamada a intervir.
Alguma coisa o Montepio deverá ter para suscitar tanta mobilização dos seus associados. Ou melhor... de alguns, porque só pouco mais de 10% se deram ao trabalho de ir votar.

Agora calem-se, porra!

Pronto, a direita lá esteve dois dias a fazer catarse.  Aplicando o método de Goebbels ( uma mentira muitas vezes repetida torna-se verdade) repetiu à exaustão que o XXI governo é ilegítimo mas, cúmulo do azar, não conseguiu provar a sua teoria, porque viu chumbada a moção de rejeição que apresentou, não conseguindo demonstrar como é possível que um governo ilegítimo consiga derrotar os partidos que juram ter ganho as eleições.
A direita ejaculou ódio, espremeu furúnculos de ressabiamento, vomitou perfídia e vingança. Foram dois dias bem à imagem dos seus líderes. Agora acabou o recreio, é altura de a direita tentar ser adulta e conformar-se com a realidade. Já chegaram quatro anos e meio de ilusões, que a derrota eleitoral desfez como castelos de areia. 
Que não há devolução da sobretaxa para ninguém, que o crescimento de que a direita falava, a ter existido, foi só nas contas bancárias dos seus titulares e que o desemprego só diminuiu nas hostes Pafianas, por força dos milhares de nomeações para cargos públicos feitas nas últimas semanas, já quase toda a gente sabia.
Novidade mesmo, só a constatação de que a direita se viciou em alucinogéneos enquanto esteve a gamar do pote e agora está de ressaca, não conseguindo viver com a realidade.
Chegou a altura de abandonarem o vício e fecharem a matraca, porra!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O vómito!

Como é que um pulha  que ganhou as eleições em 2011, fazendo promessas que não cumpriu e  juras ( não cortar salários, nem subsídio de Natal, nem aumentar impostos, p.ex.) que quebrou, tem o topete, a falta de vergonha e o despudor de fazer ameaças deste jaez? 

Habituem-se!

A comunicação social tem dado grande destaque ao facto de os deputados do PCP e do BE nem sempre baterem palmas quando António Costa, ou algum dos seus ministros, tomam a palavra na AR.
Esse facto só é notícia, porque o país se habituou a olhar para os deputados como carneirada que vai para onde o patrão manda. Nos últimos quatro anos, os deputados ( especialmente do CDS) abdicaram da sua consciência, dos seus valores e da sua identidade, limitando-se a acenar com a cabeça às ordens de Passos Coelho. 
Muito diferente é o que se passa nesta aliança de esquerda. Cada partido mantém a sua identidade e os deputados votam e agem de acordo com o seu partido e não consoante os desejos do líder o partido mais votado. 
Uma coligação não significa que os partidos menos votados se anulem e submetam às ordens do partido com maior expressão eleitoral, como acontece sempre nas alianças à direita. 
É hora de nos habituarmos a uma nova realidade. Seria bom que os jornalistas percebessem isso e divulgassem aos seus leitores que o tempo a União Nacional já acabou.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Este homem é um senhor!

A forma como António Costa reagiu ao facto de não ter podido discursar em Paris porque, alegadamente, o governo de Passos não terá inscrito Portugal, é sinal de que se respira bem melhor neste país. 
Em vez de cavalgar a onda de indignação que se criou nas redes sociais e em alguma imprensa e aproveitar para acusar o governo anterior de desleixo, António Costa desvalorizou o incidente, remetendo-o para a esfera da burocracia.
Costa sabe que não lhe faltarão oportunidades para acusar o governo, por ter mentido aos portugueses, ludibriando- os com números falsos. 
Na verdade, para além da sabujice da sobretaxa, nem o desemprego diminuiu, nem a economia está a crescer ( bem pelo contrário), mas Costa optou por uma via inteligente e, em vez de levantar a voz e fazer acusações na comunicação social, optou por deixar a direita espetar-se ao comprido, com explicações bacocas. Ouvir Cecília Meireles  ou Paulo Portas justificarem a estagnação do investimento e o abrandamento da economia com o facto de ter havido eleições é, no mínimo,ridículo.
Costa vai somando pontos, enquanto a direita ressabiada revela a sua índole caceteira e anti democrática.

A moção de rejeição e o efeito boomerang

Os PAF's vão apresentar uma moção de rejeição, alegando que o governo e António Costa é ilegítimo, porque foi a coligação que ganhou as eleições. No fundo, porém, é a raiva e o mau perder que leva a direita a apresentar esta moção. 
Só que a raiva não é boa conselheira e por isso os PAF estão a meter uma argolada que a esquerda agradece. 
Com efeito, uma vez que a moção irá ser rejeitada pela maioria que sustenta o governo, torna-se evidente que essa maioria tem toda a legitimiade para governar. 

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Anda comigo ver os aviões

A banditagem que foi escorraçada do governo alambazou-se com as privatizações e, como vem sendo normal em qualquer governo que junte PSD e CDS, há sempre um negócio emblemático sob suspeita.
No governo de Durão Barroso/ Portas, foram os submarinos, neste maldito governo Passos/Portas são os aviões que estão no centro das suspeitas. 
Esperemos que daqui a uns anos não venha aí uma procuradora dizer que, tal como aconteceu com os submarinos, também este negócio ruinoso para os portugueses não mereceu a devida atenção por parte do Ministério Público.

Fora com os traidores!


Os traidores que quiseram apagar da nossa memória o 1º de Dezembro, foram escorraçados. Este será o último ano em que não se comemora esta data com o simbolismo e fervor que ela merece.
Para os Vasconcelos que durante quatro anos andaram a vender o país a retalho, aqui ficam  os Hinos da Nossa Memória.