segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Tapar o sol com uma peneira?

A COP 21 que hoje se iniciou em Paris, é anunciada como a cimeira da viragem, porque esta é a última oportunidade para salvar o planeta. 
Já ando nisto há 40 anos, já participei em muitas cimeiras como jornalista e activista e estou cansado de ver e ouvir os dirigentes mundiais criarem expectativas que depois não se confirmam. Desde a Cimeira do Rio 92, as expectativas têm aumentado na razão directa das desilusões.  Temo que isso volte a acontecer na cimeira de Paris e o comunicado final nos anuncie falsos acordos, tão ténues como os anteriores, mas dourados com uma mensagem de esperança, para calar a opinião pública, cada vez mais esclarecida e exigente.
O que a partir de hoje e até dia 12 de Dezembro se vai discutir em Paris, não é muito diferente do que se vem debatendo nos últimos 20 anos. A diferença é que há cada vez menos tempo para encontrar soluções que impeçam que até final do século a temperatura suba mais de 2ºC.  
Já escrevi centenas de artigos em jornais generalistas e imprensa especializada e  muitas dezenas de posts neste blog ( ver etiquetas: Ambiente, Brites, o mocho sabichão et alliae), onde equaciono o que está em jogo no tabuleiro do clima. Não vou, por isso, maçar-vos, repetindo-me. Limito-me a explicar as razões do meu cepticismo.
O lema "Pensar globalmente, agir localmente" que marcou os anos seguintes à Cimeira do Rio 1992 necessita de ser reformulado. Hoje em dia, pensamento e acção têm de ser conjugados à escala global, embora sem perder de vista as especificidades locais. Mais de duas décadas depois do Rio de Janeiro, é impossível imaginar soluções que não sejam concertadas entre os grandes poluidores ( os países mais ricos) e os países mais pobres, as principais vítimas das alterações climáticas, como se infere se lembrarmos onde se registaram as piores catástrofes naturais e suas consequências.
Para alterar o panorama negro que se vislumbra num horizonte temporal de apenas duas ou três décadas, é preciso alterar as regras do mercado de carbono, mas também o modelo de desenvolvimento, assente em modelos económicos sustentáveis, onde os combustíveis fósseis sejam substituídos por energias limpas. Para isso é preciso criar, a nível global,  um fundo verde para apoio a economias emergentes que têm alicerçado o seu desenvolvimento na utilização de energias fósseis. Para que se faça uma ideia dos montantes envolvidos na criação desse fundo, direi que apenas a Índia reclama mais de 2 mil milhões de euros para adaptar o seu modelo de produção a energias limpas.
Não menos difícil será implantar, à escala global, um modelo de consumo sustentável, assente no combate ao desperdício e na penalização de hábitos de consumo poluentes. 
As sociedades hodiernas- seja em países ricos ou pobres-  assentam há décadas nos pilares da sociedade de consumo e não será fácil alterar este modelo civilizacional assente no desperdício e na ideia de que os recursos ( naturais) são ilimitados.
As desigualdades criadas pelos modelos de economia liberais acentuaram o fosso entre  os países e não será fácil exigir aos mais pobres que abdiquem do seu modelo de desenvolvimento e imponham aos seus povos limites às suas aspirações.
Se nos lembrarmos que vivemos numa época em que o mundo ocidental está constantemente em busca de novas tecnologias existem, em contraponto,  quase dois biliões de pessoas que não têm acesso às velhas tenologias ( electricidade, água e saneamento básico) percebe-se melhor a razão do meu cepticismo. Pensar que os problemas climáticos se resolvem atirando dinheiro para cima dos problemas, é um erro crasso. Fingir que tudo se pode resolver sem um choque civilizacional e sem grandes cedências dos países mais ricos e mais desenvolvidos aos países mais pobres e em processo de desenvolvimento, será meio caminho para a catástrofe. 

domingo, 29 de novembro de 2015

Não havia necessidade...



A relevância dada pela comunicação social tuga ao que hoje se passou em Paris ( às tantas estavam os três canais generalistas em directo)  tem duas explicações: histeria e desconhecimento.
Enquanto estiverem vivos nas nossas memórias os acontecimentos de Paris ( ou não ocorrerem situações semelhantes noutra cidade europeia), os holofotes das televisões estarão sempre apontados para o que se passar na cidade Luz, reagindo de forma pavloviana a qualquer alteração do ritmo normal a cidade.É - até certo ponto- compreensível, mas não deixa de ser questionável em termos jornalístios.
Já estive em muitas cimeiras sobre o clima e, invariavelmente, ocorrem actos de violência e vandalismo provocados por agitadores profissionais. Nunca vi, no entanto,as televisões darem-lhe tanto destaque. Bem pelo contrário, normalmente as manifestações e suas sequelas aparecem apenas em notas de rodapé e 30 segundos, sem qualquer análise crítica, nem enquadramento factual adequado. E, podem crer, já assisti a cenas de violência bem mais graves do que as que ocorreram em Paris... 
Vale a pena, porém, relembrar o que hoje se passou na capital francesa. 
Estando a cidade em estado de emergência, o governo proibiu todas as manifs agendadas para o período em que decorre a cimeira (COP 21). Os ambientalistas acataram a decisão, mas conseguiram negociar com a polícia a realização de uma marcha silenciosa que serviria, também para fazer um apelo à paz. Durante a marcha, foram colocados milhares de pares  de sapatos ( um deles oferecido pelo Papa Francisco) na Praça da Republique, numa forma de protesto pacífico contra a proibição da realização de manifs. O propósito os organizadores era oferecer, posteriormente, os sapatos em bom estado a organizações de solidariedade.
Não me consta que algum canal de televisão tuga tenha transmitido em directo esta marcha simbólica e pacífica mas, assim que alguns arruaceiros profissionais desataram a atirar pedras ( e sapatos) à polícia, logo todos interromperam os noticiários e assentaram arraiais na Praça da Republique. Não havia necessidade... como já referi, assisti em várias cimeiras sobre o clima a cenas  muito mais violentas, onde não faltaram ataques a bancos, Mc Donalds e outros "símbolos do capitalismo". 
Em termos comparativos, o que se passou em Paris foi uma brincadeira de crianças. Iremos, provavelmente, assistir nas próximas semanas a outras manifestações de violência mas, o que eu desejava mesmo, como cidadão preocupado com os problemas ambientais e as alterações climáticas, era receber informação credível sobre as negociações, bem como assistir a debates que esclareçam os portugueses sobre o que está em jogo em Paris.´

RUA!

Depois de Passos e Portas terem sido despedidos, é altura de os portistas despedirem Lopetegui. Com um plantel de luxo, o FC do Porto vê-se à rasca para ganhar ao Tondela?
As invenções do basco durante o jogo foram ridículas e não fosse Casillas defender um penalty, teríamos perdido mais dois pontos.Vá mas é inventar para casa dele!
E quanto a Pinto da Costa, a quem estou muito grato por tudo o que deu ao Porto, peço-lhe que deixe de ser teimoso e reconheça que Lopetegui foi um erro de casting

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Cavaco: ignorante ou embusteiro?

O sr de Boliqueime vive há 10 anos em pecado permanente. Jurou cumprir e fazer cumprir a Constituição, mas quebrou o juramento inúmeras vezes.
Tudo começou no governo de Sócrates, quando inventou aquela história das escutas, ou quando fez uma patética comunicação ao país a propósito do Estatuto dos Açores. Foram ataques ad hominem  perpetrados pelo presidente das Alcagoitas, que violaram um princípio constitucional básico e quebraram a confiança entre órgãos de soberania, que Cavaco estava obrigado a preservar.
Foi, porém, durante o governo de Passos Coelho, que o sr Aníbal se especializou nas quebras de juramento. Para ele, o perjúrio tornou-se tão banal que nem se deu ao trabalho de fingir que duvidava da constitucionalidade de leis básicas ou do Orçamento de Estado. Com grande celeridade, aprovou tudo, submetendo-se sem vergonha à humilhação de ser desmascarado pelo TC.
Ontem, na cerimónia de tomada de posse do XXI Governo, Cavaco invocou os seus poderes constitucionais para mostrar que estava desagradado com a solução parlamentar e fazer algumas ameaças a António Costa.  Fê-lo com aquele tique trauliteiro que é seu apanágio, dando pretexto a muitos comentadores de mostrarem a sua ignorância, dizendo que Cavaco poderia demitir o governo.
Cavaco pode ser muito estúpido, mas não ao ponto de demitir António Costa, pois teria de o deixar em gestão, o que favoreceria inequivocamente PS,PCP e BE em próximas eleições.
O que Cavaco insinuou foi que se não estivesse coarctado no seu direito de dissolver a AR, por estar em final de mandato, o teria feito impedindo um governo de esquerda. E é aqui que começo a ter dúvidas. Será Cavaco ignorante, ou embusteiro? 
Na verdade, mesmo que não estivesse em final de mandato, Cavaco não poderia dissolver a AR antes de Abril, porque só decorridos seis meses sobre o dia das eleições é que tem esse poder.
A esta hora, talvez Cavaco esteja arrependido de ter feito orelhas moucas aos avisos dos que o aconselhavam a marcar as eleições para a primavera de 2015.
Se o tivesse feito, o PS poderia ter vencido as eleições, mas não teria maioria absoluta e o acordo à esquerda não teria sido possível. Agora é tarde, avôzinho!

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Depois da tempestade, venha a bonança

Terminam hoje quatro anos e meio de terror em Portugal. Termina hoje o período mais negro do Portugal democrático. Durante este tempo o governo que hoje cessou funções conseguiu transformar o país no segundo mais desigual da Europa, aumentando exponencialmente os níveis e número absoluto de pobreza, enquanto criava condições para que surgissem mais de 10  mil novos milionários por ano.
O governo que hoje termina funções caracterizou-se pela insensibilidade social, pela mentira, pelo desrespeito pela Constituição e pelas instituições em geral, por uma opção clara de atacar os mais fracos e por um desrespeito total pelo país, que vendeu ao desbarato e de forma pouco transparente, prejudicando sistematicamente os interesses do país.
Mas este governo também se caracterizou pela arrogância e pelo fomento da divisão entre os portugueses. Pôs jovens contra velhos, empregados contra desempregados, funcionários públicos contra privados e sempre olhou para as pessoas como empecilhos e para a democracia como um obstáculo.
Diria que o governo cessante, onde abundavam retornados ressabiados, se comportou como um grupo terrorista que tinha como único objectivo destruir o pais numa acção vingativa, quase de ódio aos portugueses, a quem Passos Coelho  chamou piegas e incentivou a emigrar.
É por isso, com grande alívio, que hoje os vejo partir, mas há uma coisa que lhes devo agradecer: o ódio aos portugueses foi tanto, que conseguiram unir a esquerda e devolver-nos a esperança. 
Sobre o governo que hoje tomou posse e as expectativas criadas, escreverei mais tarde. Sei que terá uma vida difícil mas, por agora, devolveu-nos a esperança. Por quanto tempo, veremos, mas a sensação de alívio por me ter visto livre de um grupo de bandidos provoca-me uma alegria quase tão desmesurada como o 25 de Abril.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

De ajudantes a guarda costas

No tempo de Cavaco Silva, os secretários de estado eram ajudantes. Com Pedro Passos Coelho evoluíram muito e passaram a guarda costas.
Dois casos neste governo são bem ilustrativos ( embora não sejam únicos): Paulo Núncio e Sérgio Monteiro.
O primeiro é o que aldraba as  contas e encena as patranhas aos eleitores na área fiscal. Desde a lista VIP, até ao recente caso da devolução da sobretaxa, este amigo de Paulo Portas tem sido a cara de tudo quanto é vigarice na área das finanças. Quanto à oxigenada ministra Marilú, a verdadeira mentora das vigarices, passa entre os pingos da chuva, como se nada fosse da sua responsabilidade.
Já Sérgio Monteiro, é um guarda costas com alguma independência criativa. Todas as vigarices nos transportes públicos têm a sua assinatura e, noutras privatizações tão escuras como a a EDP, ou em PPP, deu forte contributo para a concretização dos negócios. 
Passos Coelho, grato pelo serviços prestados, escolheu Sérgio Monteiro para liderar a venda do Novo Banco. Com ele à frente da negociata, está garantido mais uma privatização ruinosa para os contribuintes portugueses e uma boa entrada de dinheiro nas contas de alguns beneficiários da negociata.
Tal como aconteceu com os submarinos, não haverá culpados nem corruptos em Portugal. Cavaco serve de encobridor, dando tempo a este governo para eliminar todas as provas que possam  levar as autoridades a seguir o rasto das vigarices.
Se Miguel Macedo tivesse aprendido alguma coisa com a dupla Passos/ Portas, teria encarregado um dos seus secretários de estado de tratar dos vistos gold. Pouco avisado, agiu sem a protecção de um guarda costas e agora corre o risco de vir a ser julgado.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Direita...Volver!*

A Argentina virou à direita. Como sempre acontece, quando a Argentina vira à direita, as coisas correm mal. Ou terminam num Corralito, ou numa ditadura.
As primeiras palavras de Macri, após a eleição, não deixam dúvidas que vêm tempos difíceis para toda a região. O novo inquilino da Casa Rosada promete uma guerra sem quartel a Maduro e Morales, pelo que Buenos Aires deixará de ser aliada de Caracas e La Paz.
Atendendo que as coisas para Dilma não correm de feição, é previsível que a breve prazo assistamos a grandes alterações na América do Sul, com uma viragem à direita que trará mais pobreza, mais desigualdade e mais retrocesso a toda a região.
* A propósito, passe a publicidade, Volver é o nome do melhor restaurante de comida argentina em Lisboa.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Bons sonhos, senhor Aníbal


António Costa já enviou a carta a Cavaco, com a resposta às patacoadas do presumido PR. Juntamente com a missiva, seguiu um disco com esta canção de Júlio Iglésias, e dedicatória especial ao sr Aníbal.

Gato escondido...

Em 2014 foram registados em Portugal menos 422 nascimentos do que em 2013 mas, mesmo assim, a taxa de natalidade aumentou, porque a população diminuiu.
Os números da natalidade são importantes para percebermos melhor a razão de OFICIALMENTE ter diminuído a taxa de desemprego em 2014/2015 e de muitas outras mentiras do governo de Passos e Portas, exímios a manipular estatísticas.

sábado, 21 de novembro de 2015

Acreditem no que vos digo...

O Sporting venceu o Benfica e eliminou as águias da Taça de Portugal. Em três jogos entre as duas equipas,três vitórias para os de Alvalade.
Aqui ao lado, alguém  me dizia que o Rui Vitória tem medo de Jesus e transmite isso aos jogadores. Talvez tenha razão mas, cá para mim, o problema é muito mais complexo. Apesar de ser alérgico a programas desportivos nas televisões, não pude evitar de ver o comportamento indecoroso e inqualificável do adepto/funcionário do Benfica, Pedro Guerra, num programa desportivo da TVI 24.
Eu, que pensava que não poderia haver comentador desportivo mais básico do que Manuel Serrão, rendi-me à evidência: Pedro Guerra é o exemplo acabado de que os animais falam, mas só alguns  conseguem fazer-se entender. 
E o que aquele animal diz é tão indecoroso e com tanta falta de senso, que estou convencido que condiciona os jogadores do Benfica. Enquanto ele tiver direito a tempo de antena, o SLB não ganha um jogo ao Sporting. E, apesar de já não poder ouvir Bruno de Carvalho, reconheço que o castigo é bem merecido.  

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Europa Unida

Há vários países europeus que anseiam ver a Turquia na União Europeia. Mesmo a Alemanha, que se tem manifestado contra a entrada da Turquia, deixou há dias uma porta aberta para rever a sua posição, se Ancara aceitassse o plano alemão para os refugiados sírios.
Nunca escondi a minha posição sobre o assunto e, desde terça-feira, reforcei-a ao ver a reacção dos adeptos turcos antes do jogo Turquia- Grécia. Não só assobiaram o hino grego, como não respeitaram o minuto de silêncio em memória das vítimas de Paris, fazendo gestos obscenos e assobiando ininterruptamente.
A União Europeia já é um sítio mal frequentado, devido ao egoísmo dos seus membros, não tem necessidade nenhuma de admitir no seu seio um país que se comporta desta  forma, perante um ataque hediondo ao símbolo europeu da Liberdade, da Justiça e da alegria de viver.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Gangster ou chefe de seita?

Desde que foi assaltado pela seita de Pedro Passos Coelho, o PSD transformou-se num grupo de bandidos encartados, protegidos pelo voto democrático.
Adoptando como símbolo um PIN na lapela, com o qual pretendiam afirmar-se como grandes defensores de Portugal e dos portugueses, a seita de Massamá rapidamente mostrou ao que vinha: saquear o país e entregá-lo a amigos e interesses estrangeiros. Em nome da defesa dos interesses privados, vendeu-se a REN e a EDP ao estado chinês! Venderam-se ao desbarato empresas que davam lucro, como os CTT, nos transportes foi o regabofe total, com a concessão de empresas estratégicas em Lisboa e no Porto a serem entregues à pressa e de forma atamancada a amigalhaços. Fico-me por aqui... o rol de crimes contra o Estado perpetrados por este grupo de energúmenos é demasiado extenso e o propósito deste post é, antes de mais, demonstrar como esta canalha laranja mente quando diz defender os interesses de Portugal. Bastou terem perdido a maioria absoluta, para lhes estalar o verniz e, de defensores de Portugal, passarem a ser os seus coveiros.
Não merece a pena recordar aqui a histeria de Passos Coelho logo após a confirmação do chumbo do seu governo na AR. Foi demasiado patético ver PPC, apeado do poder despótico, reagir como um drogado desesperado a quem está a faltar a dose diária para se manter vivo mas, pior ainda, foi ouvir Paulo Rangel, depois de derreter as banhas nos corredores de Bruxelas, dirigir-se ao Parlamento Europeu alertando-os para a ameaça de um governo de esquerda. 
Ou ouvir numa conferência internacional aquele monte de esterco de Durão Barroso, outrora delinquente juvenil que destruía e roubava mobiliário na Faculdade de Direito, com a legitimidade revolucionária que lhe era conferida por ser militante destacado do MRPP, acusar o PS de se estar a aliar a partidos ainda piores do que o Syriza. 
É assim que estes bandidos defendem o país? Felizmente nem os mercados lhes dão ouvidos...
E que dizer daquele cadáver de Belém, com nome de gangster perigoso e temido pela polícia( quem não se lembra dos perigosos irmãos Cavaco?) que não perde uma oportunidade para defender a canalha que o protege e ainda se dá ao luxo de gozar com os portugueses, expondo o país à voracidade dos mercados?
 Em vez de defender os interesses do país, o terceiro Cavaco está a satisfazer o seu ego mesquinho. Após cada audiência a entidades esconsas e personalidades  maiores e menores que diariamente desfilam pelo seu gabinete, deve masturbar-se diante do espelho e dizer: eu sou bom e faço o que me der na real gana, o país que se lixe. Eu é que sou o presidente da Junta e só nomeio um governo quando me apetecer.
Enquanto vai adiando a decisão, vai dando tempo a este governo para destruir documentos comprometedores, falsear números e estatísticas ou ambas as coisas.
Perante esta actuação do terceiro Cavaco, a quem Paulo Portas disse um dia estar a merecer um estalo, sem que o país se indignasse, aparecem umas virgens ofendidas a vociferar, porque Catarina Martins alertou que o homem se comporta como chefe de seita e Tiago Barbosa Ribeiro acusou de se comportar como um gangster. 
Vão bugiar!

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Tudo dentro da (a)normalidade

O país está a viver um período conturbado. As pessoas agitam-se, aumenta a crispação entre  os partidos, os agentes económicos impacientam-se porque não há governo e os agentes sociais pedem uma solução rápida. Que faz o salazarzinho de subúrbio que habita em Belém? Pira-se para a Madeira, como se nada fosse com ele.
Até aqui, tudo normal. Em 2013, quando Catherine Deneuve Paulo Portas se demitiu irrevogavelmente provocando um prejuízo de milhões ao país, Cavaco também foi para a Madeira brincar com as cagarras. Desta vez vai seguir um Roteiro ( não sei se dá guito como as acções o BPN, mas é certamente muito lucrativo), quando o seu dever era ficar em Lisboa a evitar que a dupla Passos/Portas andasse a incendiar o país, com verbas do Estado.
Tudo isto é normal no comportamento do tosco de Boliqueime. A única anormalidade deste processo é as pessoas permanecerem serenas, em vez de irem para a porta de Belém exigir que esta contrafação de PR defenda, por uma vez, os interesses do país. Convenhamos, porém, que seria pedir demais a um parolo prepotente como Cavaco.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Metamorfoses


O contrato de venda da TAP foi assinado poucos minutos antes da meia noite. Passos Coelho já veio dizer que se não tivesse sido assinado antes a meia noite, a TAP ir-se-ia transformar numa abóbora.
Paulo Portas, numa demonstração de que a coligação está viva veio corroborar PPC, garantindo que os aviões se transformariam em submarinos e ele próprio se transformaria em Catherine Deneuve.
Infelizmente, ninguém sabe o que é preciso fazer para que Cavaco se transforme em PR e passe a defender os interesses do país e não os da seita que dirige a partir de Belém.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Cavaco II: uma questão de QI

Os candidatos a Belém foram quase unânimes: se já estivessem em funções dariam posse a um governo liderado por António Costa. Apenas Castanheira de Barros ( um obscuro militante o PSD) e Marcelo Rebelo de Sousa desafinaram. O primeiro foi peremptório ao dizer que nunca daria a posse a um governo como o que António Costa se propõe liderar. Já Marcelo Rebelo e Sousa recorreu a hipérboles e oráculos para, essencialmente, dizer que agiria como Cavaco.
 Os jornalistas não perceberam ou fizeram-se desentendidos, receosos de por em causa a eleição de MRS, mas não é preciso ser muito perspicaz para perceber que, chegado a Belém, o professor agirá como  Cavaco, isto é, não despirá a camisola de militante do PSD. 
As únicas diferenças é que MRS é mais honesto, mais hábil e tem um QI bastante mais elevado do que Cavaco.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Keep Calm

Estamos a viver um período histórico na vida portuguesa, mas é bom ter os pés bem assentes na Terra e não entrar em euforias desmesuradas.
Em primeiro lugar é preciso saber o que fará o imbecil de Boliqueime: dará posse a um governo liderado por António Costa? 
Depois é preciso ter muita Fé para acreditar que este governo possa durar quatro anos mas, se isso for possível, só há que desejar que as coisas corram bem. Se correrem mal, a direita vencerá as próximas eleições e terá o poder garantido nas duas próximas décadas
Cavaco resistirá o mais que puder a empossar Costa mas, se não o fizer, então a diversão nos próximos meses será ainda maior e Marcelo, obrigado a dizer o que fará no caso de ser eleito PR, talvez hipoteque as suas hipóteses de chegar a Belém.
Seria uma suprema ironia MRS ser derrotado por culpa do seu próprio partido!
Em tempo: Ouvi a Portas dizer que um governo de esquerda é ilegítimo e que o povo tem o direito a ver o seu voto respeitado. Só para lembrar a Portas e toda a escumalha desonesta e  bafienta  de direita, que um governo de esquerda tem o apoio de 123 deputados e o governo dos ladrões Passos, Portas e Cª, só tem 107. Ora um governo que não sabe fazer contas e pensa que 107 vale mais o que 123 , nunca pode por o país no caminho certo.

Ou é azia...

... ou efeito da anestesia, mas...
- estou comovido com a preocupação do CDS e do PSD  pela "perda de identidade" do PCP e do BE;
-  estou desvanecido com os democratas da treta que, depois de andarem anos e anos a lamentar a falta de entendimento entre a esquerda, hoje se manifestam muito preocupados com o acordo que irá permitir derrubar o governo do PAF;
- sinto que estou a viver um momento histórico e tenho a sensação que alguma coisa já está a mudar na comunicação social portuguesa;
- estou desde ontem a assistir a debates na AR apenas por prazer e sem deveres profissionais, o que já não me era "permitido" há muito tempo;
- estou em dificuldades para utilizar os C,D e F do teclado do meu computador, o que deve ter algum significado, mas eu ainda não descobri qual é...  

sábado, 7 de novembro de 2015

O Rei dos Leitões

Há três dias que ando para escrever este post, mas só hoje tive disposição para o fazer. Muita coisa teria a escrever sobre a reunião da Mealhada, mas a saúde ainda não me permite fazer grandes esforços, pelo que serei breve, curto e grosso.
Se há alguma coisa que distingue o Partido Socialista, é a pluralidade de opiniões e a liberdade de discussão interna. Por essa razão não me indignei com a reacção de Francisco Assis à possibilidade de António Costa conseguir formar governo com o apoio do BE, PCP e PEV. 
Assis nunca enganou ninguém. É, como muitos outros militantes do PS, genuinamente de direita e para ele os comunistas são gente perigosa em quem não se pode confiar. Não digo que não haja no PCP alguns perigosos matarruanos que ainda vivem em 1917, mas na direita de que Assis não desgosta, por permitir a manutenção de certos equilíbrios "tachistas" no "arco da governação", há gente que não só é pouco recomendável, como deseja ardentemente o regresso aos tempos dos privilégios do Estado Novo de onde nunca saíram.
Embora discorde frontalmente de Francisco Assis e viva -com o empolgamento que o meu estado de saúde permite - este período que nos pode conduzir a um novo capítulo e abrir novos horizontes, eu ter-me-ia inscrito no repasto ( se me fosse permitido, obviamente...) só para poder dizer a Francisco Assis que anda mal acompanhado e na própria sala apontar a dedo alguns militantes cujo comportamento, enquanto desempenharam cargos públicos  foi muito censurável  eticamente e, mesmo, passível de condenação por usurpação de poderes e utilização abusiva de bens do Estado.
Não estive presente mas hoje, ao ver João Proença na SIC Notícias e Álvaro Beleza em todos os canais, não posso calar-me.
João Proença é um canalha ressabiado. Traiu milhares de trabalhadores enquanto esteve à frente da UGT e desacreditou o sindialismo por estar sempre ao lado os patrões. Esperava ter como recompensa da sua sabujice, a eleição para presidente do CES,mas Costa vetou-o em boa hora e o canalha Proença não lhe perdoa.
Já Álvaro Beleza é um caso clínico muito comum nos defensores do arco da governação e da maioria dos seguristas. Dizem uma coisa e o seu contrário com a maior desfaçatez, mentem com a naturalidade de quem bebe um copo de água. Pois esta aventesma que hoje se multiplicou em declarações, zurzindo no acordo que Costa está prestes a alcançar, há cerca de um ano fazia esta afirmação numa entrevista ao Diário Económico:

 
Quando os apoiantes de Assis são desta estirpe, nem sequer vale a pena perder tempo a analisar os propósitos deste  Rei dos Leitões