domingo, 7 de junho de 2015

Não caiam em tentação

Alguma imprensa desportiva avança com a possibilidade de  a nova direcção da FIFA ( a eleger entre Dezembro e Março)  retirar a organização dos Mundiais de Futebol à Rússia e ao Qatar. Possibilidade que ganha mais força, se o  novo presidente for um europeu.
Penso que seria um erro monstruoso. Desviar o mundial da Rússia será sempre visto como uma opção política visando penalizar Putin e isso poderá causar danos ao presidente que vier a ser eleito.
A retirada do mundial ao Qatar poderia, eventualmente, ser mais consensual, mas seria um desrespeito pelos 1200 trabalhadores que já morreram na construção dos estádios.

6 comentários:

  1. Carlosamigo
    Parece-me que é de aguentar os cavais...

    Abç

    Pernoca Marota

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  2. Por muita trafulhice que tenha sido feita, parece-me difícil dar o dito por não dito, dado que há uma série de obras que se puseram em curso, quando os Mundiais foram anunciados...

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  3. Não só os que morreram mas as condições em que vivem os que para lá foram trabalhar.
    Não sei porquê mas apetece-me perguntar será que alguém poderá pensar porque é que Carlos Cruz foi linchado? É assim o mundo irracional do futebol.

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  4. A loucura foi atribuir o Mundial ao Qatar.
    Agora, com tudo o que já aconteceu, voltar para trás???
    Retirar o Mundial à Rússia teria uma dimensão política de consequências imprevisíveis.
    Cautelas e caldos de galinha....

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  5. Por mim mantinha o mundial na Rússia, que apesar do regime político que lá vigora, que nem sabemos muito bem o que é, a Rússia sempre foi um país de futebol e tem boas infra-estruturas para albergar o Mundial. Além de que retirar o Mundial à Rússia, teria um significado político (qualquer que ele seja) que não se deseja.
    Mas retirava o mundial ao Qatar, que é um país que nunca teve tradição futebolística, além de que realizar o Mundial no Verão naquele país, é de loucos, as temperaturas chegam quase aos 50.º graus. Podem ter morrido essas 1200 pessoas, mas se retirarem o Mundial ao Qatar, se calhar salvamos a vida de outras 1200 pessoas.

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