terça-feira, 2 de junho de 2015

As linhas gerais do programa eleitoral da coligação

Amanhã, a coligação vai apresentar o seu programa de governo. A linha orientadora- soube o CR de fonte próxima da coligação- é prosseguir o caminho que traçou em 2011.
Se durante estes quatro anos o principal objectivo foi expulsar os jovens do país, nos próximos quatro o trabalho ficará concluído com a condenação à morte dos reformados, através dos cortes de pensões.
A coligação prepara assim o caminho para um terceiro mandato que, depois de eliminados os jovens e velhos que "não se integraram no sistema", transformará Portugal num rio de mel.
O CR ouviu a opinião de dois apoiantes da coligação sobre o programa:
" O que nos atrapalha são mesmo as pessoas. Sem elas a coligação poderá governar o país durante décadas,  garantindo prosperidade aos portugueses que por cá ficarem e jurarem fidelidade ao grande líder Coelho Il Sung "- disse ao CR o motorista de Poiares Maduro, um jovem licenciado em Antropologia que encontrou emprego depois de se filiar na secção do PSD da Tapada das Mercês, mas já tem "apalavrado" um lugar de chefe de gabinete se a coligação vencer as eleições de Outubro.
"Se a coligação vencer vai ser mais fácil tornar-se actriz e ganhar o festival da canção. Finalmente viveremos num país como deve ser, onde os jovens têm pleno emprego e os velhos batem a bota mais cedo, como sempre devia ter sido. Tínhamos por cá gente a mais que só atrapalhava as reformas "- disse por sua vez um admirador de Carolina Padinha Coelho, que pediu o anonimato.
Já Celeste Cardona, Mira Amaral e Jardim Gonçalves mostraram-se consternados com os cortes das pensões. Enquanto os dois primeiros lamentaram o corte de 30% nas suas pensões, que os obrigará a sobreviver com pouco mais  de 10 mil euros, Jardim Gonçalves manifestou a sua indignação ao DE:
"É inadmissível cortarem 50% na minha parca pensão de 175 mil euros. Trabalhei uma vida inteira para ter uma reforma digna e agora não tenho dinheiro para meter gasolina no meu avião. Vou pensar seriamente no que vou fazer, mas é necessário que os portugueses se revoltem contra este governo marxista que nos está a roubar". 
O CR tentou ouvir Cavaco Silva, mas de Belém apenas recebemos uma mensagem da Casa Civil, garantindo que o PR se pronunciará sobre o assunto quando escrever as suas memórias.

4 comentários:

  1. Carlos, ontem consegui ouvir parte do programa "Prós e Contras" sobre o assunto (quando falava o deputado do psd tinha de tirar o som), e fiquei triste, muito triste quando um jovem, licenciado, que nem sabia do que estava a falar, disse que deveria ser revisto o cálculo das reformas antigas, aquelas mínimas que levavam um complemento para atingir o mínimo, uma vez que tinham pouco tempo de descontos. Eu até estou a explicar melhor do que ele, porque ele nem sabia o que estava a dizer, só que fiquei chocada com tanta insensibilidade. Foi pena a FCF não ter ouvido/visto a intervenção de quarta-feira de Bagão Félix, onde ele explicou tudo tão bem e até disse que isto virou uma obsessão e não um caso de sustentação (porque não é mesmo, é preciso é analisar e tomar medidas). Não é cortar aos que já não podem fazer nada na vida. A verba de que falam representa apenas 0.7% do total da despesa pública prevista para todo o ano, e para um défice estimado de 5 mil milhões. Porque não falar nas despesas com a saúde, a educação. etc, perguntou ele? Mas o programa partiu logo da premissa errada, baseada no pseudo estudo que atribui determinado valor às reformas em 2025.

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    1. A FCF até é capaz de ter ouvido o Bagão, mas ela não está ali para ser jornalista e sim para fazer um favorzinho ao governo, não levantando ondas.

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    2. A FCF até é capaz de ter ouvido o Bagão, mas ela não está ali para ser jornalista e sim para fazer um favorzinho ao governo, não levantando ondas.

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  2. Vou esperar para ver e ouvir.
    Depois comento.

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