sexta-feira, 15 de maio de 2015

Um hino à hipocrisia

Desde que Passos  Coelho aceitou usar a doença da mulher como trunfo eleitoral, pensei que não seria possível um homem descer a um nível mais baixo e mais reles. Mas Passos não pára de me surpreender. 
A entrevista  ao Sol é um hino à hipocrisia. Começa por dizer que o passado não se pode apagar, mas da sua biografia não consta nada sobre o seu passado.  Não me refiro à sua vida pessoal , mas sim à sua vida pública. Que envolve Tecnoformas,  declarações falsas à AR, irregularidades fiscais, “esquecimentos”  no cumprimento de obrigações com a Segurança Social, promessas eleitorais não cumpridas e uma parafernália de situações no mínimo escabrosas e pouco claras.
Tudo isso parece ter sido esquecido. Quer na entrevista, quer   na biografia da jornalista, assessora do PSD ( cujo nome me recuso a pronunciar), que fez o trabalhinho  sujo de limpar episódios que mancham a vida do primeiro ministro. Biografia que Passos diz não ter lido, mas curiosamente comenta durante a entrevista. Para dizer o quê? Que tudo o que lá está escrito é verdade! 
Um momento patético , mas também a prova de que o jornalismo engagé cresce como  erva daninha no seio das redacções de alguns pasquins que se comportam como o detergente que lava mais branco.

4 comentários:

  1. Já me causa mais asco o pseudo jornalismo que se vai fazendo na senda, da também pseudo política, do que os nomeados políticos vão dizendo, observando e comentando.

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  2. O que irrita mais nem será constatarmos a desproporção entre as limitações intelectuais do homem e o inchaço do seu ego, mas sim o modo como nos subestima e tenta fazer de nós uns calhaus com dois olhos!
    Quem, em seu perfeito juízo, deixaria publicar uma biografia sua sem a ter lido previamente?!

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Há jornalistas que também se deixam comprar. E há 'primeiros' mentirosos.
    Tudo isto entristece.

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