sexta-feira, 17 de abril de 2015

Se bem me lembro...

Em 2009, ou 2010, fiz um trabalho de investigação sobre as Fundações para uma revista, que iniciei com uma frase de Rui Vilar - presidente do Centro Português das Fundações: 
" Há Fundações a mais e transparência a menos".
Era uma verdade incontornável.  Durante os três últimos anos do governo Sócrates foi criada uma Fundação em cada 12 dias - a maioria delas privadas- cujos objectivos eram, em muitos casos, pouco transparentes.
O grupo de incompetentes que assaltou o pote com o beneplácito dos tugas e a benção do homem de Boliqueime pensou, na sua saga reformadora e purificadora, que era uma ideia boa e popular  fazer um estudo sobre as Fundações e atribuir-lhes um ranking, para se definir as que mereciam continuar a receber subsídios e as que deviam ser extintas.  A tarefa foi atribuída ao gabinete de Relvas e a ideia, claro, era poupar dinheiro ao Estado e eliminar boa parte delas. 
Muitos estarão lembrados  da bagunçada que foi  esse trabalho feito por analfabetos contratados a recibo verde.  Fundações como a de Paula Rego, ou a Fundação Gulbenkian, foram extintas ou ficaram classificadas muito abaixo de uma fundação esconsa de Alberto João Jardim. 
Não sei se o estudo foi para o lixo com a saída do Relvas, mas nunca mais se ouviu falar dele. Como por milagre, as fundações também saíram de cena. A mensagem entretanto passada para a comunicação social, era de que o governo estava a poupar milhões com as fundações, se tinha acabado com o regabofe da atribuição de subsídios a  fundações. E o tuga, claro, acreditou.
Ora aqui está mais um belo exemplo da eficácia deste governo na higienização da sociedade portuguesa. Ou se preferirem, da transparência dos seus actos.

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