quarta-feira, 8 de abril de 2015

O filho de fascistas que quer ser Presidente da República

 A entrevista de Fernando Medina ontem à noite à TVI confirmou as minhas expectativas. Além de ser ponderado e transmitir uma imagem de competência e seriedade, inspira confiança, tem um discurso desempoeirado e sem clichés. Reúne  condições  para fazer um excelente mandato e tornar-se uma figura de proa do PS, tendo a adicional vantagem de não ter frequentado a Universidade dos Jotas que tantos maus frutos tem dado ao país. Espero é que resista  à tentação de aceitar um cargo ministerial caso o PS vença as eleições e o coiso, pastel, inquilino de Belém der autorização a António Costa para formar governo. ( É bom não esquecer que  o sr Aníbal disse que não daria posse a um governo minoritário, estando disposto a manter em funções este governo até zarpar para a Coelha onde irá fazer companhia aos mui honestos e honrados amigos e vizinhos Dias Loureiro e Oliveira e Costa).
A imprensa do costume e outra normalmente considerada mais séria, como o Espesso, não resistiram a noticiar a ascensão de Medina, fazendo manchetes como " o filho de comunistas que chegou a presidente da câmara de Lisboa".   Outros não esqueceram de sublinhar que Fernando Medina veio do Porto mas, em jeito de compensação,  adiantaram que é fervoroso benfiquista.
Pessoalmente, sinto muito orgulho em ver um portuense  à frente da câmara de Lisboa e não me faz qualquer mossa que seja  benfiquista ou goste de gravatas azuis. Quanto à sua filiação, apraz-me registar que conheci a mãe nos meus tempos de estudante e constato que ela lhe transmitiu o gene de uma pessoa bem formada.
Finalmente, espero que essa mesma imprensa que tanto se esmerou a divulgar a filiação partidária dos progenitores de  Fernando Medina, como se de um estigma se tratasse, não se esqueça de proceder em conformidade quando Marcelo Rebelo de Sousa apresentar a sua candidatura a Belém. Sugiro desde já um título: o filho de fascistas que quer ser Presidente da República. 

10 comentários:

  1. E o Moedas , tão adorado por esta gentinha , não é filho de comunistas ?
    São estes preconceitos que me enervam.
    M.A.A.

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    1. Coitados dos pais... Com aquele ar alucinado, alguma coisa correu mal naquela noite, que deve ter sido de tempestade. A irmã também tem qualquer problema...

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  2. Por entre preconceitos, cada um deles o mais pateta, assenta bem o título a MRS.

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  3. Não conheço Fernando Medina.
    Mas essas supostas críticas são de um ridículo confrangedor.

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  4. O pormenor de não ter sido eleito não interessa nada...

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    1. Foi eleito sim. Era segundo na lista que ganhou as eleições para Câmara Municipal de Lisboa. Ou não sabe que nas eleições autárquicas, como nas legislativas, os eleitores votam em listas e não individualmente em pessoas?

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  5. Tanto o Correio da Manha,como o Expresso carrocel,veem demonstrando(com elevada competência),a merda em que este País se transformou nos últimos anos.

    Carlos Barbosa de Oliveira,com a sabedoria,experiência de vida e sagacidade que o caracteriza,oferece-nos um retrato acabado da merdice que hoje campeia na chamada comunicação social,ao serviço dos "senhores"do dinheiro.

    Grande Abraço.

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  6. «Finalmente, espero que essa mesma imprensa que tanto se esmerou a divulgar a filiação partidária dos progenitores de Fernando Medina, como se de um estigma se tratasse, não se esqueça de proceder em conformidade quando Marcelo Rebelo de Sousa apresentar a sua candidatura a Belém. Sugiro desde já um título: o filho de fascistas que quer ser Presidente da República».

    Não pode Carlos. Sabe porquê?
    Porque o pai de Marcelo Rebelo de Sousa, de seu nome: Baltazar Rebelo de Sousa, nunca foi militante ou esteve filiado no partido fascista português.

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