segunda-feira, 13 de abril de 2015

É só ligar a 1,2,3




Era uma vez um jornalista  que, depois de papar uns almoços a Passos Coelho e verter nas páginas do jornal onde trabalhava grandes elogios a tão sinistra figura, foi convidado para um gabinete ministerial como técnico especialista.
O ministro caiu e, vendo-se o  técnico especialista no desemprego, passou a intitular-se consultor de comunicação.
E o que consulta agora o ex-jornalista e ex -especialista? - perguntarão vocês.
Nada. Népia. Puto. Porra nenhuma.
A sua tarefa é servir de correia de transmissão do governo sob a capa de consultor de comunicação.
Nessa qualidade, vai fazendo uns servicinhos ao governo. O mais recente é atacar de forma soez e torpe o presumível candidato Sampaio da Nóvoa, presumivelmente apoiado pelo PS, por causa do chumbo de Saldanha Sanches na prova de agregação.
Revelando profunda ignorância, acusa Sampaio da Nóvoa- presidente do júri- de se ter calado e não ter impedido a reprovação e eventuais achincalhamentos de que Saldanha Sanches terá sido alvo. Bastava-lhe ter uma réstea de respeito pela sua ex-profissão de jornalista para não usar como fonte um artigo de jornal, versando matéria que ele não domina, para saber as limitações das competências de um presidente de juri. Mas como tinha de fazer o servicinho para justificar o salário, atamancou discurso indignado e canalha, esqueceu a deontologia e zarpou para o computador a zurzir em Sampaio da Nóvoa.  Saiu-lhe mal a encomenda, mas isso agora não interessa nada. 
Importante é salientar esta capacidade do governo: consegue fazer com que um  Zé Ninguém pouco vendável se adapte  às circunstâncias de cada momento, transformando-o num idiota útil. É só ligar a 1,2,3.

3 comentários:

  1. Ler jornais e certos colunistas começa a ser uma atividade perigosa: dá vontade de sair a correr e apertar o pescoço ao primeiro que nos aparecer à frente!
    É este João, que não merece o Gama do seu pai, é um outro João, o César das Neves, é ainda o tal João Miguel Tavares que se esmifra pior ser o plumitivo- herdeiro do Vasco P.V., digo eu...terá este nome algum anátema?
    O meu filho João será exceção! :-)
    Assusta não só a leviandade com que abordam e publicam certas matérias, como também a ignorância a céu aberto.
    Recorde-se o texto da Anabela Mota Ribeiro, no Público, há dois anos, sobre o promissor portento, o Taborda Gama:
    http://www.publico.pt/temas/jornal/retrato-de-um-jovem-que-interrogou-o-mundo-26299635

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  2. Li o artigo aqui há dias.
    Muito baixo, muito reles.

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