quinta-feira, 9 de abril de 2015

Da cartola de S. Bento, só saem coelhos marados



A subida do desemprego a poucos meses de eleições é uma dor de cabeça para o governo. 
Incapaz de promover políticas de emprego, Passos Coelho reuniu a malta na Gomes Teixeira e mandou o ilusionista de serviço tirar mais um coelho da cartola para baixar artificialmente o número de desempregados.
À falta de ideias para truques novos, o ilusionista da Vespa apresentou o já estafado número da formação.
É óbvio que se o governo quisesse mesmo melhorar as qualificações dos desempregados não tinha acabado com programas como o "Novas Oportunidades". 
Assim, o número de magia é facilmente desmontável:
Pega-se em 13 mil desempregados, contratam-se uns formadores, metem-se todos numas salas, mexe-se bem durante seis meses e o desemprego baixa.  
Entretanto chega o Verão e, por força da sazonalidade, o desemprego baixa mais umas décimas. 
Pouco importa que em Outubro os formandos continuem desempregados e que alguns deles tenham perdido  a oportunidade de arranjar um empregozito sazonal, mais bem pago do que os súbsídios mexerucas  da formação.
O importante é criar nos espectadores/ eleitores a ilusão de que acções de formação são postos de trabalho, para que o governo possa esgrimir a baixa do desemprego como bandeira eleitoral.
A maioria dos espectadores/ eleitores ainda não percebeu que da cartola onde o governo mete os desempregados, não saem trabalhadores qualificados, mas sim desempregados mascarados de trabalhadores e que a diminuição do desemprego é uma ilusão de óptica provocada pelo efeito do martelo. 

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