segunda-feira, 23 de março de 2015

Para memória futura

Em Israel todas as sondagens vaticinavam ma vitória clara da esquerda. No dia das eleições os israelitas mudaram de opinião e deram uma vitória larga a Bibi. Determinante para a viragem, terá sido a declaração de Bibi, na antevéspera do acto eleitoral, de que nunca admitiria a criação de um estado palestiniano. Embora Israel esteja mergulhado numa grave crise económica, na hora da verdade, os israelitas terão pensado que a garantia dada por Bibi lhes daria mais segurança e estabilidade.
Em França as sondagens davam uma vitória a Marine Le Pen. Ganhou o partido de Sarkozy com uma vantagem confortável ( cerca de 10 pontos à frente da extrema direita). O PSF, como se esperava,foi o grande derrotado.
Também aqui os franceses terão pensado que entre um voto de ruptura com os partidos tradicionais e um voto de protesto contra as políticas de Hollande, seria mais seguro votar nu partido que já conhecem, do que numa força de extrema direita cujas verdadeiras intenções desconhecem, mas pode ameaçar a estabilidade em França e na Europa.
Onde as sondagens não se enganaram, foi em Espanha. Nas eleições autonómicas da Andaluzia, o PSOE venceu com o mesmo número de deputados de  2012 e o PP foi a segunda força mais votada.Não deixa de ser surpreendente, porém, que na região mais pobre de Espanha, onde o desemprego ultrapassa os 30% ( muito acima da média do país), o PSOE tenha ganho folgadamente. A aliança com o Ciudadanos, um movimento recente que juntamente com o PODEMOS ameaça alterar o panorama político espanhol, parec ser a mais viável e, o modo como decorrer a aliança entre estes dois partidos poderá ser determinante para as eleições nacionais que decorrerão no Outono. A entrada em cena do Ciudadanos pode esvaziar o balão PODEMOS e criar condições para uma coligação com um novo actor no governo espanhol.
O que se pode inferir do resultado destas três eleições, quando os comparamos com as sondagens, é que na generalidade dos países europeus os eleitores têm muito medo de mudanças radicais e optam pela estabilidade política, mesmo quando as condições económicas são adversas.A única excepção é a Grécia.
António Costa não deixará de analisar estes resultados e daí tirar as suas ilações. A actual maioria também não. Uma boa dose de demagogia, aliada a meia dúzia de medidas que façam os eleitores tugas acreditar que mais vale apostar na continuidade, do que entregar os destinos do país aos socialistas, apontados como os coveiros do país, poderão dar a este governo um mandato de mais quatro anos, 
É aterrador pensar nisso? É. Mas também parece ser uma hipótese cada vez menos inverosímil.
O PS que se cuide.

7 comentários:

  1. Pelo que se tem visto, cada povo tem o governo que merece.

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  2. Carlosamigo

    Aqui em Goa quando te li apanhei mais um cagaço ajuntar aos de saúde. Oxalá Costa tenha em atenção estes resultados. Mais (des)Governo? Nem pó!!!!

    Abç

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  3. A somar a isto os tiros nos pés e a inconsequente oposição ao governo de Costa, que parecia tão diferente de Seguro e afinal é tão igual,Um PS que não é alternativa a nada porque salvo casos pontuais estruturalmente é o mesmo que psd

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  4. O que o Carlos diz não me admira nada.
    Também temos de ter em conta que esta campanha eleitoral vai ser diferente de todas as outras, pela simples razão que vai ser a 1.ª campanha eleitoral com um ex-primeiro-ministro preso. Isto como é óbvio não joga a favor do PS. Já o tinha dito aqui e volto a dizê-lo: duvido que o PS ganhe as eleições.

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  5. Não acredito que a actual coligação ganhe as eleições e se mantenha no poder, Carlos.
    Até porque, aos olhos da maioria dos portugueses, as diferenças entre PS e PSD são mínimas.
    Não haverá rupturas, haverá um castigo a quem tem estado no Poder como tem havido um pouco por toda a Europa.

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