quinta-feira, 19 de março de 2015

Os esquerdalhos

As  críticas ao refrear do ímpeto reformista  do governo, feitas por Subir Lall, em nada alteram a minha opinião de que o homem é um escroque.  Até as reforçam.
Não sou ingénuo. As críticas são um favor do FMI  a este governo. O  tom em que são proferidas e o  até agora inédito mediatismo assumido por Subir Lall reflectem bem que anda ali trabalho de spin doctors do governo ( não foi por acaso que a SIC foi escolhida para a entrevista exclusiva)  visando reforçar a ideia, junto da opinião pública, de que este governo que sempre prometeu ir além da troika está a bater-lhe o pé.  Com determinação e firmeza.
O que realmente me surpreendeu foi ver membros do governo a reagir com uma linguagem pouco habitual, típica daqueles que os figurantes da coligação habitualmente apelidam de linguagem de esquerdalhos.
Pires de Lima –  actor numa peça onde Passos Coelho realiza o seu sonho de barítono frustrado-  utilizou uma linguagem agressiva pouco habitual nas hostes da coligação para criticar as declarações de uma instituição internacional. Foi esse exagero  que traiu a encenação  desta comédia de costumes levada à cena  pelo governo, com o alto patrocínio do FMI. 
Admito que o exagero tenha sido deliberado. Eles sabem que o tuga gosta de espectáculo e de quem defenda o país “lá fora”. Gente “com tomates”, capaz de bater o pé a quem nos quer fazer mal. 
O tuga continua tão iletrado como antes do 25 de Abril e engole qualquer patranha encenada que lhe venda traidores e ladrões como patriotas. 

3 comentários:

  1. No último paragrafo de Carlos Barbosa de Oliveira,a razão de ser, do país continuar a ser o que é, está lá.Se assim não fosse,não só a tropilha que gere o país, não estava onde está,como os poderes judiciais e judiciários eram o que são.Assim como o poder financeiro, não teria tido a oportunidade de se sobrepor à economia produtiva,conduzindo-nos para o buraco negro em que nos encontramos.
    A nossa geração,Amigo Carlos,falhou rotundamente ao não estar preparada para agarrar a oportunidade histórica que o 25 de Abril de 1974 nos proporcionou.O pó assentou e as velhas bestas do Estado Novo voltaram a emergir.Trinta e sete anos depois,a vingança servida já decapitou milhares(mortes prematuras por falta de assistência médica) e arrastou para a valeta da vida milhares e milhares de pessoas que dificilmente voltarão a conhecer dignidade nas suas existências.

    Os dias vão baços e cinzentos.Parafraseando Ivan Lins,"O que vai ser de nós?"

    Abraço.

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  2. Até a vaca da jornalista deu espectáculo, estirada, de perna traçada, parecia que estava a falar com um cliente.

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  3. Até a vaca da jornalista deu espectáculo, estirada, de perna traçada, parecia que estava a falar com um cliente.

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