sábado, 14 de março de 2015

Governo incentiva o aborto

O governo decidiu incentivar o aborto (ortográfico).
Como os portugueses se estão borrifando para as novas regras da língua, impostas por um decreto que só os funcionários públicos estão obrigados a cumprir, Crato tirou um coelho da cartola e "decretou" que os alunos podem perder até 5 valores nos exames, se derem erros ortográficos. 
Uma das consequências imediatas desta medida é alterar profundamente as condições de acesso ao ensino superior. 
Um aluno com um raciocínio lógico, que domine a matéria, pode ter uma nota inferior a um outro aluno mediano, só porque não gosta de confundir " pára com para" ou porque acredita que sendo o afecto, do domínio do coração, não lhe deve roubar o c
Há coisas do aralho,  que só lembram a um  rato, não há?

13 comentários:

  1. Antes de o novo acordo ortográfico ter sido implementado, alguém se manifestou contra apresentando razões devidamente fundamentadas? Ou manifestaram-se contra só porque...?
    Uma polémica que já se arrasta há tantos anos sem chegarem a um consenso... Faz-me confusão. Entretanto, é uma confusão de ortografia que ninguém se entende!!
    Lamentável.

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    1. Isabel Coutinho Monteirosegunda-feira, 16 março, 2015

      Pelo comentário da Catarina, percebe-se que despertou para a questão ortográfica demasiado tarde. Mas pode inteirar-se, lendo os conteúdos que encontrará seguindo os links abaixo:

      http://www2.fcsh.unl.pt/docentes/aemiliano/AOLP90/

      http://ilcao.cedilha.net/?page_id=41

      http://issuu.com/roquedias

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    2. A Catarina não se estava a referir a mim, Isabel. E vive lá longe, no Canadá, pelo que é natural que não tenha acompanhado a polémica que houve em Portugal sobre esta matéria.

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    3. Isabel Coutinho Monteirosegunda-feira, 16 março, 2015

      Eu sei, mas deixou no ar uma dúvida sobre a pertinência de se ser contra o monstro, baseando-se no pressuposto de que ninguém terá dito nada a tempo. Ora isso não é verdade.

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  2. Pior do que isso só o minúsculo pr e a Guiné-Equatorial. É mesmo uma retinice do aralho. Esse desacordo foi a maior humilhação para os portugueses. Tratou-se apenas de chafurdar na ...

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  3. Sou do tempo em que se fazia exame de admissão ao liceu. No ditado , quatro erros davam chumbo.Não chumbei , mas agora , chumbava. Adorei ensinar , tive alunos maravilhosos , muitos são médicos por todo país , fui respeitada sem incutir medo , mas hoje , não me atrevo a falar deste assunto nem com a minha neta.M.A.A.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Não respeitar o AO corresponde apenas a erros ortográfjcos e mesmo que repetidos só descontam uma vez. Depois de ter sido corretora de exames nacionais durante quinze anos, achei impossível o disparate que vinha no jornal. Os fatores de desvalorização contemplam vários tipos de erros para além dos ortográficos e são aplicados a cada item separadamente, estando prevista cotação para o conteúdo e para a forma.
    Não estou a defender ou a atacar o AO, estou a criticar quem publica em jornais ( acho que foi o DN) assuntos que notoriamente não domina, nem tenta, sequer, aprofundar, contribuindo para a desinformação e a diabolização do AO.
    Posteriormente, encontrei dois textos, um nas entradas do Ciberdúvidas e outro de esclarecimento do ministério da educação sobre a situação. Será que o jornalista refez a notícia no dia seguinte?
    Os links dos textos acima referidos:
    http://ciberduvidas.pt/aberturas.php?id=2026


    http://iave.pt/np4/71.html

    Bom fim de semana, Carlos

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    1. Deve desconhecer o ritmo e as condições em que trabalham muitos jornalistas. A função de muitos deles é transmitir notícias, não é dar formação, como os professores (por acaso conhecia um, muito bom, que ensinou muito candidato a jornalista e que morreu, num ápice, praticamente a trabalhar, no mês passado, depois de lhe ter sido tirado um pulmão, há tão pouco tempo. Até foi ele que fez a brochura para os jornalistas escreverem de acordo com o desAO, sem ganhar nada, porque o JCV é um unhas de fome e o grupo IMpresa assim quis). O Ciberdúvidas também não tira muitas dúvidas, limitam-se a dar opiniões e a consultar autores. O que está aqui em causa é o aborto ortográfico, onde não respeitaram a nossa língua, nem étimos, nem nada, que podia ter começado de boa fé, mas virou uma paródia política e comercial, de mau gosto. Foi aprovado sem nenhum debate e sem lei com valor legal para substituir o anterior, que os brasileiros também não respeitaram, e ainda hoje há quem use o trema. Eu não sou contra a evolução, só é contra a trapalhada e o desrespeito. A mim ninguém me obrigará a escrever "stresse" com três consoantes no início, e isso já vem do anterior dicionário, a que pomposamente chamaram da Academia das Ciências de Lisboa. Preferia escrever à brasileira estresse, pois tem mais lógica do que copiar mal anglicanismos.
      Serviu de alento para alguns livreiros e impressores e para esvaziar o bolso dos paizinhos.
      Eu também fiz exame ao liceu e não dei nenhum erro. O único erro que dei foi na 2.ª classe, quando escrevi cajado com g e que ainda serviu para me rir à socapa. Dou agora muitos, porque não estou para me preocupar e porque nunca fui dactilógrafa, nem costumo usar o "qwerty".

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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    3. Dar formação?! Ao jornalista apenas se pede que saiba informar.
      Pelo seu comentário, o mensageiro tornou-se mais importante do que a mensagem...e vai daí toca de minar a credibilidade da mensageira. Tendo em conta que "me responde", sinto-me à vontade para lhe dizer que lamento que tenha desviado claramente o assunto que era - relembro-a - sobre os tais cinco valores a descontar no exame nacional de Português à conta do famigerado AO e que, achando eu estranho semelhantes valores, fui verificar. Ponto!
      A senhora opta por se espraiar em histórias-cereja que serão muito importantes para si, com muitos "eus" pelo meio, mas que ao pendurão ali no meu comentário só fazem peso e sombra porque desgarradas.

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    4. Adoro cerejas! É esse o meu forte. Se já tivesse reparado em algum comentário meu, veria que não mudo de estilo. Quanto à concisão da sua resposta, acho que ninguém aqui estava interessado na sua aula sobre o método classificativo. O postal era sobre o aborto ortográfico e não como se corrigem os pontos. Eu fartei-me de dar voltas, mas estive sempre dentro do assunto e com gente a ele relacionado.Que pena que hoje já não haja quem saiba contar histórias. Limitam-se, com uma bitola, a ver quais são os quadradinhos assinalados.

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  6. Não respeito o famigerado Acordo.
    E, como eu, muitos outros, muitos dos países que era suposto implementarem-no, veja-se só!!

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