terça-feira, 10 de março de 2015

Com o rabinho a dar a dar..




Ontem o Eurogrupo advertiu Portugal  ( pela terceira vez este ano) que as metas do défice para 2015 não deverão ser atingidas, o que coloca em risco o cumprimento do Pacto de Estabilidade e obriga o governo a aplicar mais medidas de austeridade.
Maria Luis Albuquerque começou por garantir  que Portugal cumprirá a meta dos 3%, mas logo de seguida ajoelhou, deu ao rabinho e prometeu que se forem necessárias mais medidas o governo não hesitará em aplicá-las.
Preparemo-nos para uma reedição da campanha eleitoral de 2011. O PSD a prometer que não haverá mais austeridade mas, se ganhar as eleições,  sentir-se-á legitimado  para  pegar nas algemas e impor mais cortes salariais, reduções nas pensões  e mais sacrifícios aos portugueses.
Os 35% de portugueses que estão dispostos a dar mais uma oportunidade a este governo deveriam pensar nisso antes de passarem novo cheque em branco aos partidos que destruíram a classe média e venderam o país.
Quanto aos 38%  que vêem no PS uma alternativa, é chegada a altura de perguntarem a António Costa o que pensa ele fazer se for chamado a dirigir um país escavacado pela política cega de austeridade que nos foi imposta  pela troika  e servilmente acatada  pelo governo. 
A vitória do Syriza e o fim do Bloco Central em Espanha, que obrigará a uma mudança substancial na política de austeridade, seria uma boa oportunidade para os portugueses reflectirem um bocadinho sobre o que pretendem para o futuro, mas temo que isso já não os preocupe muito.  Uma boa parte continua a pensar “que se lixem as eleições, eu hei-de desenrascar-me"

12 comentários:

  1. Concordo em absoluto que seria uma boa oportunidade para os portugueses reflectirem bem sobre o que pretendem para o futuro.

    Com o governo actual não perco tempo, Carlos.

    O António Costa tem tomates para enfrentar o poder sem limites da troica e não aceitar as suas chantagens? Não acredito!!!

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    1. Eu também não, Ematejoca! Como vê, às vezes até estamos de acordo :-)

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  2. Ter tomates ou não ter,acreditar ou não acreditar,também depende de nós.Ou não?(...)Temos que fazer sentir,com veemência,todos os dias e por meios vários a todos aqueles e aquelas que defendem o fim da estarolagem,que não procuramos mais do mesmo.Procuramos diferente e melhor, em todas as vertentes do ser e fazer politica."Para melhor:está bem,está bem!Para pior:já basta assim!".

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    1. Acreditar ou não acreditar também depende de nós, Morgado de Basto.

      E 35% dos portugueses acreditam no vosso actual governo.

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    2. Eu ia responder-lhe, meu caro Morgado, mas a Ematejoca tirou-me o comentário dos dedos. Quando 35% dos portugueses votantes querem mais do mesmo e quase outros tantos estão-se nas tintas, abstendo-se de votar, que podemos esperar deste desgraçado país onde hoje se assinalam 40 anos do 11 de Março, o dia em que os cravos de Abril começaram a estiolar?

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  3. Ele terá mais tomates, ou melões, de que qualquer outro que conheço, no actual panorama, porque é o mais bem preparado. E, quanto a mim, deve estar calado, pois nem o actual governo disse alguma coisa sobre o que pretende fazer. Como as coisas andam prognósticos só no fim do jogo. Mas como nos puseram nas mãos de abutres, porque o único homem que foi capaz de tomar medidas contra os interesses :instalados, todos sabemos quem foi, mas ninguém quer admitir e por isso lhe têm tanta raiva. Ontem alguém disse isto: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=24&did=180823.
    E, por isso, estamos nas mãos de abutres, que aprenderam todos na mesma escola, e querem destruir os mais fracos, que nunca conseguiram equilibrar as sus finanças, apenas podemos gerí-las de forma diferente para penalizar menos quem mais pprecisa e quem contribui com o seu trabalho. Digam-me qual é o homem que merece um prémio de 15, milhões por gerir um banco? Um homem só, não pode nada. Um banco que teve de ser ajudado pelos contribuintes ingleses e que agora voltou a dar lucros. Há muitas formas de apresentar lucros, por mais porcarias que ele tome para se exceder e depois mete baixa uns meses, para recuperar a surménage. Esperemos que não apareça mais uma bolha. Como sempre começo em tomates a aparecem-me as cerejas.

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    1. O problema, goldenbee, é que apesar de a vitória do Syriza ter sido importante, está demonstrado que a Europa, liderada pelo casal Vaca/Paraplégico, tem como principal objectivo impôr o pensamento único e isso passa por não fazer concessões a quem pense fora da caixa. Estou cada vez mais convencido que só uma revolução na Europa poderá mudar esse estado de coisas, mas não será para já. E também não será com os actuais lideres socialistas europeus cujas concessões a Berlim têm conduzido ao seu desaparecimento.

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    2. Com tantas VACAS em Portugal, uma vaca alemã quase passa despercebida.

      E Portugal tem mais paraplégicos celebrais do que lei permite.

      E não me venha dizer que eu tenho simpatia por estes dois tipos, mas o partido socialista alemão, que faz parte do governo, ainda consegue ser mais cretino.

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    3. Tomates ou melões, POUCO IMPORTA, golden.bee.

      O que falta ao António Costa é CORAGEM para enfrentar os credores internacionais.

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    4. Perdão!

      E Portugal tem mais paraplégicos cerebrais do que a lei permite.

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  4. E o Carlos acredita mesmo que, em ano de eleições, os partidos da coligação vão exigir mais sacrifícios aos portugueses??
    Citando alguém muito conhecido - "olhe que não, olhe que não...."

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    1. Pois não, Pedro. O que eu digo é que isso acontecerá depois...

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