quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Zé das Medalhas



Cavaco Silva anda numa onda de medalhar tudo quanto lhe aparece à frente, antes de se retirar para o Poço de onde - para bem do país- nunca devia ter saído.
Talvez receoso que os seus velhos amigos a contas com a justiça se esqueçam dele, assim que abandone Belém, ou porque cada medalha que sai, é receita que entra ( pensavam que as medalhinhas eram à borla, é?) Cavaco está a esgotar o stock medalhístico. 
Creio, por isso, ser justo atribuir também um título ao senhor. Zé das Medalhas parece-me apropriado. 
Gostaria no entanto de avisar os meus leitores que, no caso de algum ser chamado pelo ordenança ao serviço do medalheiro, para receber uma coleira, pense duas vezes antes de aceitar.
Contava-me o meu avô materno que nos finais da monarquia o regime desatou a condecorar toda a gente por dá cá aquela palha. Alguns republicanos terão então lançado este delicioso dixote:
“Foge, cão, que ainda te fazem barão!
Mas fujo para onde, se lá me fazem visconde?”

3 comentários:

  1. As medalhas são pagas ??

    Conhecia essa do cão sem saber para onde fugir, rrss

    Se tiraram as medalhas ( ou coisa que o valha a Carlos Cruz e a ao embaixador )porque não tiram também, a Zenal Bava ?!

    Amigo, recuso medalhas !!!!

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  2. Convém não colocar o verdadeiro Zé das Medalhas na mesma onda do inquilino de Belém. O brasileiro tem classe, ao contrário do outro.

    Tenho uma medalha. A de bom comportamento que me foi dada após ter terminado a então chamada instrução primária. Uma condecoração de que ainda me recordo, por ter sido feita por gente simples, logo importante. Uma senhora professora.

    Tem razão a São. Rimei.

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  3. Pois é Carlos. Mas esse ditado foi criado por causa dos exploradores portugueses, que tinham ido enriquecer para o Brasil à custa do trabalho escravo. Depois de a escravidão acabar, em 1888, mas com efeitos durante ainda muitos anos, resolveram voltar cheios de dinheiro. Então fizeram muitas doações, cá na aldeia, e, em troca era-lhes dado o título de Barão. Um deles foi o pai do Bernardino Machado, que levou o título de barão de Janes. O Bernardino Machado, a quem chamavam o brasileiro, que nos meteu na primeira GG, para agradar aos ingleses, que foi dos que virou um republicano democrata, depois de servilmente ter participado na gestão da Monarquia. Vale a pena ler o livro da investigadora da nossa História, Isabel Pestana Pestana Marques, com o título: Das Trincheiras com Saudade". http://esferadoslivros.pt/livros.php?id_li=93
    Agora, depois do que está a acontecer, não sei o que será de nós. Mas do que eu tenho mesmo saudades é do senhor Nacib da famosa Gabriela.

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