segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Quando as mulheres (não) nos fazem felizes

Andam por aí umas carpideiras da bloga apoiante de Passos, a lamentar que não haja mulheres no novo governo grego. Recorrendo à lenga-lenga " a esquerda é machista" invocam o exemplo do governo português, que tem quatro ministras.
Pergunto a todas as carpideiras, que falta fazem as mulheres num governo, quando se comportam exactamente como os homens. Vejamos o exemplo português:
Maria Luís Albuquerque- Além de mentir em comissões de inquérito, estar atolada nas swaps até ao pescoço e aliviar-nos os bolsos, que fez de relevante para justificar a sua presença no governo, que não tivesse sido feito por Gaspar? 
Paula Teixeira da Cruz- Para além do escândalo do Citius, tomou meia dúzia de medidas que só a podem envergonhar, como ainda ontem lembrou a bastonária da ordem dos advogados, a propósito das fugas ao segredo de justiça ou de uma medida legislativa que pretendia impedir os vereadores de exercerem advocacia, mas não abrangia os deputados. Qual a vantagem de escolher  PTC, quando qualquer palhaço da S. Caetano poderia desempenhar o mesmo papel?
Assunção Cristas- Avivem-me a memória, por favor, para o brilhante desempenho desta mulher à frente de um ministério que teve de ser dividido em três, porque Cristas não aguentava tanta pasta. Além de ter prometido rezar a Nossa Senhora a pedir chuva e ter dispensado os funcionários do uso de gravata, qual a medida relevante que irá marcar a sua governança?

Recentemente entrou no governo uma senhora para  substituir Miguel Macedo. Devo dizer, com toda a franqueza, que não só não vi ainda nenhuma medida tomada por ela, como nem sequer consegui fixar o seu nome. Se nem os anglo saxónicos, criadores do Homem Invisível, contestam a necessidade de criar a Mulher Invisível por questões de paridade, para que raio quer Passos ter uma mulher invisível no seu governo?
Como se constata no exemplo português, a política não é uma questão de sexo. Experimentem por a Isabel Jonet como ministra da segurança social e verão como ela se esquece da solidariedade no dia seguinte.

5 comentários:

  1. Ontem uma familiar portuense disse-me ao telefone, que o melhor no novo governo grego é que não haja mulheres. Ainda me ri.

    Claro que, a política não é uma questão de sexo, no entanto, eu gostava de ver MULHERES no governo grego, que se comportassem exactamente como os políticos que governam agora a Grécia. Só neste MOMENTO não nos podemos perder tempo com banalidades.

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  2. Pior ainda Carlos. As mulheres, quando entram em competição com os homens, ou quando querem tomar certas medidas, são piores do que eles. Veja a dama de ferro margaret thatcher, (lembra-se da greve de fome do IRA?) a frau Angela, a beleza como ministra da saúde e a contaminação do sangue. A paula que denunciou outros para se ilibar, agora abriu um concurso, para os outros pagarem, quando se sabe que não se pode abrir um concurso, em que não vá informado que tem dotação orçamental. Até me sinto triste quando me vejo representada por certas fêmeas.Fico-me por aqui ...

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Detesto essa ideia de quotas, Carlos.
    Não é o sexo que interessa, é a competência, a capacidade.
    E há (in)capazes de ambos os sexos como todos bem sabemos.

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