quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O bombeiro americano

A Europa está sob brasas e à beira de um incêndio de consequências inimagináveis que deflagrou há meses e ameaça ficar sem controlo.
Obama parece ter descoberto a solução. Envia umas armas para a Ucrânia. Se o incêndio se propagar à Europa, a gente que se amanhe.
Estes bombeiros americanos estão habituados a apagar incêndios com gasolina mas, apesar da instabilidade e do número de mortos que provocaram com actuações idênticas, um pouco por todo o planeta, ainda não perceberam que essa táctica só agrava os conflitos e gera abortos como o ISIS, ou transforma monstros em heróis.

8 comentários:

  1. Essa tentação pirómana está no ADN americano, Carlos.
    Há muito pouco a fazer contra isso.

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  2. Só vejo uma maneira de resolver esta crise na Ucrânia: Transferindo os territórios do Leste da Ucrânia de maioria russa para a Rússia e reconhecer de vez a Crimeia como parte integrante da Rússia. Em troca a Rússia compromete-se a deixar de interferir e de destabilizar o que restar da Ucrânia, dando-lhe total liberdade de se voltar para a Europa se esta assim o entender.
    As coisas tem que ser postas assim, doa a quem doer. Essa história de que as fronteiras são imutáveis é uma grande treta que está a custar vidas humanas.

    Quando ao resto, o Carlos diz «ou transforma monstros em heróis», referindo-se a Chirs Kyle, o atirador especial americano com mais êxito, dizendo de certa forma que ele é um monstro. Aqui não concordo consigo. Também não vou ao ponto de dizer que é um herói americano, mas é uma pessoa como outra qualquer, que fazia o seu trabalho. Neste caso era um atirador especial da marinha americana e apenas isso.

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  3. É ainda o espírito puritano e salvífico dos Pilgrim Fathers na construção do "New world".
    Peço desculpa, Paulo Lisboa, mas os nazis também receberam ordens e só cumpriram o seu trabalho e tal não fez deles heróis bestiais. Apenas bestas.

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    1. Cara Célia, na parte que me diz respeito e passo a cita-la: «Peço desculpa, Paulo Lisboa, mas os nazis também receberam ordens e só cumpriram o seu trabalho».

      Não podemos fazer essa comparação, porque são coisas diferentes.
      Como sabe uma das missões dos militares, sobretudo em tempo de guerra, é matar (o inimigo). Se o seu pensamento fosse levado ao extremo, qualquer soldado que matasse quem quer que fosse, era uma besta. Por extensão de partes nunca poderiam existir exércitos, porque a sua função implica matar.
      É por isso que não posso concordar com essa comparação e com esse rótulo dado a Chris Kyle.

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  4. É ainda o espírito puritano e salvífico dos Pilgrim Fathers na construção do "New world".
    Peço desculpa, Paulo Lisboa, mas os nazis também receberam ordens e só cumpriram o seu trabalho e tal não fez deles heróis bestiais. Apenas bestas.

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    1. Pedido satisfeito, Célia. Mas a Célia também o podia fazer...

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