quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

A Igualdade de género segundo o(s) Pateta(s)




Passos Coelho sempre defendeu que o governo não se deve imiscuir na vida das empresas. Ainda recentemente o reafirmou  no caso BES, ou  para justificar a razão de não tentar impedir a venda da PT.
Mas se a sobrevivência de empresas  chave da nossa economia  em mãos portuguesas não preocupa o governo, há outras matérias em que o governo não hesita em interferir na vida das empresas.
Ainda ontem, a secretária de estado para a iguladade, Teresa Morais, acompanhada do secretário de estado da economia, Leonardo Mathias, reuniram com 29 empresas cotadas em Bolsa, com o intuito de identificar as medidas que devem ser tomadas para promover o equilíbrio entre homens e mulheres nos lugares decisórios de  topo das empresas.
Se isto não é ingerência, não sei o que lhe chamar..
A verdade é que o governo está a levar o assunto muito a sério e tem já agendada nova reunião com confederações e associações empresariais, porque, segundo Leonardo Mathias, esta desigualdade, além de ser um problema civilizacional, tem impacto na economia, porque as mulheres ganham menos do que os homens.
Concluindo: o governo está-se marimbando para a pobreza, que garante estar em regressão ( apesar de os números mostrarem o contrário), considera o desemprego um mal necessário, que procura minimizar com estágios e cursos de formação patéticos, deixa morrer pessoas nos hospitais por falta de assistência, ou porque ( alegadamente) não tem dinheiro para comprar o medicamento para a hepatite C, mas está muito preocupado com a igualdade de género nos LUGARES DE TOPO das empresas....privadas!
Seria caso para rir, não fosse  uma demonstração de patetice em modo pré-eleitoral para papalvo ver.
Kiss my ass!

2 comentários:

  1. Já aqui tinha comentado que acho essa questão das quotas uma parvoíce.
    Mulher, ou homem, tem é que ser competente.
    Digo eu que trabalho num gabinete que tem uma grande maioria de mulheres.
    A começar na chefia.
    E está-se muito bem

    ResponderEliminar
  2. Eu não discuto a questão das quotas. O que censuro é a incoerência que tu bem puseste em evidência.

    ResponderEliminar