sábado, 28 de fevereiro de 2015

Falta de seriedade e de memória.


O Público confrontou  Passos Coelho com uma dívida à Segurança Social e o PM correu a pagá-la, mas só parcialmente. Durante os cinco anos em que fugiu às suas obrigações contraiu uma dívida com o Estado superior a 7 mil euros e só pagou cerca de 3 mil.
A justificação de Passos Coelho é bizarra: como nunca ninguém lhe pediu para pagar, não pagou. E até já se tinha esquecido- declarou.
É o chico espertismo tuga no seu esplendor. Qualquer caloteiro e vigarista pode chegar a PM e, graças a  isso, até ganhar votos.
O problema de Passos não é so falta de seriedade. É também falta de memória. Não só ficou à espera que a SS lhe pedisse o pagamento das dívidas, para ver se passava ( e passou..) como também se esqueceu de ter recebido dinheiro da Tecnoforma.
Durante a próxima campanha eleitoral, Passos ainda é bem capaz de dizer que se não cumpriu as promessas eleitorais que fez em 2011, não foi por falta de palavra. Foi por se ter esquecido das promessas que então fez.
O problema é que isto pega-se, como revelam as sondagens. Quase 4 em cada 10 portugueses já se esqueceram dos sacrifícios que nos foram impostos nos últimos quatro anos e estão dispostos a reeleger a actual maioria.

Já era assim na Idade Média


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Fantástico Melga!


Eu sempre disse que os tugas gostam é de levar porrada.
Com jeitinho, ainda temos coligação para mais quatro anos. 

Mulher prevenida...


O fascínio das garagens


Foto da Internet


Quando era miúdo as garagens eram aqueles lugares onde se realizavam bailes ainda mais quentes e agradáveis do que deve ter sido este almoço
Mais tarde lá me rendi à inevitabilidade de a garagem ter deixado de ser lugar para bailaricos e comecei a descortinar-lhe outros fins. Foi numa garagem que  vi, por exemplo, apodrecer parte da biblioteca de António Sérgio, comida pelos ratos, também eles apreciadores de garagens.
Também numa garagem - aparentemente imune aos ratos- repousam os principais processos da justiça portuguesa, como o caso BPN ou o caso Marquês.  Este conceito garagem/armazém é muito utilizado em garagens de prédios mas, normalmente, a arrecadação é fechada e trancada. Ligeiramente mais segura, portanto, do que o local onde o DCIAP guarda os processos.
Seja em filmes, ou em cenas da vida real, a garagem também é um palco muito apreciado para cometer crimes.
Entretanto, nos EUA (onde havia de ser?), a polícia descobriu mais uma função  para uma velha garagem que outrora serviu de resguardo a camiões. Convertida em armazém, uma velha garagem de Chicago serve  para a Polícia fazer investigação por conta própria. Lá se cometem  as mais diversas atrocidades e violação de direitos humanos básicos, que os EUA tanto criticam quando são praticados por outras civilizações.  Desde  interrogatórios   onde advogado não entra, a  uma variedade de torturas "à la carte", dignas de qualquer filme policial da série B, , tudo é permitido nestes esconderijos onde já se registou pelo menos um morto, vítima das sevícias da civilizada polícia americana. 
A garagem tornou-se, ao longo do tempo, um espaço multifunções. Tão variadas, que um dia se pode fazer um paralelismo com o  que se diz dos telemóveis modernos: até servem para guardar automóveis.

João Ratão


João Proença estende a mão a Passos Coelho

O ex-sindicalista ( perdoem-me os sindicalistas pela comparação) João Proença vai fazer uma intervenção nas Jornadas Parlamentares do PSD. 
Há pessoas dispostas a tudo para apanhar um tachinho  na Concertação Social. Espero que o cozinhado esturre e o João mergulhe no caldeirão.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Em maus lençóis



A entrevista da PGR ao "Publico" e RR não lhe correu nada bem. Ela bem tentou ilibar o MP, mas ninguém a levou a sério e Joana Vidal está em maus lençóis.
Ontem à noite, na RTP, Freitas do Amaral acusava o MP de ser responsável pelas fugas de informação no caso Sócrates e considerava a prisão de Sócrates ilegal.
Hoje, a bastonária da ordem dos Advogados anunciou que vai entregar ao Ministério Público  cinco mil cópias de notícias onde o segredo de justiça pode ter sido violado por magistrados ou polícia.
Elina Fraga  fez ainda um desafio a Joana Marques Vidal: mostre provas  que confirmem a afirmação feita na entrevista, de que  são os advogados que violam o segredo de justiça.
Até agora, a PGR remeteu-se ao silêncio. De onde aliás só saiu para dar a entrevista em que pretendeu ilibar o MP e acusar os advogados, ao jeito de quem atira poeira para os olhos da opinião pública.

O chibo, o imprevidente e o envergonhado


As declarações de António Costa durante uma reunião com empresários chineses e a celeuma  que se seguiu,  não mereceriam senão uma nota de rodapé, se não reflectissem o estado lamentável a que chegou a discussão política em Portugal. Só por essa razão decidi escrever sobre o assunto. Vamos por partes:

 As declarações de António Costa

Ao contrário do que a comunicação social noticiou, António Costa não disse que Portugal estava melhor. Disse que estava diferente, o que é uma verdade. Talvez alguns esperassem que o secretário geral do PS  tivesse aproveitado a oportunidade para denegrir Portugal e o governo perante os empresários chineses. Tivesse ele chamado a atenção dos chineses para os números do desemprego, para o aumento da dívida pública, ou para os riscos de investir em Portugal e os mesmos que agora o atacam por ter, com sentido de estado, defendido os interesses de Portugal, estariam a exibi-lo em praça pública como um traidor, que anda a denegrir o nome do país. 
António Costa não pertence a esse filme. Os traidores estão no governo, não na oposição. 
Deverá então Costa ser ilibado do que se passou no casino da Póvoa? Não. Porque foi imprevidente. Não nas palavras usadas, mas em não ter previsto que entre os presentes poderia haver gente interessada em utilizar as suas palavras que. António Costa tem experiência suficiente para saber que nestas ocasiões há sempre um chibo que só lá vai para tentar tirar proveito de algumas declarações, e jornalistas para deturpar o que foi dito, pois o que passa para a opinião pública não são os factos (o que Costa disse) mas a interpretação feita pelos mensageiros e ampliada à exaustão.  

O Chibo e o Betinho de Joane

Na sala estava um chibo. Muito provavelmente um militante do CDS que, desejoso de mostrar serviço ao partido para se promover, viu nas declarações de António Costa uma oportunidade de ouro. No final da sessão guardou as filmagens como se de um tesouro se tratasse e foi mostrá-las a um influente membro de uma concelhia ou distrital, que também terá visto naquilo um tesouro de que poderia aproveitar-se para “subir a pulso” na hierarquia partidária.
Admito que as imagens tenham chegado a Paulo Portas. Só que o líder do PP é  um político hábil e cauteloso.  Sabia que não podia ser ele a utilizar aquela informação, pois  teria um efeito boomerang.  Por isso recorreu a um capanga, para que a veiculasse. Ponderadas as várias hipóteses, decidiu que o melhor seria recorrer aos serviços do betinho de Joane.  ( É essa a explicação para que o vídeo tenha sido divulgado apenas seis dias depois da ocorrência dos factos ). Apesar de ter nascido em berço de ouro, Nuno Melo esqueceu a educação que recebeu e tornou-se um escroque da política.  Desde que percebeu que o seu lugar de delfim de Portas não lhe assegura a presidência do CDS, porque outros nomes como Cristas ou Mota Soares, aproveitando os cargos ministeriais, entraram na corrida,  Nuno Melo está disposto a tudo. Por isso engoliu o isco lançado por Portas e aproveitou o vídeo do chibo para mostrar serviço.  Dentro e fora do partido. Creio que de pouco lhe valerá.

O envergonhado

Devo confessar que também eu me irritei quando soube que Costa tinha dito que o país estava melhor do que há quatro anos. Só que depois vi o vídeo e constatei que afinal ele não tinha dito o que a imprensa escrevia. E concordei com ele. O país está realmente diferente. Isso não quer dizer que esteja melhor.  Que o país está diferente, já todos sabemos. Mais pobre, mais endividado, mais desigual, mais injusto e com uma taxa de desemprego mais elevada. Apenas numa coisa permanece igual:na ausência de esperança no futuro.
É por isso que, embora percebendo a reacção epidérmica de Alfredo Barroso, não compreendo a sua desfiliação do PS.  Será provavelmente cansaço e desesperança. Agora vergonha? Não. Vergonha tenho de ser português sob jugo alemão e ver, todos os dias, uma trupe de cobardes e traidores prestarem vassalagem ao invasor, enquanto maltratam o povo.
Era contra isso que eu gostaria de ter ouvido Barroso reagir. Mas isso é  ingenuidade minha. Uma pessoa que anuncia a desvinculação do PS, de que foi um dos fundadores, e declara o seu apoio ao BE, já não está na plenitude das suas capacidades políticas. E isso, confesso, surpreende-me, porque ainda há poucos dias concordava com ele quando se insurgia contra o possível apoio do PS a António Vitorino, como candidato a PR.  Como também estaria ao seu lado nas críticas, se o PS, vier a apoiar Maria de Belém. Ou na luta para obrigar o PS a aliar-se à esquerda, se  ganhar as eleições.
Agora, meu caro Alfredo Barroso, se conseguiu permanecer no PS sob a liderança de Seguro, confesso que não entendo a razão de se demitir por causa de uma armadilha que um betinho de Joane, com o apoio de um chibo e da comunicação social, montou ao seu partido.  Sinceramente, nunca me passou pela cabeça que, com a sua experiência política, tivesse caído na ratoeira.  E, acredite, digo-o com a independência de quem,  sendo simpatizante intermitente do PS, não é militante nem está vinculado à defesa da linha programática do partido.
Só há uma coisa que eu gostaria que me explicasse: a sua vergonha deve-se ao facto de a declaração de António Costa ter sido proferida perante uma plateia de chineses? 
E se os assistentes fossem ingleses ou americanos já tolerava? 
Faço-lhe a pergunta, porque foi isso que percebi das suas declarações acintosas contra os chineses. Sinceramente, não gostei. 

Os Vampiros


Com a devida vénia ao We Have Kaos in the Garden

Não sei se o plano apresentado pelo Syriza e aprovado pelo Eurogrupo vai resultar. Não arrisco, por isso, vaticinar quem daqui a quatro meses vai cantar vitória, embora o meu palpite vá para um empate.
Sei é que ficou demonstrado que há alternativas para a política de ódio ao povo implantada pelo nosso governo e sempre apresentada como única alternativa.
Sei que o Syiza se recusou a penalizar os pensionistas e os trabalhadores gregos (nomeadamente os funcionários públicos) cortando-lhes os rendimentos, enquanto o nosso governo fez dos funcionários públicos e pensionistas as vítimas preferenciais da sua orgia austeritária.
Estes dois pontos fazem toda a diferença e são  suficientes para distinguir Portugal da Grécia, como o nosso governo de fanáticos gosta de afirmar. Para felicidade do povo grego, o governo do Syriza não  se  sujeita à submissão dos cobardes, não é servil como os incapazes, nem se coloca ao lado dos bancos e do grande capital para atacar quem trabalha.
Mas sei, também, que no dia seguinte ao acordo a bolsa de Atenas disparou dois dígitos e os juros baixaram para um dígito, o que demonstra que  o papão dos mercados que o governo e Cavaco nos andaram a exibir, não é mais do que o retrato de um grupo de vampiros que se apascentam em S. Bento e Belém, sugando o povo.
O governo grego teve de ceder? Obviamente que sim, mas fê-lo com dignidade e em defesa do seu povo, não para promoção pessoal de alguns dos seus membros, nem para agradar aos alemães, aos mercados e aos senhores do dinheiro, porque Tsipras e Varoufakis não precisam deles para arranjar emprego quando deixarem de ser governo.

Na mouche

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

É assim que se tratam os bons alunos?

Por agora, só estamos com Termo de Identidade e Residência mas, não tarda nada, ainda nos metem uma pulseira electrónica e nos obrigam a controlar o peso todos os dias, porque andamos a comer acima das nossas possibilidades.
Bruxelas coloca Portugal sob vigilância apertada

Preocupado, obviamente



Ontem manifestei alguns receios sobre abusos na justiça, aventando a hipótese de se ter iniciado uma caça às bruxas.
Juristas, advogados e comentadores de direita têm manifestado publicamente a sua preocupação pela forma como decorreu a detenção e afirmado que se trata de uma detenção ilegal. Tal como eu, não contestam a possibilidade de Sócrates ser culpado, mas sim as constantes e selectivas fugas de informação e o facto de ter sido detido para investigação, sem que tenham sido respeitados os mais elementares princípio de um estado de direito. Como, aliás, ficou bem claro no artigo da advogada Paula Lourenço no boletim da Ordem dos Advogados.
Hoje, em entrevista ao Público e à Radio Renascença, a Procuradora Geral da República foi questionada sobre algumas das questões que aqui coloquei ontem e, confesso, as suas respostas não me deixaram nada tranquilo.
Finalmente, a  auditoria  independente realizada ao DCIAP traça um  retrato da justiça em Portugal que deixa qualquer cidadão preocupado, como muito oportunamente a Estrela Serrano lembra
Obviamente, há razões para estar preocupado com a justiça, quando vejo que, além do que é visível em relação aos procedimentos, se põe  em causa o regular funcionamento de uma importante  instituição como  o DCIAP, onde o pessoal da investigação é escolhido através de rigorosos critérios de amizade pessoal.

Há, mas não são verdes



Manhã gélida de  Janeiro.  Neva. Embora um pouco a contra gosto, chefe do governo, ministro do ambiente  e assessor de imprensa enfrentam a neve para fazer um spot que testemunhe o compromisso ambiental do governo. 
As eleições aproximam-se e é preciso impressionar os eleitores.
Ninguém planta árvores em Janeiro, mas  a câmara fixa uma árvore que vai ser plantada naquela manhã. Depois detém-se nos membros do governo, enregelados, segurando copos de plástico com café quente e guardanapos de papel. Diante das câmaras chefe do governo e ministro do ambiente dizem algumas palavras de circunstância sobre a importância de preservar a floresta. Depois apelam aos consumidores para terem comportamentos sustentáveis. A câmara volta a focar a árvore, o assessor de imprensa ordena que termine a filmagem com um zoom.
Estão todos a tiritar. Os membros do governo  entregam os copos de plástico, os guardanapos e lenços de papel ao assessor de imprensa.
O que é que eu faço com isto?- pergunta o assessor encalacrado
Faça o que quiser, mas despache-se, porque está um frio do caraças e temos de ir embora
O que é que eu faço à árvore? – pergunta o realizador do spot
Deite-a fora! Ninguém planta árvores em Janeiro e essa árvore já está morta- responde o assessor, enquanto deita para o chão os copos de plástico, guardanapos e lenços de papel, que espezinha furiosamente.
A cena passa-se na série Borgen que a RTP 2 exibiu no início deste ano, mas podia ter-se passado em Portugal, a propósito da Fiscalidade Verde.
É tão hipócrita como o spot da série Borgen. Não passa de um assalto aos nossos bolsos, mascarada de defesa do ambiente.

A Murcona

Apesar de a imprensa alemã confirmar que Maria Luís pediu a Schaueble para se manter firme e duro, a ministra das finanças continua a negar essa evidência.
Talvez tenha sido por isso que, durante um comício do Bloco de Esquerda no Porto, alguém disse que a ministra estava a ser  Murcona.
O linguarejar nortenho por vezes é sublime, pela assertividade com que traduz certos estados de espírito. Não deve haver, na língua portuguesa, melhor palavra do que MURCONA para definir Marilú e os seus colegas agachados perante o imperialismo alemão.
Perdão... eu escrevi colegas? Peço desculpa, mas não quis ofender.Fui influenciado pelas declarações da própria ministra.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Começou a caça às bruxas?

Nunca tive grandes dúvidas sobre as motivações de Carlos Alexandre e Rosário Teixeira, quando decretaram a prisão preventiva de Sócrates: humilhá-lo e exibi-lo à opinião pública como trofeú que avalizasse o bom funcionamento da justiça.   (Ainda estou para perceber  se em matéria de troféus  foram Carlos Alexandre e Rosário Teixeira a aprender com Maria Luís Albuquerque e Passos Coelho, ou o contrário, mas isso agora pouco importa). 
Por outro lado, a credibilidade da ministra estava de rastos depois do Citius e da reforma(?) da justiça. A contestação dos advogados,  funcionários judiciais, procuradores e alguns juizes   à  actuação  de Paula Teixeira da Cruz não parava de aumentar, mas a promessa de um aumento dos salários dos juízes  merecia uma recompensa. Afinal não tinha sido a ministra a dizer que a impunidade tinha acabado? Carlos Alexandre estava disposto a demonstrá-lo e, sem qualquer relutância, terá escrito que se a prisão preventiva pecava, era por defeito. ( Não explicitou o juiz qual a medida que considerava justa, mas isso agora também não interessa nada)
Quando a advogada de Carlos Santos Silva escreveu um artigo demolidor no Boletim da Ordem dos Advogados, em que põe a nu as irregularidades e  arbitrariedades na detenção de Sócrates ( recordo que esteve 5 dias sem direito a tomar banho ou mudar de roupa) não merecendo qualquer reacção dos visados, tornou-se para mim ainda mais claro que havia outros objectivos na prisão de Sócrates. Responder ao artigo poderia levantar ondas e isso não convinha minimamente aos interesses da acusação.
Mas se dúvidas ainda me restassem, a entrevista de Maria José Morgado dissipou-as. Toda a gente percebeu que as fugas de informação são selectivas, canalizadas sempre para os mesmos meios de comunicação social que sempre se destacaram na propaganda contra Sócrates e tendo como objectivo criar a ideia, junto da opinião pública, de que Sócrates é culpado. No entanto, Maria José Morgado conseguiu dizer, com aquele ar sonso que todos lhe conhecemos, que as fugas de informação favorecem sempre a defesa. Não se tratou de corporativismo. Foi lata e falta de vergonha!
Hoje, logo pela manhã, ainda antes de ser comunicada a decisão de Carlos Alexandre aos advogados de defesa, já o Pasquim da Manha noticiava que Sócrates ia ficar mais três meses na cadeia.
 Pela tarde, ficamos a saber que a decisão sobre o recurso apresentado pela defesa de Sócrates foi adiada. Numa decisão que não é inédita, mas muito rara ( segundo afirma a defesa) o Tribunal da Relação pediu um parecer ao Ministério Público, o que permitirá adiar pelo menos por mais 20 dias a decisão.
Finalmente, dando por verdadeira uma notícia publicada no Jornal de Notícias, a investigação do processo Marquês está a ser alargada a outros membros do governo de Sócrates. Chegado a este ponto começo a interrogar-me, de forma ainda mais fundamentada, se  a prisão de Sócrates não é de mais amplo espectro e pretende, além de incriminar o ex-primeiro ministro, minara credibilidade do Partido Socialista, apresentando-o à opinião pública como um viveiro de corruptos. Em ano de eleições, com o PSD e o CDS em risco de serem varridos do poder, a perseguição da justiça ao Partido Socialista é uma dádiva inesperada. Assim como um penalty inventado pelo árbitro para favorecer a equipa do seu coração...
É óbvio que os juízes devem estar gratos a este governo que lhes aumentou os salários, quando todos os portugueses sofem cortes nos seus rendimentos, mas não acredito que  seja suficiente para que, em forma de agradecimento, seja desencadeada uma caça às bruxas, visando o PS. Outras intenções haverá certamente. Talvez um dia as consigamos descortinar.
Sócrates pode vir a ser julgado e justamente condenado pelos crimes de que é acusado. Não é isso que está em causa. O que é aterrador  é assistir passivamente à sistemática violação das regras da democracia, enquanto os agentes da justiça usufruem da impunidade dos seus actos, porque ninguém fiscaliza o seu "modus operandi".

Ainda bem que privatizaram os CTT!


Quando cheguei a casa,  tinha na caixa de correio um aviso dos CTT para levantar uma encomenda.  Pelo remetente, percebi logo que se tratava da minha carta de condução, cuja chegada aguardava desde Julho.  
Digamos que oito meses para renovar uma carta de condução é pouco apropriado a um país cujo governo garante estar a modernizar-se e a servir  os seus cidadãos de forma mais eficiente, mas adiante…
No dia seguinte preparei-me para ir buscar a carta de condução. Iria ter oportunidade de conhecer as novas instalações dos CTT, que agora ficam a escassos metros de minha casa, mas onde nunca tinha entrado.
Felizmente reparei a tempo que o postal mencionava o facto de o posto encerrar das 12 às 14 e as entregas só serem feitas até às 17 horas. Fiz as contas. Horário de funcionamento de 6 horas diárias ( 9 às 17 horas, com duas horas de pausa para almoço) e pensei com os meus botões “estes novos donos dos CTT são uns porreiraços. Aqui está um horário que me convinha”.
Apontei para chegar lá em cima das duas da tarde, para evitar filas, mas acabei por chegar dez minutos antes. Não havia  ninguém na fila de espera, como era normal no anterior posto. Estranhei. Talvez fosse o meu dia de sorte.  Dispus-me a esperar mas como o meu estômago, que nos últimos tempos  tem andado muito rezingão, começou   a reclamar pela ração almoçarenga, decidi ir a um restaurante onde amesendo para jantar com frequência e fica a escassos metros.
Espantado por me ver à hora do almoço, o empregado perguntou o que me levava até lá.
Expliquei-lhe que ia aos CTT em demanda da minha carta de condução mas, como ainda estava encerrado, optara por almoçar primeiro.
Vamos lá ver se hoje abre”- avisou-me o empregado
Como?  Não está aberto todos os dias? No postal que me enviaram diz que funcionam todos os dias úteis! Onde é que se viu um posto de correios abrir só alguns dias por semana?”
É o que lhe digo. Este posto só tem uma funcionária  e quando ela está doente, ou tem algum problema para resolver, fecha. Aquilo ali também tem pouco movimento. Só lá entregam cartas. Para volumes tem de ir a outro posto (noutra freguesia)!”.
Incrédulo com o que acabara de ouvir, almocei tranquilamente.  Terminado o repasto, dirigi-me ao posto dos CTT. Felizmente estava aberto e a funcionária era bastante simpática. Lá me deu o envelope com a carta de condução.
Pelos vistos tive mesmo sorte. Uns dias  depois, passei por lá e pude constatar que estava encerrado. Aviso com os motivos  do encerramento, nem vê-lo. 
Porreiro, pá! Agora, ir aos correios é uma espécie de lotaria. Pode estar aberto, mas também pode não estar. Isto dá uma certa animação à coisa e tenho de agradecer ao coelho por ter privatizado os CTT. É que quando era uma empresa pública tínhamos a certeza que os postos estavam abertos todos os dias e era uma pasmaceira. 

Será o governo cumpridor a pagar esta dívida?

Apesar de andar por aí alguma comunicação social a dar a volta ao texto, enganando os leitores com pequenos subterfúgios linguísticos, a verdade é que já vários Tribunais obrigaram o Estado a readmitir funcionários públicos que  foram enviados para a requalificação ( leia-se: despedimento sem direito a subsídio de desemprego) .
Agora só falta saber se o governo reintegra esses funcionários, lhes dá trabalho e, mais importante ainda… se lhes paga!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Professor Bambo? Não! Professor Bimbo



Marcelo Rebelo de Sousa reconheceu, sem o admitir, que também foi “tocado” pelo espírito carnavalesco e sentiu a falta da tolerância de ponto. Na terça –feira de manhã  ficou a  gazetear trabalhar em casa e à tarde foi dar aulas  mas, talvez por se tratar de um dia especial, em vez de vir para Lisboa, pela A5, veio pela Marginal.  
E o que viu  o professor Marcelo nessa sua viagem à beira mar?  Praias a abarrotar de gente. Só que não era uma gente qualquer. Eram funcionários públicos que habilmente prolongaram a hora do almoço para se baldarem ao trabalho ( Malandros!)  e mitigar assim um pouco a perda da tolerância de ponto- asseverava ontem o professor na sua homilia dominical.
Ao idenfiticar as  centenas de pessoas nas praias da Linha, como  funcionários públicos, Marcelo quis dar uma de Professor Bambo, entrando na arte da adivinhação, mas comportou-se como professor Bimbo. 
Aquelas pessoas que estavam nos areais de Carcavelos não poderiam ser desempregados? funcionárioas autárquicos de empresas privadas e autarquias que não trabalharam?  Não! Marcelo garante que eram funcionários públicos. Identificou-os com a mesma perspicácia com que, servindo de guarda costas a Pedro Soares Martinez, na Faculdade de Direito, olhava para os colegas grevistas, enquanto o mestre(?) vociferava:
 “ Vocês vão arrepender-se! Eu fixo-vos a todos!” 
Marcelo  começa  a tornar-se ridículo. Para defender o governo das asneiras que semanalmente comete, diz repetidamente que o problema é a falta de estratégia de comunicação. Para o professor Bimbo, perdão, Marcelo, o problema do governo não é cometer erros, é não saber comunicar de forma correcta, de modo a  transformar os erros em medidas  fantásticas, junto da opinião pública.
Quem aprendeu a cartilha do Estado Novo, nunca esquece. Marcelo é a prova disso. No entanto, se mantém o desejo de ser candidato a Belém, também ele deve mudar rapidamente a estratégia comunicacional durante as homilias dominicais.  Começa a ser penoso ouvi-lo e, não tarda nada, ainda antes de se candidatar a Belém, já haverá muita gente a reclamar o que suplica em relação a Cavaco: alguém o ajude a terminar, com dignidade, a função de comentador.

Colegas são as putas, senhora ministra!





Judite de Sousa: A senhora ministra sente-se uma boa aluna do ministro das finanças alemão?
Maria Luís Albuquerque: Não sou boa aluna, sou colega do ministro Schaueble e dos outros ministros das finanças.

Ó senhora ministra! Quando cumpri o serviço militar aprendi, ainda durante a recruta,que nunca devíamos chamar colegas aos nossos camaradas de armas porque colegas são as putas.
Por ter descurado o aviso, apanhei um castigo e fiquei um fim de semana dentro do quartel.
Estando Vocelência ao serviço do exército alemão já devia ter aprendido a terminologia adequada e não chamar colegas aos seus camaradas de armas que lutam pela manutenção da paz austeridade na Europa. Além disso, sendo Vocelência perita na arte de abanar o rabo perante Schaueble, a resposta dada a Judite de Sousa, na TVI, é ainda mais comprometedora.
Vá lá, senhora ministra. Se não quer chamar camarada ao Schaueble, chame-lhe pelo menos guru, guia espiritual, ou o que quiser. Tudo menos colega, para que não seja mal interpretada.

Façam as vossas apostas

Está prestes a começar a cerimónia dos Óscares. Ou melhor: o longo desfile de vedetas na passadeira vermelha, porque a divulgação dos vencedores começará muito mais tarde e só deve terminar cerca das 6 da manhã.
Nos últimos dois anos não tive oportunidade de ver a maioria dos filmes, antes da decisão dos juris, mas este ano vi todos os nomeados que já estrearam em Portugal  e volto escolher os meus favoritos nas principais categorias.

Melhor filme. Boyhood e Birdman
Melhor realizador : Alejandro Iñarritu ( Birdman) e Richard Linklater (Boyhood)
Melhor actor principal: Embora todos apostem em Eddie Redmayne ( A Teoria de Tudo), eu uso aqui a minha zebra e elejo Cumberbatch ( O Jogo da Imitação). 
Melhor actriz principal: Julianne Moore ( O Meu Nome é Alice)
Melhor actor secundário: Edward Norton (Birdman)
Melhor Actriz Secundária: Patrícia Arquette ( Boyhood)
Melhor  Argumento original: Wes Anderson ( Grande Budapest Hotel)
Melhor Argumento adaptado: Graham Moore ( O Jogo da Imitação)


Há nas minhas  escolhas alguma coisa de errado? Há. Onde encaixar American Sniper, um filme que a Academia não deixará de distinguir? Uma ou outra estatueta técnica ser-lhe-á atribuída. Pessoalmente, preferia que saísse de mãos a abanar, como o grande derrotado da noite. 
Sorry, Clint, mas quem te mandou fazer um filme de pechisbeque, para impressionar americano?

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Bibó Porto (38) - Uma praça multiusos


Quando eu vivia no Porto a Praça D. João I – situada em plena Baixa- era onde  ia apanhar o autocarro para regressar a casa ( Sim , um igual àquele verde de dois andares que se vê no postal).  Em dias de chuva abrigava-me nas arcadas fronteiras ou tomava um cimbalino no Rialto, enquanto esperava a chegada do autocarro.
Ladeada pelo Rivoli e pela Rua Sá da Bandeira e escoltada pelo Palácio Atlântico ( do então Banco Português do Atlântico) e pelo edifício Rialto, a praça D. João I foi mudando de fisionomia ao longo dos anos, sendo a transformação operada em 2001 a mais significativa, quando foi retirada a fonte central
Hoje é um local onde decorrem diversos eventos. Quando passar por lá, tanto pode encontrar uma praça despida, como transformada em pista de gelo, estádio de futebol, galeria de arte, feira de artesanato, ou mesmo  centro de acolhimento do Festival da Francesinha.


 Embora não tenha grande interesse turístico, quando lá não decorrem eventos, a Praça D. João I foi, em 1965, palco de uma revolução extraordinária que passou despercebida no país, apesar de ter sido percursora de uma nova era, que se iniciaria  duas décadas mais tarde. Sabe qual foi essa "revolução"?

Flic flac à retaguarda



Não percebo a razão de andar por aí tanta gente revoltada com as reacções do governo( especialmente de Passos Coelho e Marilú) à confissão de Juncker.
Só uma pessoa com um mínimo de dignidade consegue perceber o que é ser humilhado. Ora dignidade  é uma coisa que ninguém neste governo sabe o que é, porque estão todos habituados a andar de côcoras a pedir favorzinhos.
Já quando, fechado o acordo  entre a UE e a Grécia, a dupla de trapezistas Marilu/ Coelho exibiu outro número em que é especialista: um flic flac à retaguarda. Apesar de ser um número muito mal conseguido, no final arreganharam  a taxa  naquele  convicto  sorriso plástico e apontaram para Rui Machete, em jeito de agradecimento, por lhes ter dado a deixa, previamente combinada.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Sombras de G(r)ay ( versão alentejana)



Há já alguns anos que quatro amigos alentejanos aproveitam a época de carnaval para  ir pescar. Durante três dias  montam um acampamento junto a uma albufeira e assim assinalam a data.
Apesar de três deles serem funcionários públicos,  trabalham em câmaras cujos presidentes têm um bocadinho mais de visão do que o pm pelo que, indiferentes às patacoadas coelheiras, dão tolerância de ponto na terça feira de Carnaval.
Este ano, a mulher do João bateu o pé e disse que ele não ia. Profundamente desapontado, telefonou aos companheiros e disse-lhes que, desta vez, não podia ir porque a mulher não deixava.
Dois dias depois, os outros chegaram ao local do acampamento e, muito surpreendidos, encontraram lá o João à espera deles e com a sua tenda já armada.
- Atão, João, como é que conseguiste convencer a tua patroa a deixar-te vir?
-  Foi um gay que me salvou. 
- Um gay, João? Atão tu dás-te com essa gente?
Eu, não. É a minha mulher. Ontem foi  ver o filme "As Cinquenta Sombras do Gay" e à noite arrastou-me para o quarto. Na cama, havia algemas e cordas!
Mandou-me algemá-la e amarrá-la à cama e depois disse: Agora, faz tudo o que quiseres...
E eu assim fiz: VIM PESCARI !

AVISO IMPORTANTE: Se não gostou da brincadeira, então sugiro-lhe que veja aqui imagens inéditas do filme, que não passarão nas salas de cinema

O problema é o senhorio!

O Instituto Português de Administração e Marketing (Aveiro) em colaboração com a Universidade Rey Juan  Carlos (Madrid) vai realizar um estudo para avaliar a satisfação das pessoas com as cidades onde vivem.
Como nunca me interrogam sobre estas coisas ( normalmente só sou chateado pela DECO e por empresas de marketing directo) deixo aqui a minha opinião.
Neste edifício Portugal, sinto-me bem na maioria dos apartamentos (as cidades portuguesas). O meu grande problema - para além do excessivo silêncio dos inquilinos- é mesmo o senhorio e os gestores do condomínio. São do piorio! Despediram a porteira, cortaram a luz, o gás e a água, o elevador só funciona durante as horas de ponta e apenas nos dias úteis. Dizem eles que fizeram os cortes, porque estamos todos a viver em apartamentos de luxo e pagamos rendas de águas furtadas.
Mesmo admitindo que tenham  razão, nada justifica que se abotoem com as rendas dos condóminos e as entreguem a uma D. Branca alemã, em vez de investir em obras para evitar a degradação do edifício.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Bronca em Hollywood! Divulgado o nome do vencedor do Óscar 2015 para melhor actor!


Não sei como Hollywood reagirá a esta inconfidência da  Wikipédia, horas antes da divulgação oficial. 
Fico muito honrado com a distinção, mas desapontado com a revelação, pois gostaria de manter o suspense até ao último minuto. 
Espero que Cavaco não me mande os parabéns, nem queira condecorar-me, porque isso seria uma ofensa.

As vantagens de ir ao barbeiro



Quem fequenta boas Barbearias anda sempre  bem informado. Devo confessar que, com tantos aumentos que este governo fez, me tinha escapado o aumento do mês de Fevereiro para 31 dias. Felizmente ao sr. Luís não lhe escapa nada. Obrigado ao Luís Novais Tito  por me ter avisado

Já cheira a Primavera!

Não me refiro à Primavera sazonal que nos traz as andorinhas, faz desabrochar as flores e nos aguça os sentidos. Refiro-me àquela Primavera que um grupo de néscios  cantou em folhas de jornais, de forma exultante e comovida, como sendo portadora da democracia e da liberdade para povos oprimidos. Como o da Líbia, por exemplo, que viveria em terras de mel, depois de ver jorrar o sangue  do ditador  Kadhaffi pelas ruas de Tripolí.
Pois esse momento histórico  tão enaltecido pelos néscios que tinham tanta fé na Primavera Árabe e acreditam que a democracia é tão exportável como os tomates e as abóboras,  chegou finalmente à Líbia.  
Os criminosos tresloucados do ISIS estão apenas a 300 quilómetros da costa italiana e, diariamente, entram na Europa disfarçados de imigrantes, ou morrem nas águas do Mediterrâneo.
Não sei se esses néscios continuam a vibrar intensamente com o sucesso da Primavera Árabe. Provavelmente, não. Alguns até já esqueceram as tonterias que escrevinharam em jornais e blogs. O que agora os preocupa é a vitória dos loucos do Syriza.  
Eles nunca vão perceber a diferença entre democracia e vender ilusões, dando tiros no escuro

O senhor Guedes importa-se de ir dar banho ao cão?


As declarações de Jean Claude Juncker não valem um chavo. Resumem-se a isto:
“Sim, padre, pequei, estou muito arrependido e peço perdão. Pode dar-me a absolvição, porque eu quero pecar outra vez?”
Aliás, vai ser curioso ver a reacção de Juncker se o paraplégico que exibe Marilú como troféu de guerra, continuar  obstinado em humilhar os gregos. Amouxa e daqui a uns meses volta a ajoelhar no confessionário, como fizeram Gaspar,  Marilú  e Coelho ou como está a fazer Hollande.
Não pensava, por isso, abordar o assunto. Só que ao ouvir as declarações de Marques Guedes, senti subir uma coisa por mim acima. Se o tivesse à mão  cerrava o punho e mandava-lhe uma lufada de ar fresco no trombil.
Não me espanta que Coelho, Marilú ou Gaspar olhem para os números da pobreza, do desemprego, da emigração forçada de jovens e para a destruição da classe média com absoluta indiferença. Não têm dignidade sequer para ser gente, porque passaram a vida de cócoras, mendigando benesses, por isso o sofrimento dos outros nada lhes diz.
Pensava eu que Marques Guedes era diferente e sempre lhe concedi o estatuto de pessoa. Parece que me enganei. Marques Guedes assumiu-se como  porta voz do governo e manifestou a sua indignação pelo facto de Juncker ter admitido que a troika tinha atentado contra a dignidade do povo português.
Pois fique sabendo, senhor ministro, que não foi só a troika a atentar contra a dignidade dos portugueses. Foi também o governo de miseráveis de que o senhor faz parte.
Só um animal seria capaz de proferir estas declarações que, acima de tudo, são um insulto a todos os portugueses  que sofrem, por causa de um grupo de trafulhas que formou governo, simplesmente porque mentiu ao povo para se fazer eleger.
Assim sendo, a única coisa que posso pedir ao sr. Marques Guedes é  que vá dar banho ao cão. Ou à merda. Para baixar as calças  ao Schaueble e ajoelhar é que não lhe peço. Já há gente demais na fila e, em virtude da sua avançada idade, ficar de pé à espera de vez não lhe faz nada bem à saúde.

A Alemanha e o amor aos animais

A Alemanha considerou o pedido grego como um "Cavalo de Tróia"
Já a posição  do governo português foi considerada - segundo fonte próxima de Schaueble- um chupa cabras europeu

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Ora vamos lá a outro "supônhamos"

Agora que os deputados aprovaram por unanimidade novas medidas anti corrupção, pus-me a divagar e fazer um exercício:
Vamos supor que  há corrupção na justiça portuguesa 
Num país minado pela corrupção, onde a maioria dos casos prescreve e os arguidos continuam a sua vida alegremente, não se pode colocar de lado a existência de corrupção na justiça.
Se já sabemos que a justiça em Portugal é lerda, iníqua e complexa, o que impede de colocar a hipótese de também ser corrupta?
Mas, se houver corrupção, quem é que vai investigar juizes e procuradores corruptos? E quem os vai condenar? 
Corrupção na justiça portuguesa? O tema daria um bom filme. Ou uma sequela da série televisiva "La Piovra".

Sobre o estado do socialismo na Europa

Olhamos para os partidos socialistas europeus que no início deste século tinham alguma relevância  e o que vemos?
- Na Grécia o PASOK desapareceu;
- Em Espanha, as sondagens reservam ao PSOE um pouco honroso 3º ou 4º lugar nas legislativas do Outono;
- Em Itália ainda não se percebeu o que quer Renzi, que se proclama do socialismo democrático, seja lá o que isso for. Depois de uns arrufos com Merkel, no início do mandato, meteu a vioal no saco e remeteu-se ao silêncio;
- O Eurogrupo é presidido por um socialista holandês que se comporta como um canalha. Depois de ter acordado com Varoufakis a assinatura de um documento que em parte satisfazia as pretensões gregas, cedeu às pressões da Alemanha e retirou-o momentos antes do início da reunião do Eurogrupo de segunda feira ;
- Em França, o PSF é uma corja que se presta a estas cenas pouco edificantes
Com amigos destes na Europa, que futuro espera o PS português? Será que a máxima de António Costa " se pensarmos como a direita pensa acabaremos a governar como a direita governou" é para levar a sério e Costa cumprirá a promessa de romper com a política da direita? Os exemplos acima citados deixam-me com poouca esperança, mas a verdade é que a esperança é a última a morrer

Zé das Medalhas



Cavaco Silva anda numa onda de medalhar tudo quanto lhe aparece à frente, antes de se retirar para o Poço de onde - para bem do país- nunca devia ter saído.
Talvez receoso que os seus velhos amigos a contas com a justiça se esqueçam dele, assim que abandone Belém, ou porque cada medalha que sai, é receita que entra ( pensavam que as medalhinhas eram à borla, é?) Cavaco está a esgotar o stock medalhístico. 
Creio, por isso, ser justo atribuir também um título ao senhor. Zé das Medalhas parece-me apropriado. 
Gostaria no entanto de avisar os meus leitores que, no caso de algum ser chamado pelo ordenança ao serviço do medalheiro, para receber uma coleira, pense duas vezes antes de aceitar.
Contava-me o meu avô materno que nos finais da monarquia o regime desatou a condecorar toda a gente por dá cá aquela palha. Alguns republicanos terão então lançado este delicioso dixote:
“Foge, cão, que ainda te fazem barão!
Mas fujo para onde, se lá me fazem visconde?”

A insustentável leveza da pantomina

Portas andou quatro anos a anunciar a reforma de Estado. Chegou a garantir que estava feita e seria posta em prática em 2014.
Agora, tem a distinta lata, falta de vergonha e desfaçatez de anunciar que espera pelo próximo mandato para avançar com a reforma do Estado.


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

É tudo muito relativo...

Se ele fosse trolha era um tarado e se ela  fosse  empregada doméstica, era uma puta. 
Mas se ela tiver 12 mil dólares para pagar a um prostituto, é divertimento de luxo. Ou experiência radical.

O Carnaval já acabou, senhora ministra

Para mascarar um relatório da ONU que conclui que a justiça em Portugal é lenta, cara iníqua e pouco clara, Paula Teixeira da Cruz mandou fazer um estudo ( leia-se: contratou uns amigos que serão  pagos pelo contribuinte para dizerem o que ela quer ouvir) que conclui exactamente o contrário:a a justiça é rápida e acessível a todos.
Eu compreendo que a ministra ande com necessidade de massajar o ego, mas pedir aos contribuintes portugueses  que paguem massagens à ministra, parece-me abusivo. Até porque a realidade é muito mais esclarecedora do que quaisquer estudos que a senhora ministra encomende aos seus amigos.

A senhora Procuradora também acha que pimenta no cú dos outros é refresco?




Só na segunda-feira à noite tive conhecimento do artigo que a advogada de Carlos Santos Silva escreveu no Boletim da Ordem dos Advogados. Um artigo demolidor que expõe os podres da justiça, as ilegalidades, a prepotência de juízes e procuradores que agem fora da lei mas, acima de tudo, me assusta e  amedronta.   
Tratando-se de um assunto de grande importância, susceptível de gerar acesa polémica, estranho que Marcelo Rebelo de Sousa não o tenha abordado e  fico estupefacto com o silêncio quer na comunicação social, quer nas redes sociais, sobre um tema que devia indignar e arrepiar os cabelos a qualquer cidadão minimamente consciente.
Outro caso cujo silêncio é ensurdecedor é o de Mário Machado. O líder da extrema direita tuga admitiu ao Pasquim da Manhã e respectivo canal televisivo que, na companhia de dois amigos, assaltou a casa de um tio de Sócrates, a pedido de um membro do governo actual. O objectivo seria sacar uns documentos para entregar à Procuradoria.
Este caso parece-me tão inverosímil, que  me recuso a dar-lhe crédito.  Prefiro considerá-lo como uma bravata de Mário Machado. Surpreende-me, porém, que também sobre ele se tenha abatido o silêncio e que os visados não tenham reagido, nem que fosse para dizerem que era uma estupidez sem pés nem cabeça.
Eis senão quando (tam,tarantan) me lembro que na véspera destes casos serem tornados públicos a senhora Procuradora Geral da República solicitou aos magistrados e demais agentes da justiça, para não reagirem a notícias que venham nos jornais sobre casos em segredo de justiça.
Das duas uma. Ou Joana Marques Vidal anda a ler Margarida Rebelo Pinto, ou foi informada previamente sobre o artigo de Paula Lourenço  e a entrevista de Manuel Machado, tendo imediatamente rompido o habitual silêncio para pedir que ninguém levantasse ondas. Toda a gente acatou as suas ordens. Incluindo a comunicação social. E Marcelo Rebelo de Sousa, futuro candidato a Belém. 
É óbvio que há uma conjugação de esforços para tentar fazer esquecer o caso Sócrates.  Silenciar as notícias que possam  colocar em causa a legalidade da detenção e levantem fortes suspeitas sobre a actuação do juiz e do procurador, permitirá a ambos continuarem a cometer ilegalidades.
Percebe-se a quem interessa e a quem aproveita esse esquecimento. Não se percebe é que as pessoas fiquem indiferentes a métodos que fazem lembrar a antiga PIDE ou as prisões arbitrárias do COPCON que tanto enxofraram a escumalha dos partidos que  estão hoje no poder.
Quando a loira da passa vier dizer que teme pela separação de poderes, se o PS um dia for governo, eu mostro-lhe a entrevista de Manuel Machado e peço-lhe a opinião.

Afinal há dinheiro!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Martelo,O Rei da Bimbalhada



 Se Marcelo chegar a Belém, Cavaco tem sucessão assegurada no Reino da Bimbalhada. Só lhe falta a fatia de bolo rei.

Deve ter sido por andar a brincar ao Carnaval que  não teve tempo para comentar o artigo da advogada de Carlos Santos Silva, que mete a justiça no cano de esgoto.
Ó prof Martelo, quer um conselho? Em vez de se mascarar de careto, vista antes um vestido preto. Com isso não me comprometo, lembra-se?

Entretanto em França, o PS põe mais uma pedra no túmulo da democracia

O PS francês mandou a democracia às malvas. Não tendo conseguido fazer aprovar uma lei de modernização da economia ( leia-se: simplificação dos despedimentos, retirada de poder aos reguladores, autorização de trabalho aos domingos, destruição do estado social) o pm Valls anunciou que vai recorrer a um artigo da Constituição que permite a aprovação de um diploma rejeitado pela Assembleia Nacional.
A oposição reagiu, apresentando uma moção de censura. Se os 30 deputados socialistas que rejeitaram a lei Valls  apoiassem a moção de censura o governo cairia e teriam de ser convocadas novas eleições. 
Tudo indica, porém, que os 30 deputados socialistas vão votar contra a moção de censura, pois as sondagens apontam para uma vitória eleitoral da extrema direita.
Marine Le Pen não se importa de esperar. Se a Europa continuar a comportar-se como uma turma de idiotas, acocorada aos ditames de um paraplégico bêbado, em 2017 chegará facilmente ao poder. Se em 2017 ainda houver Europa, bem entendido.

Alô Berlin, Sie haben ein Problem!



O casal de chulecos alemão não  fez um ultimato à Grécia. Fez um ultimato à Europa. O  paraplégico foi bem claro: a Alemanha não aceita a democracia. Já tinha sido assim quando obrigaram a Irlanda a votar duas vezes um  Tratado Europeu, mas ninguém ligou.
Agora é mais grave. A Grécia é o berço da democracia. Se a matarem, vão matar a Europa
Tsipras até pode ceder ao ultimato ( o que duvido) mas, se o fizer, estará apenas a ganhar tempo. Antes do Verão terá saído do Euro e da NATO e, muito provavelmente,  irá entregar-se nos braços de Putin, arrastando a Europa para uma crise ainda mais profunda, que poderá terminar muito mal.
O casal  que gere o bordel em que a Europa se transformou está a jogar a roleta russa e tem vistas curtas. Só tem olhos para o  cofre onde amealha o dinheiro roubado aos povos dos países europeus do sul e não vê que a casa está a ser assaltada. 
A Ucrânia era um país democrático, mas estava fora do controlo do casal? O par criminoso arranjou maneira de derrubar o governo, impor uma ditadura e acabou a lançar a Ucrânia para uma guerra. Agora querem a toda a pressa negociar a paz. Durou 24 horas e a guerra a Leste pode propagar-se. 
Hoje, Putin vai a Budapeste assinar importantes acordos energéticos e o governo húngaro já foi bem claro: a Europa Ocidental não nos dá nada, temos de nos virar para Leste.
A Hungria pode abrir mais uma brecha na " unidade" (?) europeia e Putin agradece. Marine Le Pen e os ingleses do UKIP também. Se o referendo em Inglaterra ditar a saída da UE, adeus Europa. Mas esse seria o mal menor. O pior é que o desmembramento da Europa não se fará de forma pacífica. 
Vocês têm um problema, agiotas berlinenses. A vossa ganância vai ter consequências gravíssimas para a Europa. Estou confiante que, à terceira vez,  a Europa ( e o mundo) aprenderá que vocês  não  merecem mais nenhuma oportunidade. São uns arruaceiros de merda, uns nazis incorrigíveis e serial killers que sugam o sangue das vítimas.
Vocês estão programados para jogar roleta russa mas, quem tem o vício de jogar à roleta russa, um dia  f...-se.
Espero que tenha chegado a vossa vez!
Este post não tem nada a ver com o povo alemão. Os alemães apenas foram ingénuos quando elegeram um governo de assassinos irresponsáveis. Claro que muitos  não foram ingénuos e estão muito satisfeitos com o governo que têm. Mas isso é normal.Hitler também tinha mais apoiantes do que adversários.

Um dia à imagem do governo

Hoje é o dia em que dois terços do país não trabalha e um terço finge que está a trabalhar. 
É o dia em que os privados, enquanto gozam a folga, aproveitam para dizer que é muito bem feito que os funcionários públicos ( praticamente só os da administração central, porque dois terços das autarquias marimbaram-se para as ordens do governo) estejam a trabalhar, porque são uns calaceiros, pouco produtivos e têm salários exorbitantes.
Proponho que Terça feira de Carnaval passe a ser o Dia Nacional da Inveja. Ou da estupidez tuga.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Que máscara escolheria se quisesse disfarçar-se de PR?





Cabeça de abóbora , como o Tomás


ou Alcagoita de Boliqueime como o Cavaco?

Estás mesmo a pedi-las,pá!



Ontem o partido de Merkel levou uma banhada nas eleições regionais em Hamburgo.
Hoje, irritado, este chulo que vive da exploração dos países do sul,  veio tecer considerações sobre o povo grego que estão ao nível dos mais execráveis ditadores.
Quem não respeita as decisões democráticas não tem lugar neste Europa.
Schaueble está mesmo a pedir um correctivo que o tire definitivamente da cadeira de rodas. É que, não tarda nada, está a fazer as mesmas advertências aos espanhóis, portugueses e todos os que votarem contra um governo de chulos que quer dominar a Europa, à custa do empobrecimento dos povos que não lhes prestem vassalagem.
Há 70 anos, a Alemanha era derrotada e deixava um calote à Europa que nunca pagou. Com que moral é que estes cabrões obrigam um país a vergar-se à miséria?
Está na altura de meter a Alemanha outra vez nos eixos, antes que ponha a Europa a ferro e fogo. Já não basta à dupla alemã ( com o apoio do minorca gaulês) ter pegado fogo à Ucrânia?

SMS para António Costa

Nada tenho contra o SL Benfica, mas o perdão de 1,8 milhões de euros ao clube e a concessão de um período especial para legalizar edifícios construídos à margem da lei parece-me uma mensagem clara aos portugueses.
Ao defender que a medida vai ao encontro do que foi seguido em relação a outros clubes, António Costa está a dizer que, sendo primeiro ministro, seguirá a prática do "direito consuetudinário"? Então estamos muito mal e percebe-se melhor a razão de o PS não descolar nas sondagens.

Não digam que não avisei (7)

Se hoje( ou nas próximas semanas) o Eurogrupo chegar a acordo com o governo grego, Passos Coelho - com o apoio do desconchavado de Cavaco- vai aproveitar para aplicar mais umas medidas de austeridade e dizer que foi culpa do  Syriza.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

As sombras de Grey ( versão tuga)


Brincar às sombras de Grey? Deves estar parvo, Pedro!



Só uma vez, vá lá...


Tá bem.  estou bem assim?


Estes dois vão fazer alguma para tramar o povo! Se eu ainda fosse SG do PS tirava uma fotografia e mandava para o CM


Ó Maria, anda cá depressa! Tu estás a ver isto?


Estou a ver estou... nunca mais te deixo presidir ao Conselho de Ministros

Olha a lambisgóia! O que ela tem é inveja. Bah!

Bibó Porto(37)


Serralves não precisa de apresentações. Os seus magníficos jardins a as credenciais internacionais do Museu falam por si.