terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Qual é o espanto?

Está toda a gente muito admirada porque o Syriza se aliou com um partido de direita. Com o exagero do costume, alguns jornalistas e comentadores apressaram-se dizer que a Grécia vai ser governada por uma coligação entre um partido de esquerda radical, com outro de direita radical. Diria que são opiniões radicais. Mas adiante... 
O que eu não percebo é a razão de tanto espanto. Basta olhar para a nossa História recente e encontramos uma aliança espúria entre o Bloco de Esquerda e o CDS para derrubar um governo socialista e muitos dos comentadores e jornalistas que hoje se espantam com a aliança grega, estiveram na fila da frente a aplaudir a decisão.
Há uma grande diferença? Pois há. Por cá tivemos uma coligação negativa que prejudicou os portugueses. Na Grécia, mesmo que a aliança  dê mau resultado e não passe de um grande susto, vai obrigar a senhora Merkel e as instâncias europeias a rever as suas posições sobre a austeridade, com influência positiva no modus vivendi dos gregos.

7 comentários:

  1. A senhora Merkel anda já há muito tempo com vontade de dar um pontapé no cú dos gregos, por isso, a victória do Syriza vem mesmo a calhar.

    Eu também votava no Syriza porque o partido vai devolver o poder ao povo, não aos bancos.

    INFELIZMENTE, um António Luís Santos da Costa não é ALEXIS TSIPRAS — o jovem carismático e pragmático Primeiro Ministro da Grécia do FUTURO.

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    1. Ela está desejando lixar os gregos, desde que os obrigou a um resgate para salvar os bancos alemães. Mas apesar dela negociar com muitos países extra-comunitários, a vida dela não está fácil.

      P.S. - Vi agora que o graveto comemorou vários fadistas, para sacudir a merda que fez em relação a Carlos do Carmo. Ao seu lado não faltava a sua mandatária juvenil da campanha - Kátia Guerreiro. Que verme tão miserável, vingativo e mesquinho que é este ente que elegeram.

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    2. Ela está desejando lixar os gregos, desde que os obrigou a um resgate para salvar os bancos alemães. Mas apesar dela negociar com muitos países extra-comunitários, a vida dela não está fácil.

      P.S. - Vi agora que o graveto comemorou vários fadistas, para sacudir a merda que fez em relação a Carlos do Carmo. Ao seu lado não faltava a sua mandatária juvenil da campanha - Kátia Guerreiro. Que verme tão miserável, vingativo e mesquinho que é este ente que elegeram.

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  2. «Qual é o espanto? »

    Há sempre algum espanto ou um espanto inicial quando vemos um movimento de extrema-esquerda coligar-se com um partido de extrema-direita. Era como se em Portugal o Bloco de Esquerda ganhasse as eleições a seguir se fosse coligar com o PNR. É sempre uma aliança contranatura.

    No entanto pelo que eu li e vi na TV, esta aliança é apenas limitada a alguns pontos, como:
    1.º ponto: O fim da política de austeridade.
    2.º ponto: Renegociação da dívida externa grega.
    3.º ponto: A política de defesa fica a cargo do partido de extrema-direita. que assim de certo modo sossega os militares gregos, que tradicionalmente são de extrema-direita e que podiam recear uma eventual saída da Grécia da NATO.
    4.º Ponto: A administração interna, fica a cargo do partido de extrema-direita, no entanto a sua acção fica limitada à gestão corrente deste ministério. Estando expressamente proibida a expulsão arbitraria de qualquer estrangeiro da Grécia.

    Em tudo o resto os dois partidos mantem a sua autonomia, podendo defender os seus programas e pontos de vista. Tendo em conta isto, fica espantado sim, mas é por não haver mais alianças destas por essa Europa fora. A começar aqui por nós em Portugal.

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  3. Eles não são extremistas. Não há 36% de extremistas. Eles são patriotas para mostrar que estão unidos na defesa da Grécia, que foi espoliada pelos alemães e franceses, para além dos clãs gregos que enriqueceram por todos os meios. A maioria dos jornalistas daqui é que não sabe o que dizer, nem escrever, para agradar à voz do dono. A (des)informação só serve para baralhar. Hoje já ninguém aprofunda nada. Vê-se até por alguns comentários. Até há quem não conheça o papel do malvado Stalin, nas negociações no fim da 2ª. GG. Alguns falam da conferência de Yalta, mas há muito mais do que isso.

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  4. A grande diferença é que a aliança na Grécia vai dar origem a um governo.
    Com que programa??

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  5. Sim, é bom não esquecer essa "santa aliança" para derrubar o governo de Sócrates - uma vergonha!

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