quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

E se não for incompetência, mas sim vingança programada?

O DN de ontem noticiava que o juiz Carlos Alexandre escreveu, no despacho que determina a prisão preventiva de Sócrates," a medida aplicada , a pecar, não é por excesso".
Sinceramente, não acredito que isso seja verdade porque, a confirmar-se , quer dizer que Carlos Alexandre enlouqueceu ou, na melhor das hipóteses, é um canalha.
De qualquer modo, lamento o silêncio em volta desta suspeição. Porque não é só um juiz que está em causa. É a justiça no seu todo. Quando um juiz considera que a prisão de alguém baseada em suposições é uma medida demasiado branda, não estamos a regressar ao fascismo. Estamos perante o livre arbítrio nas decisões judiciais. Lamentável, por isso, que Carlos Alexandre não tenha reagido imediatamente e negado a veracidade da notícia. Deixar que a opinião pública formule a convicção de que um super juiz enlouqueceu, ou age por vingança, é demasiado grave para que ele se remeta ao silêncio.
Aqui chegado, não resisto a ser um pouco mais maquiavélico. E se o escândalo da colocação dos professores, o colapso do Citius, o descrédito da justiça no seu todo, as fugas de informação e o caos na Saúde não forem erros resultantes da incompetência dos ministros, mas algo programado que visa desacreditar o sistema democrático e empurrar o país para uma deriva totalitária?
A hipótese pode parecer maquiavélico mas analisando a actuação do PR neste segundo mandato ( é bom nunca esquecer que ele  declarou, por escrito, sentir-se bem no regime do Estado Novo) e o espírito de vingança sempre presente em Passos Coelho, nas medidas que toma para empobrecer e humilhar os portugueses, não me parece totalmente descabido acreditar  na sua veracidade. Como lembra a defesa de Sócrates no recurso para o Tribunal da Relação de Lisboa : " (Vivemos) Tempos perigosos em que um juiz se permite julgar insuficiente a prisão de um presumido inocente".

6 comentários:

  1. Desde que ouvi Passo Coelho afirmar que iria além da Troika e que tinha como objectivo empobrecer Portugal tenho a certa certeza de que o que ele , o reformado de Boliqueime e todos os que os apoiam é a destruição do país e de tudo quanto seja serviço público.

    Quanto à Justiça portuguesa está de rastos , porque além da perseguição a Sócrates(independentemente da sua inocência ou culpa) , a sentença de Duarte Lima é indecente na sua justificação e irem buscar Ricardo Salgado com grande espalhafato é inadmissivel!!

    Fica bem, amigo

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  2. Anda mal, de facto, a Justiça.
    Neste caso, não me parece que o termo 'seriedade' tenha estado ou esteja a ser usado.
    É importante que se deixe de brincar às 'justiças' e aos 'justiceiros'.

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  3. No reinado que actualmente se vive em Portugal,tudo é possível Amigo Carlos de Oliveira,tudo é possível e um par de botas!(...)

    O que surpreende, é a letargia existente em torno de tão abjeta realidade.Será que na realidade,somos assim tão mansos?Ou existe um processo outro ainda em fase de maturação?Como eu gostava de os ver correr amigo,como eu gostava...Eu,que já os vi correr uma vez:merdosos,cobardes,babados até à cintura e da cintura para baixo todos mijados e chorosos.Pobres ratos em debandada a céu aberto.Como eu gostava!(...)

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  4. Não acredito em derivas totalitárias,
    Não teriam qualquer sucesso, como não o tiveram quando foram tentadas.

    Postos isto, e vestindo a pele de jurista, ficaria muito surpreendido, e até assustado, se um Juiz viesse publicamente esclarecer pormenores de um caso que está em curso e, como tal, sujeito ao segredo de justiça.
    Seja o arguido o Sócrates ou outro qualquer.
    Era o que faltava!

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  5. Que vivemos tempos perigosos é uma verdade, mas daí até à deriva totalitária ainda via um grande passo que, nas actuais circunstâncias, nem Pedro ,nem Paulo, nem Aníbal estão em condições de dar. Felizmente. Quanto ao alexandre: se ele escreveu o que veio a público, o Conselho Superior da Magistratura não pode deixar de tomar posição. A ser verdade, repito, o fulano não tem condições para ser juiz.

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  6. Que vivemos tempos perigosos é uma verdade, mas daí até à deriva totalitária ainda via um grande passo que, nas actuais circunstâncias, nem Pedro ,nem Paulo, nem Aníbal estão em condições de dar. Felizmente. Quanto ao alexandre: se ele escreveu o que veio a público, o Conselho Superior da Magistratura não pode deixar de tomar posição. A ser verdade, repito, o fulano não tem condições para ser juiz.

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