sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Cambalachos à grega




É um vale tudo para que o Syriza não vença as eleições na Grécia.
Mais de cem mil jovens  que fizeram 18 anos em 2014 estão impedidos de votar no próximo domingo, porque o governo recusou-se a fazer a actualização dos cadernos elitorais.
Juncker, Lagarde e Merkel têm feito ameaças mais ou menos veladas aso gregos, "avisando-os" que a vitória do Syriza pode obrigar a Grécia a sair do euro.
Ontem, quando o BCE anunciou que ia por as rotativas a funcionar para injectar dinheiro na economia , pensei que a data fora escolhida para dar apenas um sinal aos gregos, mas hoje percebi que Draghi também não se escusou a "molhar a sopa" ao anunciar  que, pelo menos até Julho, não haverá compra de dívida grega.
Se nada disto resultar, não me espantará  se no domingo houver um cambalacho à moda dos tempos do Botas, com mortos a votar na Nova Democracia.
Este desespero tem uma vantagem. Qualquer grego ( e europeu) inteligente perceberá que há realmente alternativa à política de austeridade e que a vitória do Syriza é a única possibilidade de mudar os caminhos da Europa.
Lá para o Outono, se as sondagens continuarem a colocar o PODEMOS como o partido mais votado em Espanha, assistiremos a um remake do que se está a passar agora em relação à Grécia e que obviamente influenciará as eleições em Portugal.
A Europa pretende  impedir a todo o custo a alteração do panorama partidário dos interesses instalados. Mas é uma questão de tempo. A mudança pode ser adiada, mas não tardará até que uma onda de indignação e revolta varra os protagonistas desta  selvajaria liberal. 

8 comentários:

  1. Será que nesta Europa funciona mesmo a democracia?

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  2. Com toda a sinceridade,gostava que alguém me ajudasse a entender se a Corja que está mandando na Europa do Euro,merece ser tratada com respeito por algum cidadão com um pingo de Dignidade!

    É bom que,de uma vez por todas,deixemos de confundir civilidade e dignidade com materialidade.Esta gentalha,ao longo dos tempos,só sobreviveu e continua a sobreviver porque,muitos de nós,tendo-se em muito boa conta,não chega a ter consciência de que gastar a vidinha num existir de representações ocas é,objectivamente,a forma mais eficaz de se tornar cúmplice da Calhordice detentora dos poderes dominantes.

    Oxalá, a profecia expressa no último parágrafo do texto de Carlos Oliveira se materialize!!!

    Abraço Grande.

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  3. Mas há mais uma coisa: se eles se lembrassem de aplicar as regras todas a Grécia, como não cumpriu o tratado orçamental, não está em condições de receber ajuda. Estes pulhas deviam ser todos mortos. Obrigaram os outros a sofrer, a passar fome, a ficar sem casa e sem emprego, para eles encherem os bolsos e agora como está tudo estagnado e em deflação, querem salvar-se à nossa custa aumentando o consumo e a inflação. Só se nos endividando mais. Mas não foi esse o nosso mal? Ou querem ficar com o resto das nossas casa? Para já o dinheiro que vier (para nós não é muito), vai todo para a especulação em "commodities", que é o que está a dar. De que serve o dinheiro se não houver a participação pública? Mas mesmo que comprem uma parte ainda ficamos com mais de 120 e tal % de dívida! Muito pior do que estávamos. vão para o raio que os parta.
    Ontem à noite tinha escrito um bom comentário, mas como carrego sempre no terminar sessão, fico a ver navios.
    Bom fim de semana.

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  4. Não se esquece o original, mas faz bem ver: https://www.youtube.com/watch?v=xaHbugVLZqI#t=16

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  5. União Europeia?!

    Como, com a Grécia excluída à partida ?

    Onde a Democracia e o respeito pela "vontade do povo soberano"?

    Bom final de semana, amigo

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  6. ~ Movimentam-se jogos de interesses, traçam-se novos rumos...
    ~ Os poderosos nunca imaginaram que o efeito dominó fosse tão devastador...
    ~ Tentarem condicionar as eleições, pode ter um efeito contrário ao que desejam.

    ~ ~ ~ A verdade é que a Europa está de rastos. ~ ~ ~
    .

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  7. Não há mal que sempre dure ...nem bem que não acabe.
    M.A.A.

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