quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Vão meter-se numa alhada

O governo optou pela requisição civil na TAP. O argumento de que está em causa o interesse público é, no mínimo, risível. Então a TAP é de interesse público e o governo vai privatizá-la?
A decisão já era arriscada mas o governo decidiu apostar ainda mais forte, abrangendo 70% dos trabalhadores.
Se a ideia vingasse, significaria que se teria acabado o direito à greve. Não vingará e o governo vai sair mal desta situação. Mesmo que muitos aviões levantem voo... será a TAP a mais prejudicada.

Para a próxima é melhor mandar um postal...

O advogado de Sócrates enviou um e-mail para o DCIAP às 15h09m do dia 21 de Novembro, informando o MP que o ex- pm queria ser ouvido.  Falou com o director do DCIAP comunicando-lhe essa intenção. Álvaro Guerra enviou um SMS ao procurador Rosário Teixeira, informando-o sobre a pretensão de Sócrates. O e-mail só chegou ao destino no dia 25.
Não me interessa saber quais foram as intenções de Sócrates ao pedir para ser ouvido. Só ele e o seu advogado saberão. Importante é realçar que os problemas da Justiça com as novas tecnologias parecem insanáveis. Depois do colapso do CITIUS,  os computadores ficaram lerdos?

Christmas Carol

A reaproximação dos EUA a Cuba cheira-me a Christmas Carol.  Só será uma boa notícia no dia em que terminar o embargo, sem imposições do Tio Sam. Até lá, o povo cubano continuará a ser  vítima da prepotência americana.
Palpita-me que Obama estava  com inveja de Merkel por ela ter  encontrado em Portugal   uma colónia de férias para os alemães e quer oferecer uma aos americanos como presente de Natal. 
Terminado o embargo a Cuba, a ilha ficará irreconhecível. Hordas de turistas e investidores encarregar-se-ão de a transformar, de acordo com os ditames do turismo de massas ao gosto dos americanos. 
Entretanto, muitas empresas americanas esfregam as mãos. Obama ofereceu-lhes um novo mercado, para escoarem os seus produtos.

E por falar em greves...

Ontem houve greve do Metro. Hoje, greve da REFER. Dia 22 nova greve do Metro. Dias 24, 25, 31 e 1 de Janeiro, greves de várias empresas de transportes suburbanos ( camionetas). Dias 27 a 30 greve da TAP. Anuncia-se uma greve da CP
Os transportes estão em rebelião. Os trabalhadores querem actualização de salários, reclamam  contra a perda de direitos e criticam a privatização acéfala dos transportes. Basta ver como está a ser contestada pelos autarcas ( incluindo os do PSD) a concessão dos STCP, para se perceber que a razão está do lado dos trabalhadores.
A forma atabalhoada  como procedeu na subconcessão do Metro do Porto, atrasando o concurso um ano e vendo-se obrigado a pedir à empresa ViaPorto o prolongamento da concessão até Março é revelador da incompetência e irresponsabilidade. Incompetência por não ter concluído o concurso a tempo, irresponsabilidade porque o contrato de manutenção do material circulante com a Bombardier e a EMEF termina a 31 de dezembro e as propostas para novo concurso terminam precisamente nesse dia. Ou seja: de que serve prolongar o contrato de concessão da empresa que explora os metros, se a manutenção dos equipamentos não está garantida?  
A rejeição da proposta dos municípios de Lisboa para que a gestão dos transportes urbanos seja assegurada  pela Câmara, é bem reveladora dos propósitos do governo. Apesar de ser mais  vantajosa do que as apresentadas pelos privados e a única  que garante a articulação entre os  serviços de transportes urbanos, o governo prefere as propostas dos privados.
Muita gente critica as greves dos transporte, talvez por não ter percebido esta fúria privatizadora dos transportes protagonizada pelo governo, que inviabiliza propostas mais favoráveis aos utentes e à eficácia dos transportes urbanos de Lisboa e Porto.
No dia em que os preços do passes dispararem, vão protestar e culpar o governo por não defender os utentes.Tarde demais. Lamento...  

Complete a seguinte frase...

Se o poder inebria e o poder político corrompe, o poder judicial......
Depois de o todo poderoso juiz Carlos Alexandre ter proibido Sócrates de dar uma entrevista ao Expresso e uma juiza ter sentido a necessidade de escrever um artigo no  Expresso, sob anonimato, torna-se mais fácil encontrar a resposta.