quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

A hora de António Costa

António Costa ultrapassou, com sucesso, as dificuldades o Congresso do PS. Rejeitou sem tibiezas uma aliança à direita, manifestou interesse em entendimentos à esquerda e apostou forte na maioria absoluta.
A ambição demonstrada não se compagina com evasivas ou silêncios. Chegou a hora de apresentar propostas que mostrem aos eleitores como é possível cativar a esquerda.
Não se trata de pedir a Costa que apresente um programa de governo, porque ainda é demasiado cedo. Apenas algumas linhas gerais, contendo medidas que marquem a mudança de postura do PS e o seu claro afastamento do rumo seguido por este governo, de modo a compensar, à esquerda, a inevitável  perda de eleitores ao centro.

Coisas que nos deviam envergonhar


Assinala-se hoje o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. Há dias, uma reportagem da TVI denunciava a forma como o governo destrata os atletas paralímpicos que tantas medalhas têm dado a Portugal.
Os problemas, infelizmente, não se quedam por aqui. Apesar de haver uma Lei que obriga a eliminar as barreiras arquitectónicas para os deficientes, muito pouco se tem feito para a aplicar. Ainda existem muitos serviços públicos sem acesso para deficientes e, a nível de equipamentos  urbanos ainda há um longo caminho a percorrer, como é o caso de algumas estações de metropolitano 



As árvores são bonitas mas, quando atrapalham a vida dos cidadãos tornam-se um estorvo que devia ser removido


 É cada vez mais vulgar encontrar lugares para deficientes mas já vi, muitas vezes, automobilistas estacionarem nesses lugares, denotando uma falta de civismo confrangedora


 Estacionar em frente a rampas, ou obstruindo os passeios, é outra prática ainda comum entre nós



O resultado traduz-se em histórias como esta.

O governo é...(1)

Como uma loja de uma estação do metropolitano que abre às 10 e fecha às 18. Tem pouca utilidade para os consumidores, mas é muito interessante para o senhorio que recebe as rendas.