segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O último fôlego?

Na sexta-feira, depois da detenção de dezenas de activistas, tudo indicava que as coisas tinham serenado e a onda de protestos estava prestes a esvaziar-se. Durante o fim de semana, porém, recrudesceram os protestos e geraram-se cenas de violência, num crescendo preocupante.
Os governos de Hong-Kong e Pequim parecem estar a perder a paciência e, à distância, começo a temer o pior. 
Ninguém parece querer ceder e, nestas circunstâncias, é previsível que a corda rebente para o lado do mais forte. Ninguém em HK, ou Pequim, deseja que a violência culmine num banho de sangue, porque isso fragilizaria não só o governo do Território mas, principalmente, a liderança de Pequim. As próximas horas poderão ser decisivas. Num último (?) fôlego, os activistas tentam obrigar Pequim a ceder, mas ninguém acredita que isso aconteça. Pequim não quer perder a face, porque seria dar força a outros movimentos de contestação noutras regiões do país.
As próximas horas são decisivas e espero que Washingto, Bruxelas e Berlim se mantenham  à margem dos acontecimentos, pois qualquer manifestação de apoio aos activistas pode provocar a ira de Pequim e precipitar os acontecimentos de forma trágica. Pequim não hesitará em usar a força para manter a ordem em HK, mas isso trará custos incalculáveis para a economia do Território e abalará a credibilidade do governo de Pequim.

Retirada estratégica

Francisco Assis considera um disparate a estratégia do PS se aliar à esquerda. Amuado, abndonou o congresso sem  falar porque, alegadamente, tinha de regressar ao Porto.
Compreendo esta atitude de Francisco Assis, que faz parte de uma estratégia. Está a preparar o caminho para uma candidatura a secretário geral do PS, no caso de Costa falhar os objectivos.
Devia, no entanto, ser mais coerente. Uma vez que discorda da estratégia proposta por António Costa, devia abandonar o lugar de deputado europeu.

Sabe que dia é hoje?

Até ao dia em que Álvaro, o Gordo, desembarcou na Portela vindo do Canadá, para assumir a pasta da economia, o 1º de Dezembro era o Dia que assinalava a independência de Portugal, que naquela dia de 1640, se libertara do jugo espanhol.
Álvaro, apesar de vir de um país que tem mais feriados que o nosso, defendeu que era preciso reduzir os feriados para relançar a economia. Era apenas uma ideia idiota de um trampolineiro, mas Pedro Passos Coelho, para quem a independência de Portugal é uma data folclórica que não tinha dignidade para ser feriado, "comprou" imediatamente a ideia. Não teve dificuldade em convencer Portas, um falso patriota que anda sempre com o orgulho nacional na boca, enquanto acumula milhas, mas que depressa esquece esse orgulho, em defesa do seu posto ministerial.
Ainda se pensou que Cavaco Silva se opusesse, mas a Alcagoita de Belém assinou de cruz e o 1º de Dezembro passou, com o apoio de (quase) todos os deputados da maioria, de Dia da Restauração da Independência a Dia da Traição.
Este governo é um legítimo herdeiro de Miguel de Vasconcelos. Não só apoiou a perda de independência do país, ajoelhando aos pés da troika, como de imediato tratou de vender todos os nossos activos, para que Portugal não mais possa libertar-se do jugo estrangeiro.
Longe vão os tempos em que o povo se levantava contra os traidores. Hoje em dia, o povo manifesta uma profunda indiferença face aos Miguéis de Vasconcelos e, muitos, até parecem dar-se bem com os traidores aplaudindo a iniciativa do governo. A Alcagoita de Belém até aproveita a data para ir até aos países árabes vender gajas boas, cavalos, sol e aviões, numa manifestação de falta de pudor inqualificável.( Como estas fotos bem documentam)
Celebremos pois o Dia da Traição, com a pompa e circunstância que lhe é devida. Glorificando os traidores e vilipendiando aqueles que ainda defendem os valores do país.

Morte no Mc Donalds

Num Mc Donalds da cidade alemã de Offenbach, começaram a ouvir-se gritos provenientes da casa de banho. Os empregados prosseguiram a sua rotina e vários adultos continuaram, indiferentes, a mastigar a  junkfood
Uma jovem de 22 anos  levantou-se da mesa para defender duas adolescentes de 13 e 16 anos que estavam a ser assediadas por um grupo de homens na casa de banho de um Mc Donalds. Conseguiu evitar uma possível violação, mas não escapou à morte às mãos de adolescentes selvagens. 
Além da violência gratuita dos delinquentes, impressiona a cobardia por parte dos adultos.