sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Oh, happy days!




O Happy Planet Index  pegou no mapa mundo e pintou os países de acordo com o índice de felicidade que proporcionam aos seus cidadãos. O resultado é o que está na imagem.
Sem surpresas, ficamos a saber que Portugal não proporciona grande felicidade  a quem cá vive e que a América Latina é a região do globo onde  se encontra  a maioria dos países cujos habitantes vivem felizes.
Percebem agora, porque sempre estive certo quando defendia que, apesar da crise, a Argentina é o meu país de eleição para viver?
A Argentina não é só Buenos Aires e há muita vida para além do tango!
Para mais informações sobre a interpretação do mapa, leia aqui

Exercício para o fim de semana: resolver equações à esquerda

A convenção do BE irá marcar a agenda políticia deste fim de semana. Uma vitória da tendência UDP, liderada por Luís Fazenda e Pedro Filipe Soares, será a última brecha no BE que conduzirá à sua  definitiva implosão.
Quando foi criado, em 1999, o BE  constituiu um sinal de esperança no eleitorado de esquerda. O crescimento dos anos seguintes cimentou a ideia de que o BE era o partido que a esquerda desejava para evitar alianças do PS com a direita. Em 2009, o BE atingia uma votação histórica e parecia embalado para se transformar no quarto partido português, quiçá com aspirações a ser um partido de charneira que contribuísse para obrigar o PS  a governar à esquerda. 
Só que, a partir daí, começaram a ser mais visíveis as divisões dentro do Bloco, que passou a ser uma amálgama de pequenos grupos onde as diferenças ideológicas se manifestaram.  O apoio do BE a Manuel  Alegre foi considerado um erro pelos  mais radicais que, meses depois, obrigaram o BE a corrigir esse pretenso erro com outro ainda pior: apresentar uma moção de censura ao governo PS e aliar-se à direita para o derrubar. 
Muitos eleitores do PS situados mais à esquerda e que terão mesmo votado no BE em 2009, contribuindo assim para o seu crescimento eleitoral, não perdoaram essa “traição”. Internamente, o BE perdeu ( por razões diversas)  os seus elementos mais carismáticos ( Louça, Miguel Portas e Daniel Oliveira) em grande parte responsáveis pela unidade do Bloco.
A liderança bicéfala (João Semedo/Catarina Martins) também nunca foi bem vista por  algumas tendências, gerando fricções internas difíceis de sanar. O BE começou a perder expressão eleitoral e apoio nas ruas. O movimento Que se Lixe a Troika  conseguiu promover algumas das maiores manifestações das últimas décadas, mas o BE não conseguiu capitalizar o descontentamento popular, parecendo aceitar esse falhanço com o mesmo  conformismo com que a sociedade portuguesa acabou por acatar a austeridade.
A saída de Rui Tavares e Ana Drago foram a mais recente machadada no BE, tendo a tendência UDP encontrado aí a força para afrontar a actual liderança do BE e tomar as rédeas do partido.
O equilíbrio de forças  não permite vaticinar vencedores mas, se  a tendência UDP sair vencedora, começar-se-á a assistir à ultima fase na vida do BE já amanhã. Poderá ser uma boa notícia para o LIVRE de Rui Tavares( agora reforçado com a Renovação Comunista e o Forum Manifesto, onde despontam como figuras de maior destaque Ana Drago e Daniel Oliveira) que irá certamente buscar os votos de alguns descontentes do Bloco. Também poderá ser uma boa notícia para António Costa e todos aqueles que dentro do PS querem um entendimento com a esquerda. 
Não sei é se será uma boa notícia para a esquerda e para o país. É que em 2015, dificilmente o LIVRE conseguirá ter uma expressão eleitoral que lhe dê força para colocar exigências ao PS. Desaparecido o BE e engolido o LIVRE ( ou diluído numa tendência de esquerda dentro do  PS), a esquerda deixará de estar representada por um partido com expressão eleitoral que lhe permita obrigar o PS a fazer as mudanças, claramente de esquerda, de que o país necessita. 
Adenda: Este fds servirá também para aquilatar se os militantes do PS continuam empolgados com a vitória de António Costa, ou começam a esmorecer. A afluência às urnas será um bom indicador.

Querida, mudei de distribuidor!






A recusa da GALP e da REN em pagarem uma taxa de 0,85% sobre o valor dos seus activos regulados não é apenas uma ofensa aos contribuintes trabalhadores, obrigados pelo governo a pagar uma sobretaxa de 3,5% sobre os seus cada vez mais reduzidos salários. É também-  direi mesmo acima de tudo- uma hipocrisia.
Ambas as empresas publicam anualmente realtórios de responsabilidade social, onde afirmam o seu compromisso com a sociedade. Mas qual compromisso? Recusarem-se a pagar impostos que os seus trabalhadores ( ah, desculpem, colaboradores!) são obrigados a pagar?
Face a esta hipocrisia tomei uma decisão:
- A partir de hoje não absteço mais o automóvel na  GALP e, no início do mês, mudarei de distribuidor de gás. GALP, jamé! ( como não consumo gás de bilha (botija), não ficarei privado de receber a visita da simpática jovem da foto.
Quanto à REN, nada posso fazer. Apenas manifestar a minha revolta escrevendo cartas e emails em que lhes chamo aldrabões, por propagandearem uma responsabilidade social que não cumprem,  e apelar aos leitores que façam o mesmo. 

Late night wander (107)

Quando o administrador de um hospital pergunta a um médico o que é mais barato ( amputar uma perna ou colocar uma prótese), nos concursos do SNS se pergunta a uma médica se pretende engravidar e  faltam medicamentos para tratar  várias doenças, entre as quais o cancro da bexiga, estamos conversados.
Mas hoje, também ficamos a saber que há muitas mortes evitáveis em Portugal. Lisboa, Porto e o sul do país lideram