quinta-feira, 13 de novembro de 2014

São pint€£#%, senhores! São pint€£#%!


António Costa questionou  Portas sobre as taxas que o governo cobra aos turistas e o Bobo da Corte ministro do (mau) estado sentiu-se  entalado. Não conseguiu responder e tentou desviar a conversa. O ar comprometido com que enfrentou as câmaras foi bastante revelador: apanhado com as calcinhas na mão
Costa não se ficou e, face ao titubear de Portas demonstrou, com números, que o governo cobra incomensuravelmente  mais aos turistas ( e aos portugueses)  em dormidas, IVA da restauração e taxas de aeroporto do que o miserável euro que Costa  pretende aplicar.
A indignação governamental é conversa de chacha para distrair as pessoas e enganar parvos. O  importante é discutir políticas e medidas de fundo que nos possam tirar da miséria em que o governo nos mergulhou. Ou, como diria Catroga, as taxas e taxinhas, são pintelhos!”

A degradação do Estado

Os directores do IGFEJ  que enviaram um relatório à ministra, dizendo que havia indícios de crime  e dias depois, em sede de inquérito  disseram ao Ministério Público exactamente o contrário, são meros protagonistas de um caso que espelha de forma eloquente a degradação da Administração Pública.
É verdade que essa degradação começou ainda no tempo de Sócrates mas, com a entrada em funções deste governo. o processo acelerou de forma significativa.
Não foi apenas a redução de salários, o corte nos subsídios e as constantes ameaças de despedimento mascaradas com a Mobilidade Especial que contribuíram para a desmotivação. 
Foi, principalmente, a perseguição aos funcionários públicos, a desvalorização do seu trabalho e a partidarização da AP.
Este governo contratou  para dirigentes de alguns organismos gente sem qualquer conhecimento da AP cujo único objectivo era destruir a máquina do Estado. Muitos deles eram jornalistas que andaram a fazer fretes a Passos Coelho durante a campanha eleitoral e, de um dia para o outro se viram investidos em tarefas para as quais não tinham apetência nem qualidade técnica.  Limitam-se, por isso, a obedecer a ordens que vêm dos gabinetes, não tomando iniciativas ou, quando o fazem, é em sentido contrário ao interesse dos serviços e da população que servem.
Serviços públicos dirigidos a partir dos gabinetes ministeriais, também eles completamente fora da realidade, só pode dar asneira.
Os directores do IGFEJ quiseram proteger a ministra e fizeram borrada. Deviam ser demitidos imediatamente, porque está provado que ou mentiram no relatório, ou no inquérito da PGR. É gravíssimo, mas a ministra  mantém-nos no lugar porque  lhes deve um favor. É assim que estamos. Ninguém se demite neste caso escabroso, porque se estão a proteger uns aos outros, já que sabem que não há inocentes.
Não acredito que este seja caso único. É, apenas, o mais mediático. Este governo destruiu a AP e, admito, nem sequer foi  apenas por incompetência das pessoas que escolheu para determinados cargos.Estamos perante um processo deliberado de destruição da máquina do Estado. No mínimo, irresponsável.
Hoje, ninguém entra para o Estado para defender a camisola. Usa o Estado como encosto ou trampolim político. Os portugueses mereciam um bocadinho mais de respeito. 

Adenda: Tenho uma dúvida. Os directores do IGFEJ mencionaram nomes no relatório? Se alguém me souber esclarecer, agradeço.

Uma pergunta pertinente

Se uma ministra demite dois funcionários com base numa acusação  falsa e nada lhe acontece, pode um cidadão abeirar-se de um ministro e chamar-lhe ladrão, porque viu o seu salário reduzido, ou foi despedido, só porque o governos quis ir além da troika?