terça-feira, 11 de novembro de 2014

A direita já começou com a conversa de ir ao cú?






A direita que esmifrou os portugueses até ao tutano está muito preocupada com as taxas de dormidas e resolveu usá-las como arma de arremesso contra António Costa.
Como cidadão que paga os seus impostos em Lisboa, quero agradecer a António Costa permitir-me  continuar a pagar a taxa de IMI mais baixa da região de Lisboa ( uma das mais baixas do país) e uma taxa de IRS reduzida.
É certo que a taxa sobre o tratamento do lixo é puxadota, mas os lisboetas têm de perceber que, se querem a cidade limpa,  ou assumem outro tipo de comportamento, ou têm de pagar para manter um serviço que é caro em qualquer parte do mundo.
Quero dizer-lhe que não me impressiona absolutamente nada a taxa sobre as dormidas, aplicada aos turistas, porque estou habituado a pagá-la quando viajo. 
Considero da mais elementar justiça ( em Lisboa ou em qualquer parte do mundo) que sejam os turistas a pagar o preço da preservação do património da cidade e a sustentabilidade. Essa é a tendência europeia, consagrada na Carta Europeia das Cidades Sustentáveis que também prevê a proibição da circulação de automóveis particulares no centro das grandes metrópoles. Um passo que terá de ser dado, mais dia menos dia, também em Lisboa.
Aos indignados, como Paulo Portas e comandita governamental e blogosférica, que se insurgem contra a aplicação destas taxas aos turistas, mas não têm qualquer pudor em esmifrar os portugueses com impostos, taxas e sobretaxas, apenas digo uma coisa: Peçam desculpa aos portugueses por os andarem a roubar há três anos e acabem com essa conversa de ir ao cú!

Assomo de criatividade: Paula, a vaca e o pote da marmelada



Suponhamos que, por um azar dos Távoras, eu era atacado pelo vírus da excentricidade e criatividade que penetrou nos neurónios de Pires de Lima na última sexta feira e escrevia aqui:
A ministra da justiça é uma grande vaca. Despediu  dois funcionários da PJ por ela requisitados e apresentou queixa na PGR, por suspeita de actuação ( negligente? Sabotadora?) que visava desacreditar a sua excelsa reforma, impedindo o normal funcionamento do Citius.  Vinte e quatro horas depois de a PGR ter ilibado os referidos funcionários de qualquer responsabilidade, a ministra não só não apresentou um pedido de desculpas,  como continua a exercer o cargo sem daí tirar quaisquer ilações políticas. Ao contrário do que afirmara, quando apresentou queixa". 
Apesar de a minha reação encontrar eco em muitos portugueses que foram lesados com a desastrada reforma de Paula Teixeira da Cruz, se eu escrevesse  aquela frase, corria três riscos:
- Ser processado pela Sociedade Protectora dos Animais, por ter insultado  as vacas;
- Ser desmentido pelo pm que, em comunicado elaborado no gabinete do ministro Maduro, garantiria que a ministra apresentou o pedido de demissão, mas ele recusou, porque mantém a plena confiança na ministra;
- Ser processado pelo MP por ter insultado a ministra.
Não correria , portanto, esses riscos. Optaria por chamar palhaça à ministra já que, segunda a douta jurisprudência, chamar palhaço a alguém não é insulto, mas sim um desprestígio para a classe profissional dos palhaços.
Diga-se, em abono da verdade, que PTC não é vaca, nem cabra, nem palhaça. É apenas um modelo da postura comportamental deste governo onde reina a podridão moral, há uma clamorosa falta de ética e, acima de tudo, uma incomensurável falta de vergonha.
Neste governo que PPC anunciou em campanha pré- eleitoral não estar interessado em ir ao pote, todos se comportam como o miúdo apanhado pela mãe com a mão no pote de marmelada:
“ A culpa não é minha, mamã! Foi a mana que mandou!”

À atenção de Pires de Lima

Durante a rábula juliomatosiana de sexta feira, Pires de Lima garantia que o governo resistiu à aplicação de taxas e taxinhas.
Uma leitura do OE 2015 desmente o ministro das cervejas. Além de não resistir a novas taxas e taxinhas, o governo agravou algymas das já existentes. Talvez não seja uma lista exaustiva, mas para amostra não é má, pois não?

Aumento da taxa sobre os resgates dos PPR;
Criação da Fiscalidade Verde, um novo imposto com muitas potencialidades para assaltar os nossos bolsos;
Agravamento de 3% do imposto sobre o álcool e bebidas alcoólicas;
Alargamento dos produtos sobre que incide o Imposto sobre tabaco;
Criação do novo imposto sobre a generalidade das transações financeiras que tenham lugar em mercado secundário;
Aumento do imposto de Contribuição Extraordinária sobre o sector Bancário;
Criação do imposto de carbono sobre o consumo de combustíveis;
Criação da Taxa sobre os sacos de plástico;
Agravamento das taxas do Imposto Sobre os Veículos;
Aumento do IMI;
Aumento do IUC.

Convém ainda lembrar que todas estas taxas e taxinhas vão ao bolso dos portugueses, enquanto as que foram introduzidas em Lisboa, por António Costa, afectam essencialmente os turistas. Mas, sobre isso, escreverei mais tarde.

Mas isto é notícia?

Ricardo Salgado colocou milhões de euros em off shores, depois o presidente do Banco de Portugal o ter avisado que ia ficar sem o BES.
Qual é a surpresa? Alguém que fosse avisado pela polícia que a casa ia ser assaltada, continuaria a guardar o dinheiro debaixo do colchão?
Ai, o Carlos Costa é um ingénuo? Pois, pois... digam-lhe isso que ele gosta.