sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Quando a Madeira é um bom exemplo




O presidente da Câmara do Funchal, Paulo Cafofo, fez aprovar uma proposta que proibe espectáculos de circo onde sejam exibidos animais.
Uma proposta que devia servir de exemplo para o país, depois de ter entrado em vigor, em outubro, a Lei que criminaliza os maus tratos contra animais.
Como era de prever, todas as queixas que têm sido apresentadas, até ao momento, visam apenas maus tratos a cães. 
O executivo da câmara do Funchal, ao tomar esta decisão, lembrou ao país que esta lei não se aplica apenas aos animais domésticos. 
Espero que, em breve, acabe a excepção consagrada em Lei sobre as touradas. Por muito que custe ao legislador e aos deputados que aprovaram a Lei, os touros também são animais. Defender que torturá-los é uma questão cultural ( a Lei não o diz, mas é esse o seu espírito) é uma aberração.
Urge acabar com ela.

Atenção, virgens do meu país!

Ontem morreu um jihadista português em combate. Na segunda feira  vai escolher as 72 virgens a que tem direito. Presumo, por isso, que tenha ficado intacto naquelas partes que interessam para poder desfrutar das virgens.
Se ainda é virgem, o melhor é aproveitar para passar para o outro lado durante o fim de semana.

Tão fofinhos!

Em Espanha, há tribunais que estão a  obrigar os pais a dar  uma pensão de alimentos a  filhos  com 30 anos,  com o argumento de que, em virtude da crise económica, não conseguem arranjar emprego.
Não discuto  se é legítimo exigir aos pais que alimentem filhos com muito boa idade para alombarem, nem que seja na estiva. Sei é que se um marmanjo de 30 anos, a quem eu tivesse pago a formação académica,  me viesse exigir uma pensão de alimentos o mandava bugiar. 
Mas isso sou eu, que não tenho filhos, mas em compensação tenho muito mau feitio.

António Costa, o PCP e os proletários do popó


Pequim: parece nevoeiro, mas não é. É poluição.


É sabido que as alterações ao trânsito, na Av. Da Liberdade, contribuíram para a melhoria da qualidade do ar na baixa lisboeta.
Não espanta, pois, que  tenham sido anunciadas novas restrições à circulação automóvel  naquela zona, a partir de Janeiro.
Os lisboetas protestam, escarnecem da medida, mas muitos sabem que é uma questão de tempo até ser proibido o trânsito no centro de Lisboa. As portagens, virão depois. É  uma inevitabilidade a que temos de nos habituar, no nosso próprio interesse.
Fiquei por isso estupefacto quando vi a reacção do vereador do PCP, Carlos Moura, às novas medidas. Disse ele, que restringir a circulação na Av da Liberdade e na Baixa “é condenar quem tem menos recursos a uma situação de impossibilidade da sua mobilidade”.  Mas o vereador do PCP foi mais longe ainda, no seu afã de defender as classes trabalhadoras:
“ Não é exequível pedir aos munícipes ou aos que aqui trabalham que venham em transportes públicos que não lhes oferecem condições”- acrescentou.
Eu pensava que  a maioria dos trabalhadores que exercem a sua actividade na Baixa andavam de transportes públicos por uma questão financeira e também por comodidade, pois a Baixa é bem servida de transportes públicos, mas devo ter-me enganado. Pelo menos os trabalhadores que o PCP defende vão de automóvel para o seu emprego na Baixa Pombalina e têm salários elevados que lhes permitem pagar estacionamento durante o dia inteiro.
Eu pensava que os trabalhadores  que o PCP defende ganhavam, na maioria, o salário mínimo e que só os patrões e altos quadros tinham dinheiro  para se deslocarem de carro ( muitos deles com motorista). Estou sempre a aprender com o PCP!.
De qualquer modo, sugeria ao PCP  que explicasse ao seu vereador uma coisa muito simples: em defesa dos interesses da cidade, os trabalhadores devem  habituar-se a fazer as suas deslocações em transportes públicos, para que seja possível continuar a respirar em Lisboa.
O aumento do turismo não pode ser desbaratado e devem ser tomadas medidas urgentes para evitar que  o ar de Lisboa se torne  irrespirável.
O turismo tem vindo a aumentar de forma exponencial e não é possível manter de forma sustentada esse crescimento, se Lisboa não for uma cidade com uma qualidade de ar minimamente aceitável. Muitos turistas já fogem de cidades com elevados índices de poluição, como Pequim. Como habitante de Lisboa, quero continuar a poder ver o céu azul e a ter aquela luminosidade ímpar de Lisboa, no maior número possível de dias do ano. Não quero viver numa cidade onde o céu esteja escondido por um capacete de monóxido de carbono que me dificulta a respiração, impede o sol de brilhar e alegrar a minha vida.
Nem quero ter de andar de máscara, para me proteger da poluição,como já acontece em muitas cidades asiáticas.
O vereador Carlos Moura- e o PCP em geral- devia preocupar-se com a qualidade de vida nas cidades, porque isso permite uma melhor qualidade de vida dos cidadãos.   Para poluição já chega a dos transportes públicos e a dos  tuc-tucs para satisfazer turistas.
O PCP - em vez de andar a fazer demagogia barata-  deveria exigir, outrossim, que os autocarros de Lisboa utilizassem energias limpas, como já acontece em cidades modernas, como o Porto, por exemplo, que se preocupam com a qualidade de vida dos cidadãos. O resto é conversa de caça ao voto.

Uma questão a ponderar...

Introduzir o controlo da alcoolemia na AR, para evitar cenas tristes de uns sujeitos que aparecem por lá às vezes.