quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Sim, senhor ministro! Obrigado, senhor ministro!




Nuno Crato foi um dos cinco membros do governo convidados para discursar no aniversário da UGT. ( Nunca tinha visto uma central sindical celebrar um aniversário tendo como convidados de honra  governantes  e um PM que  achincalha os trabalhadores, mas nunca é tarde para aprender a conviver com estas modernices. Bem aventurado sejas, Carlos Silva, por já teres esquecido que Passos Coelho  elegeu como uma das suas prioridades de governo “vergar os sindicatos”. És um herói, pá! Bem mereces que o Cavaco te condecore e o Passos mande erigir uma estátua em S. Bento).
Incentivado pelos aplausos dos sindicalistas ( serão mesmo? Não serão patrões travestidos?)  Nuno Crato fez mais um dos seus números de malabarismo circense. Depois de há dias  ter pedido desculpa aos portugueses pelos atrasos  no início do ano escolar e pelos prejuízos causados a milhares de pais, professores e alunos, Crato aproveitou o momento para dizer, perante os holofotes das câmaras, que o caminho traçado por este governo para a educação é o correcto.
Pouco importa que haja professores por colocar, alunos sem aulas há quase dois meses, professores tratados como lixo, famílias gravemente lesadas ( moral e financeiramente) pela incompetência da equipa ministerial. 
O palco oferecido por esse sindicalista proveniente da escola de virtudes que é o BES, foi o local ideal para Crato se purificar, perante a opinião pública desatenta, ignorante e desinformada. Carlos Silva e a sua trupe aplaudiram, Crato agradeceu, deu uma volta ao palco em ombros e os trabalhadores  ficaram a perguntar para que raio hão-de descontar para um sindicato de  vendidos.

Onze minutos ( ou a promiscuidade entre os coelhos)



Onze minutos é o título de um livro de Paulo Coelho, cuja protagonista é uma miúda que vai viver para Genève , porque acredita que ganhar a vida na horizontal é fixe. 
Onze minutos é o tempo que ela demora a abrir e fechar as pernas em camas de pensões esconsas, a troco de umas centenas de francos suíços.
Esta manhã,  Pedro Passos Coelho resolveu reescrever o livro de Paulo Coelho, substituindo a protagonista pelo papel de um aldrabão treslouicado que ele próprio fez questão deinterpretar.
Durante o debate na AR, o PM anunciou, às 11h 53m que iria propor a reposição de mais 20% dos salários dos funcionários públicos em 2016, o que contraria a decisão do TC que obriga à reposição integral dos salários .
Onze minutos depois, às 12h04m, o PM anuncia que irá repor integralmente os salários dos funcionários públicos em 2016.
Confrontado por Luís Fazenda com a contradição, Passos Coelho acabou por confirmar, uma hora mais tarde, que será coerente e só reporá 20%.  Pelo menos a violar a Constituição e contrariar as decisões od TC. Passos Coelho é coerente. 
Já todos sabíamos que Passos Coelho é um aldrabão compulsivo, mas nunca  tinha visto uma prova tão rápida  da incoerência, falta de palavra e canalhice, como a que hoje protagonizou  Se este homem não está louco, vai rapidamente a caminho. 
Se em Belém estivesse um PR na posse plena das suas faculdades, já teria demitido PPC, por insanidade mental. 
Se tivéssemos um povo que se desse ao respeito, já estaria há muito tempo à porta de Belém  a reclamar a demissão do governo e só de lá sairia quando fosse satisfeita a sua exigência. 
Infelizmente, em Portugal, não temos nem PM, nem PR, nem Povo.

As promessas de Alice


Hoje, assinala-se o Dia Nacional de Prevenção do Cancro da Mama.  Não deixe para amanhã, o que pode fazer hoje.

Vêm aí os russos?

Putin resolveu divertir-se um bocadinho. Espalhou uns aviões pelo espaço europeu e deixou a NATO e as instâncias europeias em polvorosa.
Quem pensava que Putin  ficava quieto depois   da ofensiva europeia na Ucrânia e das ameaças a Moscovo, desenganou-se.
Não foi uma provocação, nem uma ameaça. Foi apenas uma manobra de diversão. Pelo menos, por agora, mas se os EUA e a UE persistirem na tentativa de isolar a Rússia e a vergar aos seus interesses, podem vir por aí grandes amargos de boca.
É sempre muito insensato provocar um leão ferido.