quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Os homofóbicos da S. Caetano



Lembro a algum leitor mais desmemoriado, que a alimária da foto se chama Hugo Soares, é líder da JSD e afirmou há tempos, na Universidade de Verão dos laranjinhas, que os pais e avós são um estorvo e uma despesa.
Chamo este tema à colação, porque Hugo Soares parece ter evoluído um bocadinho nos últimos tempos. Perante a indignação dos deputados laranja, na sequência da proposta apresentada pelo PS para a criação do Dia Nacional contra a Homofobia, o Hugo foi mais moderado do que lhe é habitual. Considerou que “todos os projectos que tenham como objectivo combater a discriminação são bem vistos por todas as bancadas”. À primeira leitura, até me pareceu uma resposta acertada, mas depois fui ler a notícia em jornal mais credível e verifiquei que o Hugo também disse que “ tem de se avaliar se tem de haver algum critério na criação de dias nacionais”. 
Ora aqui é que a porca torce o rabo! Se bem me lembro, foi o PSD que apresentou a proposta de criação do Dia do Cão! Se esse dia é mais importante, para o PSD, do que o Dia Internacional contra a Homofobia, parece-me legítimo concluir que na S. Caetano os animais são muito mais importantes  do que os homossexuais. 
Compreende-se que um partido liderado por um coelho queira defender os  direitos dos animais, mas considerá-los mais importantes do que os seres humanos parece-me manifestamente exagerado.
Esta confissão homofóbica do líder da JSD foi, aliás, apoiada por outro ex-lider dos laranja sub-35. Duarte Marques, o homem que não teve dúvidas em afirmar que o combate ao desemprego é uma  questão de fé, reagiu à proposta do PS com esta frase lapidar:
“Só um louco é que pode achar que este tema é uma prioridade. Quando se está a discutir o OE,  a prioridade ( de António Costa) é criar um dia contra a Homofobia?”
Não vale a pena perder tempo com a falta de seriedade desta resposta. Misturar alhos com bugalhos sempre foi próprio da JSD. Presumo mesmo que na Universidade de Verão haja uma disciplina  sobre essa temática, tal é a profusão de líderes da agremiação das laranjas que recorrem à técnica do discurso mixordeiro, para confundir a opinião pública.
O que importa agora salientar é a aversão do PSD a discutir, durante meia hora, a criação do Dia Nacional Contra a Homofobia, que coincidiria com o Dia Internacional Contra a Homofobia.
Só encontro duas explicações. Ou estes jotinhas têm medo ( e vergonha) de reavivar aventuras homossexuais vividas na adolescência, para não manchar a sua reputação, ou foram educados nesta Escola de Virtudes dos Macho Man.

Uma questão de (in)coerência



Sinceramente, não considero isto um acto de censura. Trata-se de uma revista científica e os leitores têm a legítima expectativa de aí encontrarem artigos fundamentados.
No entanto, se fosse director do ICS, não retiraria o artigo. Apenas incluiria uma chamada de atenção aos leitores, para o facto de não se tratar de um artigo com fundamentação científica, mas sim um exemplo do descontentamento popular, atrvés de formas de expressão urbana.
O que me causa perplexidade é constatar que,  no tempo de Sócrates, este acto seria veeementemente condenado pelo grupo dos camisinhas brancas, como acto de censura inqualificável. 
Agora, curiosamente, consideram normal (e até aplaudem) a decisão do director do ICS.

Roubo por esticão



Quando, poucas semanas depois de tomar posse, o governo começou a dizer que vivíamos acima das nossas possibilidades e tínhamos de recuperar hábitos de poupança, torci o nariz. Não só manifestei aqui o meu desagrado pela ingerência do governo na gestão das minhas finanças, como alvitrei a hipótese de o apelo à poupança ser uma estratégia do governo para depois se apropriar de parte das economias dos portugueses, aumentando os impostos.
Três anos depois, confirmou-se a minha suspeita: o governo decidiu agravar os impostos sobre os PPR., apropriando-se de mais uam parte substancial das poupanças dos portugueses.
Como adivinhei que isto iria acontecer?- perguntarão alguns leitores.
É simples. No início da minha actividade profissional, na área da psicologia, exerci na cadeia de Paços de Ferreira. Aí contactei com inúmeros criminosos e aprendi a compreender o seu raciocínio e modus operandi. Impressionou-me, particularmente, o modelo comportamental de um recluso especialista em se insinuar junto de velhinhas, para ganhar a sua confiança e depois as roubar. 
Foi só aplicar o que aprendi com eles a esta gente que nos governa e rouba com o despudor de um qualquer assaltante de velhinhos indefesos, para prever o que iria acontecer.