quarta-feira, 22 de outubro de 2014

É tão giro ter um mini

É tão giro ouvir Passos Coelho dizer que não quer eleições antecipadas porque a Constituição deve ser respeitada!
Ao fim de quatro anos a insistir em violar a Constituição, converteu-se à Lei Fundamental. Na minha geração, a Constituição aprendia-se na véspera do exame. Tínhamos grande cabeças, não mini cérebros de contrafacção. 

Há coincidências felizes

O Boca Doce é bom, é bom é. Para o Coelho e para o xoné


"Antes das últimas eleições legislativas, em janeiro de 2011, Passos Coelho disse dos seus: "O PSD não está cheio de vontade de ir ao pote." Ontem, à espera das próximas eleições, Passos Coelho falou dos outros, "os que olham agora gulosamente para as eleições". Assinale-se a coerência lambareira da análise. Vamos a caminho de quatro anos e o pensamento do primeiro-ministro não sai da papila gustativa. A política externa? "Hummm, crepes Suzette..." E quanto à Defesa? "Brigadeiros, claro." E a dívida pública, senhor primeiro-ministro? "De comer e chorar por mais!" "
(Ferreira Fernandes, DN de hoje)

Ó p'ra mim, tão orgulhoso!

Portugal foi eleito membro do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Leio e oiço por aí que devemos estar orgulhosos. Acredito. Só gostava era que me explicassem uma coisa: orgulhoso de quê?
De Portugal, um país que  está  constantemente a ser condenado no Tribunal  Europeu dos Direitos do Homem, ter sido eleito para o CDH da ONU?
De termos o governo pós 25 de Abril que mais violou a Cosntituição e desprezou os direitos dos cidadãos, condenando deliberada e conscientemente milhares de portugueses à fome?
De sermos governados por um grupo de traidores que apenas está preocupado em agradar a Bruxelas  e se marimba para o país? 
De igualarmos a proeza de Kadhaffi, que conseguiu ser eleito presidente daquele órgão, apesar de ter sido acusado de crimes contra a Humanidade e acabar com um tiro nos cornos?
Se é por isso tudo, peço imensa desculpa, mas não me orgulho.