terça-feira, 21 de outubro de 2014

Rapidinha ( o título vai em português, porque não sei falar suíço)

Os três canais  de informação estão há horas a discutir  exaustivamente as peripécias da noite europeia. Por isso vou ser rápido.
No Dragão o Porto ganhou sem brilhantismo. Lopetegui lá cedeu aos assobios dos adeptos e meteu Quaresma, que marcou o golo da vitória. Mas isto não vai acabar bem. Com o discurso da avestruz que me faz lembrar o homem de Massamá, o basco pode vir a ser um político, mas treinador de uma equipa com pergaminhos na Europa, não me parece que algum dia seja.
Na Alemanha o Sporting ,com 10 jogadores durante quase uma hora, teria empatado o jogo, não fosse o árbitro russo ser vesgo e marcar um penalty inexistente contra os de Alvalade aos 93 minutos.. Ou talvez não seja problema de visão, se pensarmos que a patrocinadora do Schalke 04 é a Gazprom, uma empresa russa.  Como diria o outro, é só fazer as contas...
Junto-me à homenagem que todos os comentadores fizeram a Marco Silva. Mas não era preciso exagerar como o repórter  da Antena 1 que, para enaltecer os atributos do treinador do Sporting se saiu com esta pérola:
- O homem é poliglota. Fala diversas línguas. Até fala suíço!

O 69 (chegou) à hora do chá

Hoje, às 17 horas, tomou posse o 69º secretário de estado deste governo. Ocupou um cargo na (má) educação.  Fernado Reis, de seu nome, deu um toque nobiliárquico ao número que Mota Amaral um dia apelidou de "curioso".
Talvez por isso a tomada de posse  tenha sido à hora do chá. Very british!

Passos Coelho confessa que (já) não é primeiro ministro

Ontem o pm foi a Esposende.  Fez um discurso de circunstância em que defendeu Crato, mas reconheceu que já não é pm. 
" O senhor ministro da educação pôs o seu lugar à minha disposição, para que o primeiro ministro decidisse". 
Está na hora de Passos Coelho dizer aos portugueses quem é que manda neste país. Pensávamos que era Merkel, mas PPC referiu-se ao pm e não à pm. Será Schaueble? Draghi? O Pateta? Harry Potter?
Ficamos todos na dúvida.
A frase de PPC tem um alcance ainda mais profundo, facilmente descodificável por qualquer estudante do 1º ano de Psicologia. Os comentadres insitem que o problema de Passos Coelho é ser teimoso. Antes fosse... 

Pobretes, mas alegretes!

Imagem da Net ( Global News)


Os sinais de alrme  já começaram a tocar um pouco por todo o lado: é muito provável que em 2015 a Europa entre novamente em recessão e haja  mais uma crise. O aviso é de economistas, políticos e do próprio FMI.
Segundo um estudo  divulgado pela empresa alemã GfK, povos de 27 países europeus já interiorizaram essa possibilidade, ao admitirem  que não estão optimistas quanto ao futuro e  que as perspectivas económicas dos seus países em 2015 são cinzentas. Este pessimismo fez cair drasticamente o índice de confiança dos consumidores, que baixou de 9,1% em Junho, para 4,2% em Setembro. É um dos índices de confiança mais baixo dos últimos anos.
Há, no entanto, um país cujo povo contraria o pessimismo generalizado na Europa. Quem será? 
Se responderam Portugal, acertaram! 
Em Setembro, os portugueses revelaram uma enorme confiança no futuro, perspectivando- como o governo- que 2015 será um ano de recuperação económica. A confiança dos portugueses é tal, que desde o ano 2000 não se mostravam tão optimistas em relação ao futuro.
Os tugas são assim mesmo: pobretes, mas alegretes. Ignorando o que se passa na Europa e continuando a olhar para o país como se fosse o centro do mundo, acreditam que a crise já passou e vamos, finalmente, regressar ao tempo das vacas gordas.  Um optimismo que se deve, obviamente, ao egocentrismo tuga, mas também a uma grande dose de analfabetismo. Os tugas pensam através dos jornais, dos noticiários ( que lêem e vêem pouco) e dos comentadores do regime. Gostam de pensar que a vida é como as telenovelas que consomem em doses industriais, por isso só dão relevo às notícias boas e consideram sempre catastrofistas os que insistem em abrir-lhes os olhos para a realidade.
Somos assim, não há nada a fazer. A não ser lutar para que os tugas sejam mais esclarecidos. Isso só se faz através de uma aposta forte na educação.  Só que, tal como no tempo do Estado Novo, este governo não quer portugueses instruídos e  informados. Quanto mais ignorantes, mais fáceis de enganar.