terça-feira, 14 de outubro de 2014

Nada de euforias

Portugal venceu hoje na Dinamarca 1-0, em Copenhaga,com um golo marcado por CR 7 no último minuto.
Portugal mereceu vencer, mas a táctica de Fernando Santos (ainda) não me convence, porque os protagonistas não são os melhores.
É certo que falta Fábio Coentrão e João Moutinho ainda está longe da boa forma, mas o problema está essencialmente no ataque. 
Este sistema de losango não é o melhor para CR7 (apesar de tudo foi ele a criar quase todas as situações de golo de Portugal) e não tem quem o sirva nas melhores condições. Nany e Danny não podem jogar ao mesmo tempo e falta um criativo fixo nas alas, com capacidade para ir à linha e centrar. Como mostrou Quaresma ( entrou aos 86 m) no lance que deu o golo a Portugal.
 Ainda falta muito para Portugal ser uma equipa, como se viu por estes dois jogos, mas também não se podia exigir muito mais a Fernando Santos em tão pouco tempo. Para que a euforia não volte a transformar-se em tristeza, há muitos progressos a fazer.
A boa surpresa em Copenhague foi Ricardo Carvalho. Uma exibição de luxo, que deve ter deixado Paulo Bento de mau humor.
Eufórico estou com a selecção sub-21 que se apurou hoje para o Europeu - 2015, depois de vencer a Holanda 5-4.
Não vi o jogo, mas deve ter sido um grande espectáculo. Esta selecção promete. 10 vitórias nos 10 jogos de apuramento, é obra! Parabéns ao Rui Jorge, que tem feito um trabalho notável. Ali não há grandes individualidades, mas há uma equipa. É assim que se conseguem as vitórias.

Anda comigo ver os aviões!

Enquanto os americanos prosseguem os ataques aéreos, os jihadistas  ficam a olhar para os aviões, avançam no terreno e estão às portas da fronteira com a Turquia. 
Como ainda não têm hino, um tuga convertido à causa jihadista  sugeriu esta canção. A proposta foi aprovada por unanimidade e aclamação. A partir de agora, cada vez que vêem um avião americano a cruzar os ares, cantam  de mãos dadas: "Anda comigo ver os aviões"...
Mais a sério.  O que se está a passar em Kobani devia envergonhar qualquer ocidental. Enquanto os curdos são chacinados por um bando de loucos, UE, EUA e Turquia fazem acusações mútuas. A NATO, tão lesta a anunciar uma possível intervenção na Ucrânia, parece bloqueada. Para ajudar à festa, Erdogan desdobra-se em ataques ao Ocidente.
Ao declarar Lawrence da Arábia um inimigo pior do que o ISIS, Erdogan "explicou" a razão de não intervir num conflito que está à sua porta. É uma declaração que nos deve preocupar a todos. Até que ponto estará Erdogan disposto a apoiar o ISIS, porque está com medo dos curdos?
Mais uma vez, num curto espeço de meses, a guerra ameaça a Europa. Os avisos multiplicam-se, mas a UE continua preocupada apenas com as finanças. À Alemanha, talvez lhe interesse que assim seja. Uma guerra na Europa, em que Berlim não fosse mais uma vez detonador, mas aparecesse como Anjo Bom, pode muito bem servir os seus intentos hegemónicos.

Afinal, vamos pagar mais impostos em 2015

O governo optou por uma medida, em relação ao IRS, no mínimo controversa. Se as receitas fiscais aumentarem, haverá devolução do IRS em 2016. Ou seja, em 2015 o IRS funcionará como um totobola fiscal.
Num governo de gente honesta, até poderia considerar uma medida equilibrada. Acontece é que este governo não merece a confiança de ninguém. Useiro e vezeiro na vigarice, tudo indica que vá armadilhar o caminho a quem vier a seguir. 
Podem dizer que estou a ser injusto e calunioso, mas a culpa não é minha. Esta gente já mostrou que honestidade não é palavra que entre no seu vocabulário.
Acresce que, por força da introdução da fiscalidade verde, os portugueses vão sofrer um brutal aumento de impostos. Podemos confiar na palavra de quem anda há três anos a mentir aos portugueses?