segunda-feira, 13 de outubro de 2014

The show must go on

Marinho e Pinto continua a enganar os portugueses. Anuncia um espectáculo de striptease no site do seu partido, mas só tira o véu.

God Save the Queen



Centenas de voluntários, médicos e enfermeiros britânicos estão na Serra Leoa para prestar apoio às vítimas do ébola. O governo de Cameron enviou também para aquele país africano  quase um milhar de soldados, integrados numa acção humanitária.
Na semana passada, os ministérios da saúde e da defesa britânicos decidiram levar ainda mais longe a solidariedade com as vítimas da Serra Leoa: comunicaram aos voluntários e militares que, no caso de virem a contrair o ébola, o governo de Sua Majestade não lhes garante o regresso a casa.


À sombra de um(a) azinheira



A ascensão de Costa coincidiu com o regresso de Manuela Moura Guedes ao espaço do comentário, algo que ela já não fazia desde os tempos da TVI , quando se disfarçava de pivot no Jornal da Má Lingua   Nacional, para atacar Sócrates.
Poderia ser coincidência, mas no sábado a revista do Expresso publicou uma entrevista com MMG, em que ela garante que nunca teve intenção de fazer mal a Sócrates.
À noite, foi a convidada do seu grande amigo Nuno Azinheira que  estreou, na RTP Informação ( também não há coincidências neste convite) o programa "Ainda Bem que Vieste".
Durante a entrevista, revelou que quis ser freira. ( Certamente por falta de vocação, acabou na Barca do Inferno)
São duas entrevistas que pretendem reabilitar uma das personagens mais sórdidas na perseguição movida a Sócrates.
Não é por acaso e não há coincidências. A comunicação social afecta ao governo, na perspectiva de uma derrota de Coelho nas próximas legislativas, prepara o regresso de uma das figuras mais sinistras do jornalismo português, para atacar o novo líder do PS, com a sua imaginação prodigiosa para inventar notícias.
Esta canalha não dorme!

A Lei Camelo




Pressionado a corrigir rapidamente os erros que prejudicaram professores, alunos e pais, Nuno Crato tirou um coelho da cartola e anunciou a solução: os alunos prejudicados irão ter aulas de compensação.
Obviamente, não explicou como vai conseguir aplicar a medida. A carga horária de alunos já é excessiva e os alunos não são como os camelos, que armazenam líquidos para matar a sede quando necessitam de água.
O mesmo se aplica aos professores. Estará Nuno Crato a pensar que professores com 35 e 40 horas semanais ainda terão disponibilidade para aumentar a carga horária?  Estará a cogitar reduzir o período de férias lectivas dos alunos, obrigando-os a frequentar as aulas de compensação nesses períodos?Ou, pior ainda, estará a pairar na sua cabeça que as aulas de compensação serão dadas por professores com horários mais reduzidos, que actuarão como pronto-socorro em apoio a turmas que estiveram sem aulas durante mais de um mês ( prazo que se pode prolongar pelo menos até início de novembro, como já avisaram os sindicatos, as associações de pais e algumas escolas).
Teme-se que seja pior a emenda que o soneto. Certo, porém, é que Crato e Coelho seja qual for a medida adoptada, se congratularão com a capacidade em corrigir erros. 
Toda a gente sabe, porém, que nada impedirá a injustiça de, em Junho, os alunos não  se apresentarem a exame  nas mesmas condições.