sábado, 11 de outubro de 2014

Acabou-se a austeridade. Até qu'enfim!

Passavam poucos minutos das 13, quando liguei a televisão para ver o noticiário. Nos três canais generalistas, só falavam de futebol. Um jogo a feijões entre Portugal e França merece, pelo parâmetro informativo das nossas televisões, destaque de abertura dos noticiários.
Segui para o Porto Canal que emitia, a essa hora, "A Revista da Semana" ( aproveito para dar os parabéns a toda a equipa, pelo 8º aniversário).
Em último recurso, sintonizei a CM TV. Helas! Afinal há notícias. Está a decorrer, desde as 9 da manhã, o conselho de ministros extraordinário, para aprovação do OE 2015.
A jornalista vai informando o que se está a discutir naquele momento em S. Bento. redução da taxa extraordinária do IRS em 1% e redução do IRC em 2%. Ou seja, a redução do imposto dos patrões é o dobro da dos trabalhadores. Pelo menos para os empresários, a austeridade está a caminho do fim.
Mas não só para eles. Enquanto a jornalista fala, vão-se vendo imagens gravadas da chegada dos ministros a S. Bento. Pelo ecrã passam BMW, Audis e VW topo de gama. Vespas nem vê-las. Até o ministro da cuja aderiu à moda alemã.
A pegada ecológica deste governo também é topo de gama.

Respira-se melhor

Ontem percebeu-se bem como foi benéfica para os portugueses a substituição de Seguro.
No debate parlamentar, Ferro Rodrigues conseguiu deixar Passos à beira de um ataque de nervos. Sem aquele ar choramingas, nem  o tom  de voz esganiçado de Seguro, sem recorrer a chavões que os portugueses já não podem ouvir e com intervenções incisivas, Ferro Rodrigues  enervou Passos Coelho. 
Respira-se mehor em Portugal por estes dias e, acima de tudo, os portugueses voltaram a ter esperança.

Uma questão de (boa) fé

Passos Coelho reconheceu o erro de Crato, mas disse que foi um erro de boa fé.
É altura de lembrar que os portugueses, quando se endividaram, também o fizeram de boa-fé, porque não esperavam que viesse um governo roubá-los.
O mesmo raciocínio se aplica aos que compraram acções do BES, confiantes no valor da palavra do pm e daquele empecilho de Belém. (Ingénuos!...)
Estamos conversados. Confirma-se o (a falta de) caracter  do primeiro ministro. Nada de novo portanto.