quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Se fosse cá, o refrão seria outro...

Uma multidão protestou esta tarde em Madrid contra a  decisão e abater o cão da enfermeira infectada com ébola.
As palavras de ordem eram " Porquê o cão e não a ministra?" ( da saúde)
Se fosse cá, o refrão seria outro. Querem dar um palpite?

Os jornais falharam o alvo. O culpado é o cobarde, não é o teimoso!



A imprensa de hoje dá destaque à notícia de que Pedro Passos Coelho não demitirá Nuno Crato, apesar da bagunça que lançou nas escolas.
Não é nenhuma surpresa. Por isso, não devia ter sequer honras de notícia. Muito menos de primeira página. 
Dar relevo à teimosia de Passos é o mesmo  que dar notícia sobre um cidadão que pisou cocó de cão  numa rua de Lisboa. É tão banal, que não merece ser notícia
A questão não está em saber se o pm deve demitir Crato. PPC é teimoso, nunca demitiu um ministro e não seria agora, a meses das eleições legislativas que o iria fazer. Além disso, quem iria aceitar um lugar inquinado pela incompetência? Só um boy igualmente incompetente, sequioso de enriquecer o curriculum com o desempenho do cargo. Como diz o povo " p'ra melhor está bem, p'ra pior já basta assim".
O que deveria ser  notícia é a razõa do apego de Crato ao lugar. Qualquer pessoa com um mínimo de vergonha na cara teria  apresentado a demissão após o primeiro erro na colocação dos professores ou, “in limine”,logo após a bronca da última sexta-feira.
Se Crato tivesse um mínimo de dignidade e sensibilidade, reconheceria que prejudicou gravemente professores, familiares, alunos e pais.
Só que o ministro da educação não tem nem vergonha, nem dignidade, nem sensibilidade. Só vaidade. Optou, por isso, por imolar o Director-Geral , pessoa da sua confiança. Depois, para se justificar, optou por brincar com as palavras.
A conduta indigna do ministro é que deve ser motivo de notícia. Um cobarde como Crato não tem estofo, nem perfil, para ser ministro. E só razões muito fortes ( que vão para além da vaidade, da falta de vergonha e da insensibilidade do ministro) podem explicar a razão de se manter colado ao lugar. Era essas razões que eu gostava de conhecer. Enquanto ele está lá e não depois dele sair, chutado pelos portugueses.
Pedro Passos Coelho pode ser questionado pela sua escolha e pela teimosia em manter Crato à frente do ME, mas o cerne da notícia não é o teimoso. É o cobarde que se aproveita da sua fraqueza. 

Bava(roises)



Zeinal Bava sempre foi considerado um gestor de excepção. Diz-me, quem o conhece de perto, que a sua competência teécnica é irrefutável. 
Acredito. 
Mesmo quando a PT, uma das empresas portuguesas mais emblemáticas, anunciou a fusão com a Oi duvidei do que me diziam.
Comecei a torcer o nariz, quando soube  da sua ida para a Oi, logo após o escândalo Granadeiro. 
Hoje, ao ler a notícia da saída de Zeinal Bava da Oi, ligando-a ao facto de o gestor ter sido conivente no empréstimo suicidário de 900 milhões à Rioforte, aprendi um pouco mais sobre este desgraçado país.
Já o sei há muito - e Zeinal Bava certamente também- que em Portugal não chega ser competente para desempenhar determinados lugares. Para chegar ao topo da PT, Zeinal Bava teve de fazer cedências a Ricardo Salgado, o  eucalipto da economia portuguesa.  Com o afundanço do BES e  de Ricardo Salgado, Zeinal Bava  apanhou por tabela e  não esscapou ao naufrágio. Terá aprendido que não há almoços grátis.
Parafraseando o que uma amiga escreveu no FB, Zeinal pode aproveitar o nome e tornar-se um exímio "chef" na confecção de bavaroises. Mas é bom que não esqueça uma coisa: o eucalipto não faz parte da receita e, em vez de Sal (gado) deve usar açúcar.

Não há pachorra

Não tenho pachorra para aturar as pessoas  que suspiram pela privatização dos transportes públicos , nomeadamente o Metro.  Os argumentos mais ouvidos são:
“Isto é uma vergonha!  Esperar 5 minutos por um comboio? Isto só em Portugal!”
“ Estão sempre com perturbações! "Quando funcionam, entram logo em greve"
Quero ver a cara desta gente quando, depois da privatização, constatarem  que as medidas em tempos propostas pelo ministro Álvaro ( supressão de parte dos percursos a partir das 21 horas  e maior espaçamento entre os comboios) foram aplicadas pelo operador  privado.
Isto para já não falar do preço dos passes!
A privatização dos transportes públicos é mais um dos crimes contra o país que este governo vai cometer. Mas que se há-de fazer quando o povo aplaude?