sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Como ganhar, prdendo?

O Não ganhou na Escócia. A Europa suspirou de alívio, mas os escoceses também, porque ganharam mais autonomia, mantendo-se no Reino Unido. Em breve outras regiões da Europa vão reclamar igualmente mais autonomia. A primeira será a Catalunha e outras se seguirão. Ainda não foi ontem que se abriu a Caixa de Pandora, mas já não deve faltar muito.

Bibó Porto (17): O mercado do Bolhão



As origens do mercado do Bolhão remontam a  meados do século XIX, mas o actual edifício é muito mais recente. Data de 1914, assinalando-se este ano o 100º aniversário. Projectado pelo arquitecto Correia da Silva,  foi desde logo considerada uma obra muito arrojada para a época, devido à utilização do betão armado em conjugação com estruturas metálicas, coberturas em madeira e cantaria de pedra granítica.  Em 2006 foi classificado como imóvel de interesse público.
Desde 1984 que se fala na necessidade de proceder à sua reabilitação.
Em 2007 Rui Rio abriu um concurso para a  privatização. A empresa vencedora  anunciou que iria proceder à demolição do interior e, para rentabilizar o espaço,  propunha-se construir um condomínio de luxo e um centro comercial. Para o mercado ficaria apenas cerca de 5% do espaço, devendo o projecto estar concluído em 2009. O debate na Assembleia Municipal foi aceso, sendo a proposta da empresa aprovada  com 27 votos a favor e 26 contra.
No entanto, a  reacção dos portuenses não se fez esperar. Gerou-se um grande movimento cívico  contra  a destruição do mercado do Bolhão. Multiplicaram-se as manifestações de repúdio ao projecto  e a situação chegou a um impasse, que ainda se mantém.
Há outros mercados emblemáticos no Porto, como Ferreira Borges e do Bom Sucesso, entretanto requalificados, mas nenhum deles tem a magia do mercado do Bolhão.Mais do que um mercado, o Bolhão é um ex-libris da cidade, que  faz parte  dessa condição única de ser tripeiro