quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Blanca y radiante, va la novia

"Le sigue atrás um novio amante (...)"
Lembrei-me desta canção do António Prieto, a propósito desta noiva portuguesa

Haja dinheiro para pagar a água...

Esta notíca não é do século passado, mas parece. Garanto-vos, no entanto, que é da última segunda-feira.
Pelo menos para 50 aldeias algarvias Portugal está melhor. Estas idosas já têm água canalizada em casa. Entre outras coisas, já podem  tomar banho com outro conforto. Resta saber se têm dinheiro para pagar a água...

Das cassettes e das rosas


Não tencionava perder nem mais um minuto com a discussão que se trava no seio do PS.  Infelizmente nem sempre aquilo que desejamos  se cumpre e este fds fui chamado a pronunciar-me sobre o assunto.
Não acrescentei muito ao que já aqui escrevi. Na luta que se trava no seio do PS, não me interessa muito a questão dos rostos. Estou mais interessado em conhecer as diferenças políticas entre os dois candidatos. Sei que elas existem, mas nenhum deles parece estar interessado em abrir o jogo, com medo de perder votos.
As primárias do PS não correm o risco de ser uma rixa entre  facções, pela simples razão de já o serem, como é bem visível pela forma como as tropas de ambas as partes esgrimem argumentos. Ataca-se o outro candidato pela cor dos olhos, porque ressona, ou porque tem gostos gastronómicos esquisitos, mas raramente se combate uma ideia, com uma proposta alternativa. Seguro tem sido de uma baixeza a roçar a canalhice. Postura imprópria de um socialista? Mas isso já eu sabia há muito.
O PS deste Verão de 2014 é o espelho do país: desavindo, desgostoso, descrente. Temo que no Outono, após as primárias, o PS seja  um partido profundamente dividido, incapaz de colar os cacos de uma luta interna onde parece valer tudo. É isso que mais me preocupa. O país precisava de um PS forte e coeso que fizesse frente ao governo e fosse uma alternativa, não precisava de um partido em cacos, cujo líder terá como primeira  preocupação recolher os despojos e, só depois,  enfrentar o governo.
Neste fim de semana, um velho amigo comunista, daqueles empedernidos que só vêem  as coisas por um lado e a uma cor, manifestava-me indiferença pela luta no seio do PS mas, com um brilhozinho nos olhos, disse-me que ia ser o fim do PS. Depois meteu a cassette das classes trabalhadoras enganadas , que só o PCP sabe defender e manifestou, mais uma vez, a sua crença numa vitória dos comunistas a breve prazo.
Pobre coitado! Entretido  a sonhar com a grande vitória da classe operária, nem se apercebe de duas questões fundamentais: o PS é fundamental para a nossa democracia e a classe operária que tem emprego aburguesou-se, viciou-se no capitalismo popular e no consumismo desenfreado. Está-se marimbando para a política.E, pior do que tudo, vota PSD!
Irredutível, este meu velho amigo continua a acreditar que a classe operária precisa de ser reeducada para os valores do socialismo.  E que a vitória final será do povo.
Dei-lhe um abraço e despedi-me até à festa do Avante!

Incendiário, ou queixinhas?

Sinceramente ainda não percebi a ideia de Durão Barroso, numa altura em que a situação na Ucrânia está explosiva, "facilitar" a passagem desta notícia para os jornais. 
Será  incendiário, ou  apenas um queixinhas que foi  pedir protecção à mamã Merkel?

E que tal um pouco de imaginação?

Fechou ontem o mercado de transferências no futebol, mas a imprensa desportiva não perde tempo e já começa a falar no mercado de Janeiro.
Desde Maio que se falava da transferência de Enzo Perez para o Valência mas, como não se concretizou, os jornais desportivos fizeram nova aposta. Em Janeiro é que vai ser! Escrevem até que já há um acordo de cavalheiros entre Benfica e Valência ( como se houvesse cavalheiros no futebol...)
Já vai sendo tempo de os jornais desportivos inventarem coisas novas para vender papel. Ou já se esqueceram que passaram todo o defeso a dizer que LFV tinha acertado a venda de Enzo Perez por 25 milhões e depois terá roído a corda e exigido 30? 
Um bocadinho mais de imaginação nas redacções dos desportivos, please!