segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O Dr. Passos tem uma grande lata!

O défice público continua a aumentar. A economia engasgou-se e o milagre do crescimento acima de 1 por cento, em 2014, é quase uma miragem
Lesto como uma lebre, o dr Passos foi com o papá a Valpaços, dizer que o aumento se deve às decisões do TC que  obrigaram o governo a restituir o subsídio de férias aos funcionários públicos e as pensões aos reformados.
Esqueceu-se de dizer que o governo vai gastar 1 milhão em automóveis novos e que o regabofe nos gabinetes ministeriais não tem fim.
Para além das contratações de boys - que antes das eleições ele garantia não fazer, privilegiando o recurso a funcionários públicos- os gabinetes continuam a gastar balúrdios com estudos. Este ano, só o ministério da defesa já delapidou meio milhão de euros nesta rubrica. A maioria dos estudos foram de carácter jurídico. Custa a entender, pois na administração pública existem milhares de juristas que poderiam desempenhar essa tarefa. Serão todos indigentes e incapazes?
O sr. Coelho, com a complacência do cadáver de Belém, continua a delapidar o património do Estado, a amarrotar as promessas eleitorais de poupança e a escarnecer dos portugueses.
Não haverá por aí nenhum jornal interessado em investigar quanto é que o governo já delapidou, só por não cumprir as suas promessas eleitorais de contenção da despesa? E já agora, quantos funcionários públicos foram contratados para os gabinetes?
São dados que talvez ajudem os eleitores a perceber o regabofe despesista do governo.
Entretanto amanhã, depois do conselho de ministros extraordinário, lá virá Marques Guedes justificar mais umas medidas de assalto aos bolsos dos portugueses, com a necessidade de cumprir o défice, que as decisões do TC puseram em risco. Com jeitinho ainda lhe chama reforma do Estado.

Venha daí ver os aviões, Isabel Stilwell!




No sábado, em crónica publicada no jornal i , Isabel Stilwell  revelava aos leitores  a sua  desilusão por não ter conseguido mostrar às netas  aviões a levantar e aterrar na Portela.
Compreendo bem a decepção de Isabel Stilwell, por ter criado expectativas nas netas e as ter defraudado, ao constatar que o mundo mudou e o varandim do aeroporto da Portela, onde as pessoas se iam despedir de familiares que “ partiam para as colónias em defesa da Pátria”, já não existe.  Em pleno século XXI, tomar um café com vista para os aviões,  só é permitido a embarcadiços que pagaram bilhete para viajar. 
Tenho, no entanto, um segredo a revelar-lhe Isabel! 
Quando os Azeitonas (“Anda comigo ver os aviões  levantar voo, a rasgar as nuvens, rasgar o céu” ) voltarem a recordar-lhe os tempos em que as crianças da nossa geração eram levadas pelos pais  ao aeroporto para ver esses espectáculo fantástico de uma máquina de muitas toneladas a elevar-se no céu e isso a motivar a levar as suas netas, dou-lhe uma sugestão:
Antes de chegar ao aeroporto da Portela, saia da segunda circular em direcção à Alta de Lisboa. Logo na primeira rotunda, siga pela Avenida Santos e Castro. Uns metros adiante, à sua direita, vai ver muitos carros parados e muitas pessoas a movimentarem-se.  Não se preocupe, porque não é acidente! Pare também e vai descobrir, com espanto, o que as pessoas estão ali a fazer, naquele miradouro privilegiado: a ver aterrar e descolar aviões! 
Famílias inteiras, casais de namorados, ou pessoas que adoram fotografar/filmar  aviões a descolar e aterrar, acorrem ali diariamente.
O funcionário que a aconselhou a meter-se num autocarro para ver os aviões “durante cinco segundos”, podia ter-lhe dado  esta sugestão mas, como ele não deu, dou-lha eu com muito gosto. Vai ver que as suas netas vão gostar!

"O trágico e o rir vão muitas vezes a par"

Bem prega Frei Tomás...

"Foram raptados e assassinados a sangue frio por bestas humanas. Em nome de todos, o povo judeu gostaria de de transmitir às suas famílias que estamos profundamente tristes e que toda uma nação chora ao seu lado. O Diabo ainda não criou a vingança apropriada para o sangue de uma criança; nem para a vingança pelo sangue de três jovens puros, que estavam a caminho de casa, ao encontro dos seus pais, que não mais os verão. O Hamas é responsável, o Hamas pagará o preço."


Estas palavras foram proferidas por Benjamin Netanyahu em Junho, horas depois de o Hamas ter, alegadamente, raptado e assassinado três jovens judeus.
Desde que lançou a ofensiva contra Gaza, o exército israelita já matou centenas de crianças inocentes em praias, escolas e hospitais. Muitas eram bebés de meses.
A indignação da ONU durou uma manhã.
À memória vem-me aquela frase de Mujica ( presidente do Uruguai) que sobre a pesada suspensão de Luís Suarez por  ter dado uma dentada num adversário, disse:
" A FIFA é um  bando de velhos filhos da puta!"