quarta-feira, 6 de agosto de 2014

A queda de outro mito



Aquela história de ser  "benfiquista e bom chefe de família", sempre me pareceu mal contada.  Um estudo vem repor a verdade

A mentira tem a perna curta

Ex conselheiro de Durão Barroso, não tem dúvidas. Vamos mesmo pagar as vigarices do Salgado e a incompetência de Carlos Costa:
" Governo está a enganar os portugueses" - garante Paul De Grauwe

À martelada


Assim como ainda ninguém conseguiu explicar por que razão a hiena ri, também  ninguém terá percebido o ar de felicidade do governo face aos números do emprego ontem divulgados. É que, como tentarei explicar, há sobejas razões para nos preocuparmos e poucas ( ou nenhumas) para  olhar o futuro com optimismo.
O INE revelou ontem os números do desemprego. A redução do número de desempregados, de 14,1% para 13,9% é real, mas o governo decidiu martelar os números e fazer interpretações pouco sérias, para anunciar um grande sucesso.
Governo, oposição e sindicatos  interpretam os números à sua maneira. Fazem o seu papel.
O governo tem razão quando diz que o desemprego em Portugal baixou. Só que não diz tudo...
Oposição e sindicatos estão mais próximos da verdade, quando  dizem que a baixa da taxa de desemprego se deve à sazonalidade e à emigração. 
 Acrescente-se o número de pessoas que desistiram de procurar emprego, os desempregados “ abatidos” na estatística, porque deixaram de receber o subsídio, os desempregados que estão a frequentar estágios de formação ou em cursos de formação profissional promovidos pelo IEFP e  facilmente se conclui  que os números estão a ser  martelados. Não pelo INE, mas pelo governo, sempre hábil a manipular os números.
Os sorrisos de satisfação do homem da Vespa e do seu chefe (pm em regime de substituição) são absolutamente desadequados. A descida do número de desempregados , além de ser fictícia, não é sustentada.  Em primeiro lugar, como referi, por causa da sazonalidade. Uma análise dos números divulgados pelo INE permite  constatar que  as zonas onde mais baixou o desemprego no último trimestre foram Lisboa, Algarve e Açores,  regiões de grande procura turística. Terminado o Verão, milhares de pessoas nestas zonas voltarão a estar desempregadas, embora não entrem de imediato para as estatísticas. Como acontece todos os anos, muitos nem chegarão a entrar, porque chegado setembro percebem que a única solução é emigrarem.
Por outro lado, há um outro número que devia preocupar o governo: em quase um terço dos concelhos, o desemprego está a subir. Especialmente em concelhos do norte e do interior centro e sul. Ou seja, a desertificação do interior, associada à extinção de serviços em muitos destes concelhos está  a agravar o desemprego. Com a agravante de, a maioria destas pessoas, nunca mais terem oportunidade de voltar a trabalhar.
Finalmente, as expectativas futuras não são nada animadoras. Ainda não é possível saber quais serão os efeitos em cascata da falência do BES.  Sendo o banco onde grande parte das PME contraem créditos, não ficarão imunes ao que se vier a passar. Muitas empresas correm o risco de ser arrastadas para a falência, o que implicará um aumento significativo do número de desempregados.  Acresce que- ainda de acordo com as estatísticas do INE-   as exportações desaceleraram  e o comércio a retalho e a produção industrial estão a perder vitalidade.  Como se tudo isto não bastasse, o desemprego jovem ainda é superior a 36% e o emprego não qualificado está a ser substituído por emprego qualificado, em muitos casos, com salários mais reduzidos.
Perante este panorama, não é fácil perceber a satisfação do governo. Salvo se o objectivo for esmagar ainda mais os salários, ou uma crença inabalável na descida dos números do desemprego.
É óbvio que, no limite, podemos até ter uma taxa de desemprego a rondar os 0% se a emigração continuar a crescer e o governo aumentar o número de estágios profissionais.  No entanto, nem a emigração é ilimitada, nem os estágios para baixar à força o número de desempregados se podem multiplicar indefinidamente. Mesmo  tendo em atenção a “pipa de massa” que aí vem e o bónus de 1500 milhões de euros que a UE deu a Portugal  “como recompensa por termos sido alunos  bons e disciplinados” ( Durão Barrosos dixit)

De regresso à incubadora

Pedro Santana Lopes, provedor da Misericórdiarecentemente reconduzido por Pedro Passos Coelho, anunciou há uma semana possível candidatura a Belém.
Hoje, a notícia é: Futuro da Misericórdia de Lisboa pode estar em risco.