segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Foi por vontade de Deus?

Que o governo acabou com o Espírito Santo, no dia em que pela primeira vez venceu Jesus?

Não se distraiam com minudências

O sr. Silva  está a banhos mas, antes de rumar à Coelha, lançou um repto aos juízes do Tribunal Constitucional, em jeito de cunha: 
" Deixem-se lá de esquisitices. Não percam tempo a ver se as leis são constitucionais. Lembrem-se mas é que Portugal tem obrigações internacionais".
Isto não é atitude de um PR. É acto de cobardia e traição.
Não se distraiam muito com o caso BES Apesar de ser perceptível que vamos ser nós (uma vez mais) a pagar as vigarices dos banqueiros- e o pior ainda poderá estar para vir- o que tenho lido leva-me a acreditar que se o governo optasse por deixar cair o BES, seria pior a emenda que o soneto.
Centrem as vossas atenções no comportamento do PR e na comandita  governativa apoiada pelo okupa de Belém. Não é por ser useiro e vezeiro em violar a Constituição, que esta atitude do PR deve ser encarada com um encolher de ombros.
A tentativa de manipular os juízes, para que fechem os olhos à violação da Constituição, é que me parece demasiado grave e merecedora da nossa redobrada atenção.

Um ditador sem rosto

Foi a sociedade de consumo, do desperdício e do esbanjamento, que conseguiu a proeza de derrubar o muro de Berlim e desmoronar o bloco soviético.
O problema é que a sociedade de consumo, tal como a conhecemos até ao final do século XX, já não existe.Depois de se tornar global, dominar  o mundo virtual e os mercados financeiros, pretendeu globalizar a ideologia. Perdeu!
Talvez estejamos prestes a assistir à reconstrução de um outro muro a Leste. Erguido pelas políticas de austeridade que destronaram a sociedade de consumo e procuram impor o pensamento único. Com bastante mais sucesso, diga-se, porque utiliza o medo para dominar os povos, enquanto a sociedade de consumo "vendia" a ideia de que consumir era uma forma de liberdade. 
As pessoas acreditaram.  Entregaram-se nas mãos dos bancos, em troca de crédito "barato", julgando que estavam a pagar o preço de serem livres. Nunca perceberam que a liberdade prometida pela sociedade de consumo, não era mais do que uma nova forma de escravatura. Apenas mudaram de dono. O ditador em cujas mãos se entregaram, não se chama Obiang, Salazar, ou Kim il Sung. Chama-se Mercado mas, se lhe perguntarem quem é, responderá "Ninguém!".
Não tem rosto. Tem a capacidade de se metamorfosear em bancos, bolsas, índices, taxas de juro e acções que constituem o seu todo. Ninguém o vê, mas está presente na vida de todos nós. É Ele que impõe o pensamento único e dita as regras, seguidas pelos governantes ocidentais, de forma submissa.

Saia uma caldeirada

Carlos Costa acaba de comunicar ao país que foi traído por Ricardo Salgado & Cª. Deve  ter sido o último a saber...
O governador do Banco de Portugal anunciou a criação de um banco novo  que se vai chamar Novo Banco. Estou estupefacto com a criatividade!
Informou ainda que o Estado vai emprestar 4,9 milhões de euros ao Fundo de Resolução. Ingénuo, eu pensava que era ao governo (PM ou ministra das finanças) que competia comunicar os empréstimos do Estado. Ou será que enquanto Coelho está a banhos, é substituído pelo governador do Banco de Portugal?
Carlos Costa tentou sossegar os portugueses, garantindo que nunca serão chamados a pagar este empréstimo. Não explicou foi como isso será possível, se ainda houver esqueletos escondidos no armário e for preciso mais dinheiro. Omitiu- e não foi por esquecimento- qual o juro que irá ser pago pelo capital investido pelo Estado no Novo Banco. 
O governador do BP também não explicou quais são os activos que vão transitar para o "Banco Mau". Talvez desse jeito, para a gente perceber quais serão as implicações desta divisão.
Carlos Costa não disse, mas toda a gente percebeu, que se as coisas  não correrem bem, isto vai acabar numa grande caldeirada e os contribuintes vão ser chamados a pagar o empréstimo.  
Também não percebi a razão de só agora Carlos Costa ir apresentar queixa da antiga administração, quando já percebeu, há três semanas, que tinha sido enganado.Ou, então, ele sabe- como todos nós- que Ricardo Salgado está a esta hora a rir-se de tudo isto e borrifando-se para a justiça, porque nunca será preso, os eventuais processos prescreverão e a família continuará a ter uma vida regalada. Quem sabe até, se daqui a uns anitos, não vai reaver o Banco. Limpinho de dívidas e activos tóxicos. Como aconteceu depois da nacionalização. D. Branca é que não teve a mesma sorte...
Vítor Constâncio é que era um irresponsável, não era?