sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Bibó Porto (11) : Sem palavras


A imagem diz mais do que mil palavras, por isso, esta semana fico-me por aqui.

Está tudo doido?




Uma  associação de ciclistas defende que nos casos de acidente entre uma bicicleta e um veículo a motor, os prejuízos devem ser sempre suportados pela seguradora do motorizado, mesmo que a culpa seja do ciclista, porque este é mais vulnerável 
 José Caetano - presidente da associação- justifica esta exigência, com o argumento da crise. Diz ele que quem anda de bicicleta não tem dinheiro para o passe social, quanto mais para pagar seguro!
Mas este exemplar tuga tem outro argumento de peso. Defende o Caetano que  o seguro para os ciclistas não deve ser obrigatório, porque os peões também usam passadeiras e passeios e não são obrigados a ter seguro!
Num belo exemplo do espírito da parolice tuga, Caetano defende ainda que, mesmo no caso de o ciclista ser culpado, o normal é que seja o motorizado a ver o seu seguro agravado, porque a bicicleta é ecológica e os veículos motorizados são poluidores, pelo que é justo(???) que sejam eles a pagar os custos sociais de quem anda de automóvel.
Mas, para este lídimo representante da irresponsabilidade tuga, o mais grave é que quem conduz um veículo motorizado está a usar uma arma potencial. Sosseguem! O gajo não propõe que seja exigida licença de uso e porte de arma aos condutores de veículos motorizados
Só considera um disparate as bicicletas serem obrigadas a ter matrícula, como qualquer outro veículo.
Os ciclistas ganharam direitos e vias próprias ( e bem!). Quererem ser desresponsabilizados quando provocam acidentes, é um bom exemplo da cretinice tuga, assente na irresponsabilidade.
Por este caminho, ainda vou ver o Caetano, no caso de um ciclista atropelar um peão ou um animal doméstico, a exigir uma indemnização ao proprietário do animal. Vai-te catar, mano Caetano! 

Moedas de troca

Jean Claude Juncker queria uma portuguesa para comissária, mas Passos Coelho mandou-lhe um comissário, dificultando a vida ao luxemburguês "amigo de Portugal".
Desempregado  depois de terminar o programa de ajustamento, Moedas ainda aspirou a substituir Maria Luís na pasta das finanças. Só que a recusa de Juncker em atribuir um cargo de relevo à  ex- professora  do pm,  obrigou PPC a mantê-la por cá  e enviar o secretário Moedas.
O ex-secretário de estado será acompanhado de uma carta de recomendação, em que PPC explica a escolha:
"Caro Juncker:
Ofereci-te de bandeja uma mulher, ministra, amiga do Schaueble e sua fiel seguidora que seria muito útil para garantir a continuidade da política de austeridade. Como recusaste oferecer-lhe um cargo de responsabilidade, levas  o meia leca Moedas que estava desempregado há dois meses. Arranja-lhe aí um cargo qualquer, porque o tipo é jeitosinho para qualquer coisa e aprende depressa. Esquece essa ideia da Maria João Rodrigues, para quem tinhas destinado o lugar de comissária para o emprego. Achas que eu ia dar um lugar de destaque a uma fulana da oposição?
Abraço"