segunda-feira, 23 de junho de 2014

A portuguesa que recusou entrar para a História



Em Maio, Helena Costa foi contratada, como treinadora, pela equipa francesa do ClermontFoot. A surpresa foi grande e a comunicação social, portuguesa e mundial, deu-lhe grande destaque. Teve direito a entrevistas, reportagens de televisão e chegou mesmo a ser capa de revista. Era a primeira mulher, no mundo, a treinar uma equipa de homens.
Hoje, Helena Costa bateu com a porta e despediu-se. Desconhecem-se ainda as causas da demissão, mas amanhã de manhã ( terça-feira) a treinadora portuguesa dará uma conferência de imprensa onde irá apresentar as razões da demissão.
Por agora, apenas se sabe que Helena recusou entrar para a História do futebol. Deve ser grande a frustração no balneário do Clermont Foot. Qual o homem que não gostaria de ser treinado por ela?

Se alguém desse uma Tecnoforma ao Seguro..

Já perdi a conta aos argumentos invocados  por Seguro para  reivindicar  a sua legitimidade de secretário -geral e justificar a recusa de realização de um congresso  extraordinário. No entanto, apesar de já  ter ouvido. quase todos os que constam do cardápio, ainda não ouvi o verdadeiro. E esse é: Medo! Miúfa! Cagaço!
Seguro e o seu círculo sabem que nem o  PS, nem o país, estão com ele. Sabe que ir a votos significa uma derrota e, acima de tudo, o desemprego. Que iria fazer Seguro sem a política?
Não sou militante socialista, mas o PS sei- como sabe qualquer pessoa de direita ou de esquerda, minimamente inteligente- que o país precisa de um PS forte. Que tenha  ideias e propostas alternativas. O problema do PS é estar neste momento a discutir muito as caras e ter esquecido o debate de ideias. 
 Claro que Seguro tem contribuído muito para isso. Desde que chegou ao poder, apenas tem enfraquecido o partido e já deu provas irrefutáveis de que prefere destruir o PS e marimbar-se para o país, a ir a votos no próprio partido.
Seguro tem sido amorfo ao longo destes três anos mas, curiosamente, deitou as garras de fora e encarniçou-se quando se tratou de dar luta a um camarada de partido.
O espectáculo triste a que temos assistido apenas confirma a falta de carácter de Seguro, que já tinha sido bem perceptível, aliás, na noite eleitoral de 5 de Junho de 2011.
Até aqui tinha pena de Seguro. Percebia a sua mágoa por ter sido traído pelo amigo de sempre, Passos Coelho.Compreendia a inferioridade de Seguro face ao amigo, por nunca ter tido um padrinho que lhe oferecesse uma empresa onde pudesse delapidar fundos europeus, para alargar a sua esfera de influência. Compreendia tudo isso e até que o sucessor de Seguro no partido se condoesse do homem e lhe arranjasse um lugarzito jeitoso, para o compensar desta travessia do deserto. Apesar de não ter evitado o naufrágio e ter mesmo contribuído para afundar o PS, Seguro merecia um agradecimento do partido.
Hoje, o que sinto por Seguro já não é pena. É desprezo. Esse é o único sentimento que se pode ter por  um homem que foi indigno na hora da derrota de Sócrates e sempre procurou apagar o passado do PS ( apesar de muitos erros, o governo de Sócrates trouxe mais igualdade ao país e um desenvolvimento que devia orgulhar todos os socialistas).
Seguro põe os seus interesses pessoais acima dos interesses do país. Sabe que a única forma de chegar ao poder é como muleta de Coelho e, aparentemente, isso chega-lhe. Mas não é suficiente para os portugueses que, apesar de tudo, preferem o original do PSD, a uma cópia rasca cor de rosa. Seguro nunca será primeiro-ministro mas nem ele, nem ninguém à sua volta, parece ter percebido.

Ora então 6+9= 15 . E vai um... É só fazer as contas

Por falar em contas...
Sabem qual era o mês de maior natalidade na cidade do Porto, nos idos de 40, 50 e 60? Não sabem? É só fazer as contas…
Hoje é noite de S. João. Vamos lá a trabalhar, tripeiros, para o aumento  da natalidade em 2015. 
Eu sou escorpião mesmo…

Pausa para descontrair



Uma boa hipótese para descontrair é aproveitar a hora do almoço, ou o final da tarde, para ir até à Gulbenkian. 
Por estes meses de Verão, uma das várias razões para ir até lá, é a exposição “Artistas Comprometidos? Talvez”, que reúne obras de 21 artistas contemporâneos, brasileiros, mexicanos, argentinos, colombianos, guatemaltecos, mas também da África do Sul, Moçambique, Marrocos, Portugal, França e Áustria. 
As obras e os artistas escolhidos pelo curador António Pinto Ribeiro para esta exposição pretendem questionar de que forma pode o artista comprometer-se num mundo globalizado. “Como e com o quê?”, pergunta o curador no texto de apresentação da exposição. “Como as obras produzidas, sem reivindicarem qualquer localismo, podem ser gritos locais ecoando no universo, ou como um compromisso com a beleza ou com a linguagem pode contaminar vários horizontes políticos e sociais.”
Estendendo-se ao jardim, esta exposição vai apresentar, até dia 7 de setembro no Edifício Sede da Fundação Calouste Gulbenkian, mais de duas dezenas de obras recentes, algumas das quais inéditas, produzidas expressamente para esta mostra, em suportes diversos: fotografia, escultura, instalação, pintura, desenho, filmes e vídeo. Obras que se relacionam com o mundo contemporâneo, com todas as suas descontinuidades e as diversas configurações que os artistas lhe atribuem.

Outra razão para dar um salto à Gulbenkian  é a exposição de Aguarelas " O Traço e a Cor" que estará em exibição até dia 21 de setembro.
E já agora, aproveite para visitar o Totem, o espaço onde decorreu entre 20 e 22 de Junho a " Festa da Literatura e do Pensamento da América Latina", onde tive a honra de participar.
É  uma composição arquitetónica que pretende representar de forma abstrata a América do Sul, as suas cores, texturas e sons, funcionando como espaço de reunião, de encontro e de contemplação. Está instalado  no jardim, junto à entrada da Biblioteca de Arte.
Hoje à noite, uma boa alternativa à bola é assistir à estreia mundial  de Yvonne Kane, um filme de Margarida Cardoso rodado em Moçambique que gira à volta de uma investigação sobre as verdadeiras causas da morte de uma ex-guerrilheira e activista política. É às 22 horas, também na Gulbenkian.

Para não perdermos o hábito...

Sempre que as expectativas são grandes, o desastre acontece.
Desta vez Paulo Bento deu uma ajuda. Seleccionar 4 ou 5 jogadores em péssimas condições físicas, na esperança de que recuperem, é confiar na sorte.
Estar a fazer contas, depois do empate de ontem? Ridículo!
Acusar apenas Paulo Bento pela vergonha? Vistas curtas.
É mais fácil acusar os árbitros, do que olharmos para os nossos próprios erros e tentar corrigi-los. É algo que faz parte do nosso quotidiano e se aplica a todos os sectores de actividade.
O Carlos Queiroz era mau,não era?
Claro que era. Punha o dedo na ferida, destapava os podres e as altas instâncias não gostam de ver o seu poder contestado. 
Enquanto assim for, nunca triunfaremos como  colectivo.Só seremos bons como indivíduos. Como ontem, uma vez mais, ficou demonstrado:
Rui Costa venceu a Volta à Suíça.
Tiago Machado venceu a Volta à Eslovénia.
Dulce Félix venceu os 5000 metros nos campeonatos europeus de atletismo.
Isto permite tirar ilações sobre o nosso presente, passado e futuro como povo e como Nação, mas agora não estou para aí virado...