terça-feira, 29 de abril de 2014

No Dia Mundial da Dança, assisti a um baile na Arena

Como costuma dizer o nosso amigo Rogério o futebol é a coisa mais importante entre as coisas sem importância ( não será bem assim, mas anda perto...) mas, de vez em quando, gosto de escrever sobre as alegrias que o pontapé na bola me dá. 
Hoje foi um desses dias. Deu-me um gozo muito particular ver o Real Madrid dar baile ao Bayern Munique. Não porque goste do Real ( sou Barça desde pequenino), mas porque a sobranceria dos alemães, que davam a presença  na final de Lisboa como garantida, já me estava a causar engulhos. Ir à Luz e ter de levar com a Merkel nas trombas não seria nada agradável. Muito menos, se tivessem o desplante de voltar a ganhar a final!
Hoje, Ronaldo e Cª   humilharam os alemães e deram-se ao luxo de passar 45 minutos a treinar no campo do adversário. Não fora isso e o Bayern, em vez de levar 4, teria levado 6 como o Schalke, a quem o Real também ensabooou o juízo nesta Liga dos Campeões, ainda antes de ter eliminado outra equipa alemã: o Borussia Dortmund. Os calaceiros do sul fizeram o pleno, eliminando todas as equipas alemãs que lhe apareceram pela frente. Pena que o Rajoy não lhes siga o exemplo...
Agora, para que a final de Lisboa seja perfeita, falta o Chelsea eliminar amanhã o Atlético de Madrid. Espero que isso aconteça, até porque Platini também não gostaria de ver uma final da Liga dos Campeões entre duas equipas espanholas. Fico a fazer figas para que Mourinho esteja em Lisboa no banco do Chelsea e torço para que vença o Real Madrid.  
Se a final for entre madrilenos, vendo o meu bilhete por bom preço. Se querem divertir-se, vão jogar para casa deles!

Quando a morte nos dói



Não é meu hábito escrever sobre óbitos. Ao longo destes anos apenas o fiz em relação algumas pessoas que conheci de perto, ou eram meus amigos.
É o caso de hoje.
Maria Emília Reis era uma sindicalista que conheci bem e de quem me tornei amigo, desde o dia em que me ajudou a fazer uma extensa reportagem sobre Trabalho Infantil, que me valeu o prémio de jornalismo que mais fundo me calou. Foi um trabalho em que coloquei todo o meu empenhoe tive grande dificuldade para evitar transpor para o papel toda a emoção que senti durante algumas entrevistas que realizei.
Maria Emília Reis era dirigente sindical da CGTP, militante da acção católica, da LOC e da Base Fut. Najuventude pertenceu à JOC (Juventude Operária Católica). Pude testemunhar todo o seu empenho na actividade sindical e a forma cooperativa como se prontificou a fornecer-me elementos e contactos para o meu trabalho, de uma forma isenta, apenas preocupada na dignificação dos trabalhadores, na defesa dos seus direitos e na igualdade entre homens e mulheres.
Maria Emília Reis acreditava numa sociedade mais justa, onde os trabalhadores podiam atingir um progresso social, pela justa retribuição e dignificação do trabalho. Foi a essa luta que dedicou toda a sua vida.
Foi hoje a enterrar na Igreja de Santo António das Antas,mesmo ao pé da casa onde cresci e ainda hoje, apesar da minha vida de andarilho, considero a minha casa.
Obrigado por tudo, Maria Emília. RIP!

O teu relógio é uma merda, pá!

Habemus Sanctum

Foto JSF


No último domingo a Igreja elevou dois Papas à condição de santos. Sempre tive muitas reticências em relação a João Paulo II, grande amigo dos ditadores sul americanos  (com Pinochet na foto)  e um entusiasta das políticas neo-liberais cuja ideologia promoveu  pelo mundo inteiro em mascarados actos de Fé, praticados em viagens pastorais. 
Também  fiquei  perplexo  quando soube  que João Paulo II e João XXIII seriam  canonizados no mesmo dia.  Além disso,  sabendo que o processo de canonização  é habitualmente moroso, estranhei a celeridade  com que se desenrolou a  santificação do papa polaco. Teria a crise chegado ao Vaticano e obrigado Francisco a poupar uns trocos? Nada disso...
Mais atento e certeiro do que eu, José Goulão explica as razões aqui