quinta-feira, 17 de abril de 2014

Tinham mesmo de vir estragar este momento épico?

Andava  tudo eufórico a anunciar amanhãs que cantam, porque a queda dos juros e o crescimento económico são irrevogáveis e eis senão quando a "Economist" vem refrear os ânimos e alertar os investidores que o entusiasmo é manifestamente exagerado!

Adivinhem quem ( não) vai ganhar um AUDI

Já aqui disse que desde sempre me habituei a pedir facturas e não vou aqui repetir as razões por que o faço.
Na segunda-feira fui ao portal da AT ver quantos cupões tinha para o sorteio desta noite e, (ó espanto!) não tinha nenhum.
Telefonei para o número que lá indicam e uma senhora muito simpática ficou tão confusa quanto eu. As facturas estavam lá, a senhora confirmou que estavam todas validadas, tudo regularizado, mas não me conseguiu explicar a razão de não me terem sido atribuídos os cupões para o sorteio ( seriam cerca de 80).
Incapaz de me ajudar a resolver o problema, aconselhou-me a enviar um e-mail para uma pessoa que me ajudaria a resolver o problema.
Enviei na hora. Até hoje, não obtive resposta. A que mãos terão ido parar os meus cupões? 
Não é que esteja interessado no AUDI, mas ver-me excluído sem qualquer explicação, depois de ter feito tudo direitinho, não ter quaisquer dívidas ao fisco e ser um contribuinte exemplar, isso chateia-me!  Sinto-me um totoexcluído, entre os 8 milhões de candidatos

Obrigado, senhores Vampiros!

Nesta época pascal, não podia deixar de agradecer à senhora Merkel e ao senhor Obama os esforços que têm feito para atear uma guerra na Europa. A avaliar pelos resultados que estão a obter na Ucrânia, onde o sangue já começou a jorrar, os seus esforços serão em breve coroados de sucesso.
O Alto Comissariado para os Direitos Humanos, da ONU, também deu uma boa ajuda...

O corte das gorduras

A ministra Albuquerque anunciou ao país os cortes para 2015. Embora o dissesse em tom solene, foi desde logo perceptível que estava a mentir, quando garantiu o corte de 730 milhões nos consumos intermédios do Estado.
Trata-se de uma mentira demasiado óbvia. Se fosse fácil cortar nas gorduras do estado, o governo certamente já o teria feito há muito. 
Não o fez, nem vai fazer, porque as gorduras do estado alimentam uma clientela partidária que pulula em gabinetes de advogados, economistas e ambientalistas cuja sobrevivência depende dos favores do Estado.
 Não o fez, nem vai fazer, porque nenhum governo foi ainda capaz de acabar com a corrupção moral que grassa na administração pública. 
Não o fez, nem vai fazer, porque continuam a gastar-se, todos os meses, milhares de euros em viagens inúteis de funcionários menores para paraísos distantes.
Não o fez, nem vai fazer, porque o governo não tem força (nem vontade) para enfrentar alguns grupos instalados que parasitam à volta do Estado e dele se alimentam para garantirem a sobrevivência.
Os cortes que Marilú anunciou não serão, uma vez mais, nas gorduras do Estado. São no osso. Prevêem-se, por isso, mais cortes na saúde, na educação e na segurança social. Talvez mais alguns despedimentos. Quanto ao resto, o regabofe continua.