segunda-feira, 7 de abril de 2014

Resumo do dia: houve política, hoje!

Sócrates foi grosso para JRS.  O jornalista escritor ficou ofendido, mas quem anda à chuva molha-se. Sócrates não percebeu que caiu numa emboscada de que também saiu perdedor.Quem ganhou foi a RTP.As audiências subiram em flecha.
Nuno Melo diz que estamos melhor do que em 2011. Fiquei sem saber se foi golpe de sol, ou se emborcou whiskey a mais.
Durão Barroso, depois da entrevista encomendada a Balsemão em que tentou limpar o passado como se não fosse co-responsável pelo estado a que chegámos, assume-se como corta fitas e, no dia 11, inicia um périplo de inaugurações em Portugal!Não há lata suficiente para este gajo.
Depois destas declarações ao CM, Mário Crespo vai mandar fazer uma t-shirt nova. Já terá percebido que depois de fazer o trabalhinho sujo, deixou de interessar ao PSD?
Mas, calma ai... também houve política. Marisa Matias explicou como se faz

Day off

Hoje o dia está demasiado bonito para perder tempo com a escumalha. Deixei-me ficar pelo Rochedo a desfrutar esta brisa marítima, na companhia de boas leituras, mas longe de jornais e quaisquer outras fontes informativas. Se o Coelho disser alguma verdade, o Portas for alvo de um atentado numa feira, ou Cavaco se  transformar subitamente numa pessoa séria, agradeço que me avisem. 
Agradecido.

Memories



Comemora-se hoje o Dia Nacional dos Moinhos. Quando era miúdo tinha um enorme fascínio por moinhos, fossem eles de vento ou de maré. Sempre que passava por algum, deixava a imaginação voar lá para dentro e sonhava em transformá-lo em habitação. Estive quase a concretizar o sonho no final dos anos 70 mas, quando um casal amigo comprou um e o transformou no seu ninho de fim de semana, percebi que o melhor seria mesmo poder frequentar os moinhos dos outros.
Nessa altura também já perdera o misticismo pelos moleiros que pensava serem trabalhadores braçais de vida dura, que nunca abandonava o moinho. Conhecera alguém que tinha uma dúzia de moinhos e pedi-lhe para falar com um moleiro. O pedido foi satisfeito mas quando cheguei à fala com o moleiro tive uma enorme decepção. Afinal ele não vivia no moinho. Nem sequer lá trabalhava. A conversa no entanto foi útil, porque desfez alguns mitos que eu construíra desde miúdo.
Aquele moleiro com quem conversei ao longo de umas horas num café em Ribamar explicou-me que a sua função era supervisionar os moinhos do proprietário, contratando gente para lá trabalhar e garantindo que quem lá trabalhava cumpria com afinco a tarefa de manejar os engenhos. Fiquei a saber que as coisas se passavam assim há muitas gerações e que o moinho era apenas mais um lugar onde a exploração do trabalho era feita em cadeia, sendo o elo mais fraco o “bandeja”, um trabalhador rural vindo do interior do país em demanda de melhores condições de vida.
Desde então perdi parte do fascínio pelos moinhos, mas ainda guardo na memória a recordação daquele seu rumorejar tão típico, que faz parte dos sons oníricos da minha infância.

Num futuro próximo, estes serão os únicos moinhos que as crianças conhecerão. Pergunto-me se vão despertar os mesmo sonhos e devaneios das crianças do meu tempo. Uma coisa tenho a certeza. Nenhuma criança sonhará em viver num destes moinhos, nem se deixará iludir pela figura mítica do moleiro. Ou estarei enganado?
Nota informativa: Reedição de post publicado em 7de Abril de 2010